Emissão veicular: NOx é vilão da qualidade do ar

Com a chegada do outono e dos dias mais secos, é notável uma mancha escura no horizonte das grandes cidades.

O que a população desconhece é que o fenômeno, conhecido como smog fotoquímico, é proveniente da elevada quantidade de veículos que liberam gases poluentes na atmosfera.

De acordo com a Umicore, referência em tecnologias contra emissões tóxicas, um dos vilões para a formação dessa névoa contaminada é o NOx (óxidos de nitrogênio).

“O NOx é resultado de uma combinação de nitrogênio e oxigênio que se formam em razão da alta temperatura na câmara de combustão dos veículos. Ao ser expelido, pode reagir com o oxigênio sob ação do sol, formando moléculas de ozônio (O3). Esta reação fotoquímica forma o conhecido smog”, comenta Cláudio Furlan, gerente Comercial da Umicore.

Segundo o especialista, os motoristas podem auxiliar no combate às emissões e, consequentemente, diminuição desse poluente na atmosfera, garantindo o bom funcionamento do catalisador.

“A peça é responsável por converter até 98% dos gases tóxicos dos carros em substâncias inofensivas, transformando, por meio de uma reação química, o HC (hidrocarbonetos), o CO, (monóxido de carbono) e o NOX (óxidos de nitrogênio) em vapores que não fazem mal à saúde”, diz o executivo da Umicore.

Pela ação do catalisador, o NOX é convertido em N2 (nitrogênio), que representa 75% do ar que respiramos.

O componente é fundamental para manter a qualidade do ar em níveis aceitáveis.

“Um exemplo é que, sem a peça, os veículos poluiriam de cinco a dez vezes mais, em média. Além disso, cada catalisador em atividade contribui para que cerca uma tonelada de material poluente não chegue até o ambiente durante a sua vida útil, de cerca de 10 a 15 anos, resultando em 110 quilos de gases tóxicos evitados por ano ou ainda 300 gramas por dia”, ressalta Furlan.

Para manter o catalisador em ordem, é importante que o motorista mantenha as revisões do veículo em dia.

Falhas em peças do sistema de ignição e de injeção, por exemplo, e o uso de combustível de má qualidade afeta diretamente a peça.

“O ideal é que, sempre que possível, o motorista também faça o teste de emissão no carro”, finaliza o executivo.

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