As fabricantes de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) estão em plena recuperação dos seus volumes de produção.

A exemplo dos meses anteriores, registraram crescimento no número de motocicletas fabricadas em maio: saíram das linhas de produção 96.607 unidades, alta de 24,3% sobre o mesmo mês do ano passado (77.730) e de 9,3% na comparação com abril (88.422).

Já no acumulado dos cinco meses, foram produzidas 444.566 unidades, correspondendo a uma expansão de 19% sobre as 373.491 unidades do ano passado.

Os dados são da Abraciclo, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares.

Para Marcos Fermanian, presidente da entidade, chegar ao quinto mês consecutivo de crescimento significa que a recuperação do setor está praticamente consolidada.

“O que mais assistimos neste período foi a contínua ascensão dos negócios no mercado nacional e tudo indica que as projeções serão revisadas para cima”, comenta.

No início de 2018, a previsão divulgada pela entidade apontava um crescimento de 5,9% para a produção total do ano, chegando a 935 mil unidades, em comparação com as 882.876 unidades fabricadas em 2017.

A recuperação do setor também reflete nas vendas no atacado, feitas pelas fabricantes às concessionárias.

Foram 87.939motocicletas vendidas em maio, significando uma alta de 29,6% sobre o mesmo mês de 2017 (67.859) e de 12% na confrontação com abril (78.536).

No acumulado, o cenário também foi de crescimento: 16,1%, sendo 400.478 motocicletas enviadas às lojas neste ano ante 345.019 em 2017.

Cinco categorias reuniram 96,2% do total de motocicletas comercializadas em maio, com as seguintes participações: Street, em primeiro lugar, com 49,7% (43.726 unidades), seguida da Trail com 22,1% (19.445), Motoneta com 15,2% (13.368), Scooter com 7,5% (6.576) e Naked com 1,7% (1.497).

Na categoria Street estão as motocicletas de baixa ou média cilindrada destinadas ao uso urbano, enquanto a Trail reúne as de baixa ou média cilindradas destinadas ao uso misto, tanto em vias pavimentadas quanto fora da estrada.

Na categoriaMotoneta estão os motociclos tipo underbone, de dimensões reduzidas e econômicos, que são pilotados com os condutores na posição sentada e destinam-se ao uso urbano, tendo baixa cilindrada e contando com câmbio automático ou semiautomático.

São incluídos na categoria Scooter os motociclos pilotados com o condutor na posição sentada, que possuem câmbio automático ou semiautomático e privilegiam o conforto.

Na categoria Naked estão as motocicletas sem carenagem, com motor propositalmente exposto e de alto desempenho.

As motocicletas desta categoria são concebidas para a utilização em terrenos pavimentados.

São, enfim, semelhantes a uma motocicleta versão “Sport”, porém sem a carenagem.

Emplacamentos – Com base nos dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), as vendas no varejo totalizaram 81.238 unidades em maio, correspondendo a aumento de 2,1% sobre o mesmo mês de 2017 (79.533) e a um recuo de 1,1% na comparação com abril do presente ano (82.118).

No que diz respeito às vendas diárias, em maio a média foi de 3.868 unidades com 21 dias, representando um salto de 7% sobre o mesmo mês do ano passado (3.615), que teve 22 dias úteis.

Mas na comparação com abril, houve recuo de 1,1% (3.910).

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a média diária de vendas ficou em 3.715 unidades.

“Na primeira quinzena de maio a média diária estava acima de 4 mil motocicletas, volume que acabou caindo no fim do mês em função dos impactos da paralisação dos caminhoneiros. Mesmo assim, foi algo pontual”, diz Marcos Fermanian. De acordo com o presidente da Abraciclo, o que fica de mais importante nesta evolução constante das vendas diárias é a plena recuperação do mercado nacional de motocicletas. “Isso estanca os seguidos recuos que vinham desde 2012”, diz.

Exportações – Na análise sobre as motocicletas comercializadas para outros países em maio, foi registrado volume de 5.945 unidades, representando uma alta de 37,2% sobre o mesmo mês de 2017 (4.333) e recuo de 21,6% na comparação com abril do presente ano (7.585).

A Argentina liderou o ranking com 63% de participação, seguida da Colômbia e Estados Unidos (ambos com 9,3%), Austrália (5,6%) e Canadá (3,8%).

Nos cinco primeiros meses do presente ano, as exportações de motocicletas brasileiras totalizaram 37.852 unidades, correspondendo a uma elevação de 53,3% em relação às 24.686 unidades exportadas em igual período de 2017.

Projeções

MOTOCICLETAS – PROJEÇÕES 2018
2017 2018 Quantidade Variação %
Produção 882.876 935.000 52.124 5,9
Atacado 814.573 850.000 35.427 4,3
Varejo 851.013 865.000 13.987 1,6
Exportação 81.789 85.000 3.211 3,9