Últimos resultados do Latin NCAP: Rav 4 conquista com cinco estrelas, enquanto Kangoo obtém resultado fraco de três estrelas

A terceira rodada de resultados do Programa de Avaliação de Carros Novos para América Latina e o Caribe,Latin NCAP, para 2019 foi apresentada hoje com um sólido resultado de cinco estrelas e Advanced Awards para o Toyota Rav 4 e três estrelas para a proteção dos ocupantes adultos do Renault Kangoo.

O recém-lançado Toyota Rav 4, produzido no Japão, alcançou cinco estrelas sólidas para proteção de Ocupantes Adultos e Crianças.

O Rav 4, com 7 airbags como equipamento padrão e Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC) em todas as suas versões, mostrou boa proteção para todos os seus ocupantes nos três testes de batida realizados: impacto frontal, impacto lateral e impacto lateral de poste.

O modelo também atendeu aos requisitos do teste ESC.

A quinta geração do Rav 4 alcançou a máxima qualificação para ocupantes adultos e crianças, além dos Advanced Awards do Latin NCAP para a Frenagem Autônoma de Emergência (AEB) como equipamento opcional e Proteção para Pedestres como padrão em todas as suas versões.

Vale ressaltar que a Toyota recomenda a instalação da cadeira de criança de três anos de idade, bem como a da criança de 18 meses virada para atrás, seguindo as recomendações globais mais recentes.

Renault Kangoo, produzido na Argentina, alcançou apenas um resultado pobre de três estrelas para Proteção de Ocupantes Adultos e quatro estrelas para Proteção de Ocupantes Infantis.

O Kangoo, equipado com dois airbags como equipamento padrão e ESC, mostrou proteção razoável para os ocupantes adultos em impacto frontal.

O modelo apresentou proteção fraca no tórax no teste de impacto lateral, muito próximo do nível máximo de lesões permitido para o tórax.

Se esse nível fosse atingido, o modelo mal teria atingido o máximo de uma estrela para Proteção do Ocupante Adulto.

A estrutura do impacto lateral exibiu uma alta intrusão do carro no compartimento de passageiros.

A estrutura do habitáculo e a área dos pés foram consideradas instáveis e verificou- se que a estrutura não era simétrica em termos de construção entre o lado do motorista e o lado do passageiro.

Esta situação levanta a questão de como irá se desempenhar no teste de batida frontal, ao realizar o impacto do lado do passageiro.

Alejandro Furas, Secretário Geral do Latin NCAP, disse:
“O sólido resultado de cinco estrelas do Rav 4 deve encorajar os consumidores a exigirem cinco estrelas também em modelos de menor valor no mercado. Esse resultado relevante também deve impulsionar os governos a apoiar sistematicamente as estratégias de informação do consumidor para que o mercado mude o mais rápido possível. Sistemas independentes de informação ao consumidor mostraram grande sucesso nos países desenvolvidos, trazendo carros mais seguros para o mercado mais cedo e acima dos padrões locais, como resultado de uma reação voluntária dos fabricantes de veículos conforme a demanda do consumidor. A Renault decepcionou com um novo modelo como o Kangoo, com um resultado que mal chega a três estrelas em segurança para adultos e com uma proteção fraca contra impactos laterais. É hora de fabricantes, como a Renault, oferecerem veículos, na América Latina e no Caribe, desenvolvidos para proteger as pessoas e não apenas para passar nos testes. Deve se lembrar que a Renault costumava ser o líder do mercado na Europa em referência à segurança”.

Ricardo Morales, Presidente da Comissão Diretiva do Latin NCAP, disse:
“É surpreendente que, em 2019, ainda existam fabricantes globais que desenvolvam novos modelos para alcançar os resultados mínimos aceitáveis de três estrelas e que não pretendam conquistar resultados de cinco estrelas. É inconcebível que alguns fabricantes continuem a oferecer modelos de cinco estrelas para países e regiões desenvolvidos e não ofereçam os mesmos níveis de segurança para a América Latina e o Caribe. Os governos devem apoiar fortemente o Latin NCAP; esse mecanismo de colaboração provou sua eficácia em todo o mundo, mas infelizmente isso não acontece em nossa região. Consumidores, fabricantes e governos devem, juntos, impulsionar veículos mais seguros para a América Latina e o Caribe”.

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