sábado, 21 março , 2026
28 C
Recife

Choque nos preços dos veículos eletrificados deve alcançar 35% de imposto em até três anos

A nossa coluna é uma das mais ativas quando o assunto é eletrificação veicular. Modelos híbridos ou puramente elétricos estão sempre por aqui, mas hoje, analisaremos a competitividade junto ao mercado interno.

Quem faz barulho chama mais atenção. Apesar do rodar silencioso dos veículos elétricos, eles estão deixando para trás, já de agora, os modelos com motores a combustão, pelo menos no barulho que estão fazendo no mercado.

- Publicidade -

Não será uma transformação da noite para o dia, como já afirmei de outras vezes, mas o barulho do mercado pode incomodar mais rápido do que imaginamos.

Enquanto em outros lugares do mundo observamos políticas de incentivos para os veículos eletrificados, o que se fala por aqui é sempre em aumentar os impostos.

As vendas de carros eletrificados (híbridos e totalmente elétricos) têm crescido nos últimos meses, com o total acumulado de janeiro ao início deste mês superando todo o volume de 49,2 mil unidades de 2022, segundo os dados da ANFAVEA, representando cerca de 2% do mercado como um todo. Pouco não?

- Publicidade -

Atualmente, não há qualquer taxação para carros elétricos – para híbridos a alíquota é de 4%. Com a reaplicação do imposto, todos os veículos terão os mesmos altíssimos 35% de tarifa de importação dos modelos a combustão.

Mencionando uma “invasão de produtos asiáticos, principalmente da China” na América Latina, região tradicionalmente foco das exportações de veículos do Brasil, o presidente da Anfavea, Márcio Leite, afirmou durante coletiva de imprensa que “não tem nada contra chineses, asiáticos”, mas que o setor no país defende o retorno da proteção do imposto de 35% sobre os veículos eletrificados.

Ao invés de buscarmos reduzir a taxação dos motores a combustão, preferimos taxar os elétricos e todos, sem exceção, continuam caros e distantes dos consumidores.

- Publicidade -

“É uma ameaça, sim (para o mercado interno). Temos conversado com o governo. Precisamos de uma regra de transição e previsibilidade”, disse o presidente da Anfavea no evento sobre os números do setor no mês passado.

A retomada da cobrança é apoiada por todas as marcas atreladas à Associação das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Atualmente, entre as principais marcas chinesas de veículos no Brasil estão GWM, que está finalizando uma fábrica para início de produção em 2024 e realizou anúncio de investimentos de R$ 6 bilhões no Brasil até 2025, e a BYD, que há meses negocia com o governo da Bahia sobre a instalação de uma fábrica no Estado, tem previsão de produção em 2025 e investimentos de R$ 3 bilhões em cinco anos.

Segundo Leite, o fim da isenção de imposto de importação para os elétricos deve acontecer ao longo de três anos e deve ser anunciado próximo de medida provisória que trará os objetivos gerais da segunda fase da política automotiva Rota 2030, prevista para este mês.

O Rota 2030 deve manter a lógica do início do programa: oferecer redução de até dois pontos no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as montadoras que conseguirem superar níveis de eficiência no consumo de combustível e emissão de poluentes, medindo para isso todo o ciclo de uso do combustível. As montadoras que não se enquadrarem nos percentuais mínimos atualizados terão de arcar com multas.

O pior disso tudo é que quem paga a conta somos todos nós. É preciso incentivar a produção local e não simplesmente aumentar a carga de impostos. O Brasil precisa ser competitivo mundialmente, vender tecnologia e oferecer suas soluções, o etanol tá na prateleira, mas nem internamente somos capazes de incentivar sua aplicação de forma eficiente.

Não é o elétrico que precisa ser caro, precisamos tornar a manufatura mais eficiente. A alta carga de impostos dificulta qualquer manobra para tornar nossa indústria competitiva.

Tarcisio Dias – Profissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista. Desenvolve o site Mecânica Online® (mecanicaonline.com.br) e sua exclusiva área de cursos sobre mecânica na internet (cursosmecanicaonline.com.br), uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.

Coluna Mecânica Online® – Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º e 13º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuição gratuita todos os dias 10, 20 e 30 do mês.
https://mecanicaonline.com.br/category/engenharia/tarcisio_dias/

Consórcio Rodobens – Pague metade da parcela por 12 meses

Crédito de até R$170 mil em 96 meses.

Se você está pensando em comprar um carro, o Consórcio Rodobens tem uma oferta especial: durante os primeiros 12 meses, você paga apenas metade da parcela. É a chance de planejar sua compra com economia e sem juros bancários.

Saiba mais clicando aqui

Matérias relacionadas

20% de desconto na taxa administrativa – economia de até R$ 14 mil

Para quem busca caminhão novo, em março o Consórcio Rodobens oferece 20% de desconto na taxa administrativa. Isso pode representar até R$14 mil de economia. Uma solução inteligente para quem precisa investir na frota.

Clique aqui para saber mais!
Blindagem de Fábrica Chevrolet

Mais recentes

Consórcio de Carros Rodobens
Consórcio de Caminhões Rodobens

Destaques Mecânica Online

Avaliação MecOn