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Estudo comprova viabilidade do uso da gasolina E30 com 30% de etanol no Brasil

Relatório do Ministério de Minas e Energia mostra que gasolina com 30% de etanol pode ser usada sem prejuízos ao desempenho, consumo ou emissões; medida pode ser avanço estratégico rumo à descarbonização

Divulgado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o relatório dos testes com gasolina E30 — com 30% de etanol anidro — confirma a viabilidade técnica da nova mistura e abre caminho para sua adoção como política nacional de descarbonização.

Os testes foram conduzidos pelo Centro Tecnológico Timbro, selecionado pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), e realizados em fevereiro de 2025. Os resultados, divulgados no último dia 28 de março, fazem parte da estratégia do governo para transição energética e ampliam o uso de biocombustíveis no país.

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O combustível E30, composto por 70% de gasolina e 30% de etanol anidro, representa uma evolução frente à atual mistura E27, utilizada comercialmente desde 2015. A proposta está alinhada à Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/24), que visa aumentar a participação de fontes renováveis na matriz energética nacional.

No total, 16 modelos de veículos leves foram avaliados, sendo quatro deles testados no laboratório da Timbro, em Itatiaia (RJ). Os ensaios incluíram:

  • Partidas a frio
  • Estabilidade em marcha lenta
  • Aceleração
  • Retomadas de velocidade
  • Emissões veiculares

Os resultados demonstraram que não houve impactos negativos relevantes no desempenho, dirigibilidade, consumo ou emissões ao se utilizar a gasolina E30. Os sistemas eletrônicos de injeção e controle se adaptaram automaticamente ao novo combustível, sem necessidade de modificações nos veículos.

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O MME destacou que o estudo reforça o compromisso com uma política energética que valorize a sustentabilidade, sem comprometer a segurança do consumidor ou a eficiência dos veículos.

Participaram da análise instituições estratégicas dos setores automotivo e de biocombustíveis, como:

  • ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis)
  • ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores)
  • ABEIFA, ABRACICLO, UNICA, UNEM, SINDIPEÇAS, entre outras

O relatório também contribui para o debate sobre o papel do etanol como vetor da mobilidade sustentável, ao demonstrar que misturas mais altas podem ser adotadas sem impactos negativos ao consumidor.

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Segundo o fundador e vice-presidente da Timbro, Bruno Russo, a participação da empresa neste estudo complementa sua estratégia de inovação no setor automotivo. “Queremos atender à demanda das montadoras com soluções sustentáveis e alinhadas às tendências globais, sempre respeitando as regulamentações”, destaca.

O Centro Tecnológico Timbro recebeu um investimento de R$ 12 milhões e é referência em ensaios de certificação de emissões para o Brasil e o Mercosul. Em paralelo, a empresa inaugurou em 2024 um complexo automotivo em Cariacica (ES), com aporte de R$ 25 milhões, estrutura para inspeção de entrega (PDI), cabine de pintura e capacidade para até 12 mil veículos simultaneamente.

O centro capixaba ocupa uma área de 250 mil m², com uma reserva técnica adicional de 100 mil m² para expansão, ampliando a logística e armazenamento de veículos no país.

Comprovando o avanço técnico da indústria automotiva e a adaptabilidade da frota brasileira, o E30 surge como alternativa viável e eficiente para apoiar a neutralidade de carbono sem exigir mudanças estruturais nos veículos.

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