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Cummins Brasil nacionaliza diferencial MD-160 e fortalece produção em Osasco

Movimento consolida um marco para a base industrial da empresa no país e amplia o protagonismo da planta de Osasco (SP), elevando o nível de conteúdo local em um dos produtos mais relevantes do portfólio.

A nacionalização do diferencial MD-160 marca um salto tecnológico para a Cummins Brasil, que passa a produzir localmente componentes críticos para caminhões pesados de até 80 toneladas. A fábrica de Osasco ganha nova linha automatizada e capacidade plena estimada em 9.500 diferenciais por ano.

O processo industrial já está estruturado e a linha encontra-se em fase final de preparação. Com isso, o MD-160 passa a integrar oficialmente a manufatura nacional, reduzindo a dependência externa e valorizando a engenharia brasileira no desenvolvimento e validação de soluções para o mercado.

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Para absorver o projeto, a planta de Osasco recebeu uma nova linha de produção com padrão tecnológico equivalente às unidades globais da Cummins. O destaque é a instalação do primeiro robô dedicado à montagem de diferenciais, que garante maior segurança operacional e precisão contínua.

A operação também passa a ser integrada ao sistema digital de rastreabilidade da fábrica, monitorando todas as etapas produtivas. Essa arquitetura foi projetada para permitir futuras ampliações do portfólio, preparando o site para absorver novos modelos com flexibilidade industrial.

Segundo Jorge Silva, Líder de Operações da Divisão de Eixos da Cummins Brasil, o conjunto de melhorias representa um salto tecnológico para a planta de Osasco, fortalecendo a capacidade produtiva local com uma base mais moderna e conectada.

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A estratégia de nacionalização contempla os conjuntos críticos do diferencial, priorizando itens de maior impacto em desempenho e confiabilidade. Nesta fase, a carcaça já é integralmente usinada no Brasil, enquanto o conjunto coroa e pinhão está em processo de nacionalização, com adequações de engenharia e melhorias de material e tratamento térmico.

A produção seriada do MD-160 está prevista para o primeiro semestre de 2026, com fornecimento regular às montadoras conforme o cronograma de industrialização. A escala plena é estimada em 9.500 diferenciais por ano, reforçando a relevância do produto no portfólio nacional.

No mercado, o diferencial MD-160 posiciona-se como solução robusta para caminhões pesados on-highway, competindo com tecnologias de fornecedores globais como Meritor, Dana e ZF. A vantagem da Cummins está na nacionalização, que reduz custos logísticos, garante maior disponibilidade e fortalece a cadeia de suprimentos local.

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Do ponto de vista de design e engenharia, o diferencial MD-160 foi projetado para suportar altas cargas e oferecer confiabilidade em operações de longa distância. A nacionalização permite maior controle sobre materiais e processos, além de abrir espaço para futuras evoluções tecnológicas.

Em termos de dirigibilidade, diferenciais robustos como o MD-160 são fundamentais para garantir eficiência na transmissão de torque e estabilidade em veículos de grande porte. A confiabilidade mecânica é um diferencial competitivo frente aos concorrentes.

Na área de tecnologia, a adoção de automação e rastreabilidade digital na planta de Osasco coloca a Cummins em sintonia com a Indústria 4.0, elevando padrões de qualidade e segurança. Isso reforça o posicionamento da marca como referência em inovação no setor de transporte pesado.

A sustentabilidade também é contemplada, já que a nacionalização reduz a necessidade de importação de componentes, diminuindo impactos logísticos e fortalecendo a produção local com processos mais eficientes.

Com esse movimento, a Cummins Brasil reforça sua estratégia de longo prazo: ampliar o conteúdo local, fortalecer a engenharia nacional e consolidar sua posição como fornecedora estratégica para montadoras de caminhões pesados no país.

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Diferencial – Conjunto mecânico que permite que as rodas de um veículo girem em velocidades diferentes, essencial para curvas e para a transmissão eficiente de torque em caminhões e automóveis.

Capacidade Máxima de Tração (CMT) – Valor que indica o limite de peso que um veículo pode tracionar com segurança, considerando a resistência estrutural e o desempenho do conjunto mecânico.

Tratamento térmico – Processo industrial que altera propriedades do metal, como dureza e resistência, por meio de aquecimento e resfriamento controlados, garantindo maior durabilidade dos componentes.

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