Com R$ 2,5 bilhões em investimentos, a Volvo aposta em pesquisa, desenvolvimento e expansão da rede, mesmo em um mercado que deve encolher até 10% em 2026. A marca encerrou 2025 como líder em caminhões pesados e semipesados no Brasil.
Segundo Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo América Latina, os juros altos têm encarecido o crédito e desestimulado a renovação das frotas, reduzindo a competitividade das empresas de transporte. Mesmo assim, a Volvo seguirá investindo em produtividade, descarbonização e segurança, com aportes na fábrica, na rede de concessionárias e em novos serviços para caminhões, ônibus, equipamentos de construção, motores marítimos e industriais.
Em 2025, a Volvo encerrou o ano na liderança em caminhões acima de 16 toneladas, com 20.053 unidades licenciadas e 23% de participação de mercado, segundo a Fenabrave. O destaque foi o Volvo FH 540, caminhão pesado mais vendido do Brasil pelo sétimo ano consecutivo, com 5.403 emplacamentos. O FH 460 ficou na vice-liderança, com 3.613 unidades.
No segmento de semipesados, o Volvo VM 290 foi o mais vendido em 2025, com 4.320 emplacamentos, consolidando a marca com três modelos entre os quatro mais vendidos do país.
De acordo com Alcides Cavalcanti, diretor executivo da Volvo Caminhões, os modelos se destacam pela robustez, baixo consumo de combustível, alta conectividade, inteligência artificial e segurança, traduzindo-se em maior produtividade e menor custo operacional para os transportadores.
Além dos veículos, os serviços da Volvo também cresceram em 2025. Os Planos de Serviço registraram aumento de 10%, com 55 mil contratos ativos. O Volvo Connect, plataforma de gestão de frota, alcançou 22 mil contratos, enquanto o CIV (Condução Inteligente Volvo) somou 10 mil contratos, ajudando clientes a reduzir consumo de combustível.
No mercado de seminovos, a Volvo registrou recorde histórico com 2.669 caminhões vendidos, maior volume em 29 anos de atuação nesse segmento.
Na América Latina, a marca emplacou 25.665 caminhões em 2025, sendo líder no Peru (21% de market share), vice-líder no Chile (19%) e com forte retomada na Argentina (crescimento de 190%). Também iniciou exportações para o México, com 80 caminhões enviados no primeiro ano.
A Volvo Financial Services (VFS) teve papel estratégico, com carteira de ativos de R$ 24 bilhões em 2025. Cerca de 40% dos veículos Volvo vendidos no Brasil foram financiados pela VFS. O Banco Volvo registrou R$ 5,5 bilhões em novos financiamentos, com destaque para linhas CDC (55%) e Finame (45%).
Apesar do aumento da inadimplência em setores como transporte de combustível e construção, a VFS manteve estabilidade, reforçando sua postura de apoio contínuo aos clientes. O Consórcio Volvo movimentou R$ 2,6 bilhões em novas cartas de crédito, enquanto a Locadora Volvo cresceu 15%, com 1.150 ativos contratados. Os Seguros Volvo também avançaram, com R$ 179 milhões em prêmios e crescimento de 37% em itens segurados.
Um dos destaques foi o financiamento de ônibus elétricos Volvo BZRT para o BRT de Goiânia (GO), com 21 unidades entregues em janeiro de 2025. O projeto, apoiado pelo Banco Volvo, reforça o compromisso da marca com a descarbonização e a mobilidade sustentável.
Com o novo ciclo de investimentos, a Volvo reafirma sua visão de longo prazo e consolida o Brasil como mercado estratégico, mesmo em um ambiente de retração. A aposta em tecnologia, serviços e sustentabilidade fortalece a posição da marca frente a concorrentes como Mercedes-Benz, Scania e Iveco, garantindo liderança e inovação no setor de transporte pesado.
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Market share – Indicador que mostra a participação de uma empresa em determinado mercado, calculado pela proporção de vendas ou emplacamentos em relação ao total.
CDC (Crédito Direto ao Consumidor) – Modalidade de financiamento em que o cliente paga parcelas fixas diretamente ao banco ou financeira, sem intermediação de terceiros.
Descarbonização – Estratégia para reduzir ou eliminar emissões de dióxido de carbono (CO₂) em processos industriais e de transporte, visando maior sustentabilidade ambiental.
