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Poli USP conquista o título da 31ª Competição Baja SAE BRASIL em São José dos Campos

A equipe Poli Baja somou 816 pontos e garantiu o topo do pódio na etapa nacional, que reuniu 62 equipes de todo o país para testar a engenharia e a resistência de protótipos fora de estrada.

A 31ª edição da Competição Baja SAE BRASIL Etapa Nacional consagrou a Poli Baja, da Escola Politécnica da USP, como a grande campeã de 2026. Em uma disputa acirrada realizada em São José dos Campos, a equipe paulista superou adversários de peso, como a Imperador (UTFPR) e a FEI Baja, que completaram o pódio geral. O evento, que funciona como um laboratório de inovação para futuros engenheiros, desafiou estudantes a projetarem e construírem veículos tubulares capazes de enfrentar terrenos árduos, garantindo aos melhores classificados na categoria 4X4 o passaporte para a etapa internacional nos Estados Unidos.

A vitória da Poli USP foi consolidada pela consistência nas diversas provas técnicas e dinâmicas, alcançando 816 pontos de um total de 1.000. O desempenho da equipe foi destaque no Super Prime, na prova de Suspensão e no Desafio técnico, onde garantiram a primeira colocação.

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O segundo lugar ficou com a equipe Imperador, da UTFPR Curitiba, que somou 756 pontos. O time paranaense demonstrou robustez mecânica ao vencer o Enduro de resistência, a prova de Capacidade de tração e a Apresentação de projeto, reafirmando a força da engenharia sulista na competição.

A FEI Baja completou o pódio geral na terceira posição com 752 pontos. Reconhecida historicamente por sua excelência em manufatura, a equipe da FEI conquistou o primeiro lugar no Relatório de projeto, evidenciando o rigor técnico na documentação e planejamento do protótipo.

O Baja SAE não é apenas uma corrida; é um desafio de engenharia completo. Os veículos são monopostos com estrutura em aço tubular e motor padrão de 13 HP, que devem suportar pilotos de até 109 kg em circuitos de lama, saltos e obstáculos severos.

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A quarta posição geral foi ocupada pela EESC USP TRACTIAN Baja, de São Carlos, com 744 pontos. A equipe destacou-se pela Velocidade máxima, sendo o veículo mais rápido da competição, além de garantir o segundo lugar em Aceleração.

Fechando o “top 5”, a equipe Sinuelo, da FAHOR (RS), somou 734 pontos. O desempenho consistente no Enduro de resistência e o vice-campeonato no Super Prime garantiram ao time gaúcho uma posição de destaque entre as 62 equipes participantes.

A competição deste ano envolveu estudantes de 13 estados brasileiros, abrangendo as cinco regiões do país. Para a SAE BRASIL, o evento é um celeiro de talentos, onde a teoria da sala de aula é aplicada na prática sob pressão, preparando os jovens para a indústria automotiva.

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Desde 2016, São José dos Campos sedia as finais nacionais, aproveitando o suporte da prefeitura e a infraestrutura de um dos principais polos tecnológicos do Brasil. O apoio local é fundamental para a disseminação de ciência e inovação entre os universitários.

Além das provas dinâmicas, os juízes avaliam a viabilidade econômica e a gestão do projeto. Isso exige que os estudantes atuem como uma verdadeira empresa, equilibrando custos de produção com o desempenho técnico dos componentes da suspensão e transmissão.

No campo das provas de agilidade, a equipe Tuffão Baja SAE (UFF) brilhou na Aceleração, enquanto a Saci Baja UNIFEI dominou a prova de Manobrabilidade, mostrando precisão no ajuste do sistema de direção e esterçamento.

A categoria 4X4 é o ápice tecnológico do Baja nacional. As equipes que dominam a tração integral garantem vaga para representar o Brasil na etapa mundial, onde o país possui um histórico de conquistas expressivas contra universidades estrangeiras.

O projeto Baja SAE foi criado nos Estados Unidos em 1976 e chegou ao Brasil em 1994. Ao longo de três décadas, o programa moldou carreiras de engenheiros que hoje ocupam cargos de liderança em montadoras e empresas de tecnologia em todo o mundo.

Para o comitê técnico, o nível de 2026 mostrou um amadurecimento significativo no uso de sistemas de aquisição de dados e análise estrutural. Os protótipos estão cada vez mais leves e resistentes, aproximando-se de padrões profissionais de competição.

A 31ª Competição Baja SAE BRASIL encerra-se com o sentimento de dever cumprido na formação de “cidadãos preparados para a indústria”. O foco agora se volta para a preparação das equipes que levarão a bandeira brasileira para as pistas norte-americanas.

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  • Estrutura Tubular: Tipo de chassi construído a partir de tubos de aço soldados, que oferece alta rigidez torcional e proteção ao piloto (gaiola), sendo leve e ideal para veículos fora de estrada.
  • Super Prime: Prova de velocidade e habilidade realizada em um circuito restrito onde as equipes competem em duplas em formato de mata-mata, exigindo reflexos rápidos e excelente ajuste de suspensão.
  • Enduro de Resistência: A prova mais dura da competição, com duração de várias horas, onde o objetivo é completar o maior número de voltas em um terreno severo, testando a durabilidade de todos os componentes mecânicos.
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