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BMW adota estratégia chinesa para reduzir custos de seus carros

Fabricante alemã pretende ampliar o uso de componentes padronizados e diminuir a dependência de peças exclusivas, buscando melhorar a competitividade sem comprometer a qualidade.

A BMW está preparando uma mudança importante na maneira como desenvolve e fabrica seus automóveis. Para enfrentar a crescente competitividade das marcas chinesas, a fabricante alemã pretende substituir parte dos componentes desenvolvidos exclusivamente para seus veículos por soluções padronizadas já disponíveis na indústria. A estratégia poderá reduzir custos de produção, simplificar a cadeia de fornecedores e ajudar a recuperar as margens de lucro da empresa.

A iniciativa acompanha uma tendência que ganha força entre fabricantes tradicionais: aproveitar componentes produzidos em maior escala, em vez de desenvolver peças específicas para cada aplicação.

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A BMW pretende ampliar significativamente essa prática até 2032, quando os componentes padronizados deverão representar a maior parcela de seu orçamento anual de compras, estimado em US$ 90 bilhões.

Menos peças exclusivas e maior escala de produção

Atualmente, fabricantes premium utilizam diversos componentes desenvolvidos especificamente para atender aos requisitos de seus veículos.

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Essa estratégia permite personalização, mas também pode elevar despesas de engenharia, desenvolvimento, testes e produção.

A proposta da BMW é aproveitar soluções que já atendam aos padrões técnicos necessários, reduzindo a necessidade de projetos exclusivos.

Segundo o CEO Milan Nedeljkovic, a oferta de tecnologias e componentes pelos fornecedores evoluiu consideravelmente, tornando mais interessante a utilização de padrões industriais consolidados.

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A fabricante não detalhou qual será a participação exata desses componentes no orçamento, mas a expectativa apresentada é reduzir para menos da metade a participação atual das peças personalizadas.

BMW quer recuperar rentabilidade até 2028

A padronização faz parte de um esforço mais amplo para melhorar a eficiência financeira.

Segundo os indicadores apresentados, a BMW busca elevar sua margem de lucro de 2,3% para uma faixa entre 3% e 5% até 2028.

A redução dos custos de aquisição e desenvolvimento de componentes deverá contribuir para esse objetivo.

A estratégia também acompanha discussões semelhantes entre outras fabricantes.

Executivos ligados à Ford Europa e à Toyota defendem maior utilização de componentes padronizados como uma das alternativas para enfrentar a velocidade e a competitividade de custos da indústria chinesa.

Padronizar componentes significa perder qualidade?

Esse é um dos principais desafios da nova estratégia.

Utilizar componentes comuns não significa necessariamente reduzir a qualidade do automóvel.

Um componente padronizado pode atender a requisitos rigorosos de durabilidade, segurança e desempenho, desde que seja corretamente especificado, validado e integrado ao projeto.

A diferença está no processo de desenvolvimento.

Em vez de criar uma solução exclusiva, a fabricante seleciona um componente já disponível e verifica sua compatibilidade com as exigências do veículo.

Entretanto, a qualidade final continuará dependendo da engenharia de integração, dos fornecedores e dos processos de validação.

Uma peça tecnicamente adequada para determinado modelo pode não apresentar o mesmo resultado em outro veículo com características diferentes.

O desafio será preservar a identidade BMW

A BMW construiu sua reputação com características próprias de dirigibilidade, desempenho e refinamento.

A utilização de componentes comuns não precisa eliminar essas diferenças.

O comportamento de um automóvel depende de diversos fatores, incluindo geometria de suspensão, calibração eletrônica, isolamento acústico, distribuição de massa e integração dos sistemas.

Mesmo compartilhando determinados componentes com outros fabricantes, a BMW poderá manter soluções específicas nas áreas que definem a experiência de condução.

A empresa ainda não detalhou quais peças serão priorizadas nessa transição.

Mecânica Online® com Tarcisio Dias – A decisão da BMW demonstra que a competitividade da indústria automotiva está cada vez mais relacionada à eficiência da engenharia e da cadeia de fornecedores.

Durante décadas, desenvolver componentes exclusivos foi uma maneira de diferenciar produtos. Agora, a capacidade de identificar onde essa exclusividade realmente agrega valor pode se tornar igualmente importante.

A padronização também pode oferecer benefícios para manutenção e disponibilidade de peças, mas isso dependerá de como os componentes serão distribuídos e comercializados.

O segredo será padronizar aquilo que o consumidor não percebe e preservar a engenharia que realmente diferencia o automóvel.

A experiência das fabricantes chinesas mostra que escala, integração industrial e velocidade de desenvolvimento são fatores decisivos para reduzir custos.

Para acompanhar BMW, engenharia automotiva, indústria automobilística e novas estratégias de produção, siga @tarcisiomecanicaonline.

Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia

  • 2032 – Horizonte previsto para ampliar significativamente a participação de componentes padronizados nas compras da BMW.
  • US$ 90 bilhões – Orçamento anual de compras utilizado como referência no planejamento apresentado.
  • Menos peças exclusivas – Fabricante pretende reduzir para menos da metade a participação atual de componentes personalizados.
  • 3% a 5% – Faixa de margem de lucro pretendida até 2028, segundo os números divulgados.
  • Concorrência chinesa – Pressão por custos menores e processos de desenvolvimento mais eficientes.
  • Qualidade – A BMW precisará manter seus padrões técnicos durante a mudança na estratégia de fornecimento.

Mecânica Online® – Mecânica do jeito que você entende

  • Padronização de componentes – Utilização de peças com especificações comuns em diferentes produtos ou fabricantes.
  • Economia de escala – Redução do custo unitário obtida com maiores volumes de produção ou aquisição.
  • Engenharia de integração – Processo de adaptação e validação dos componentes para que funcionem corretamente em conjunto.
  • Margem de lucro – Indicador financeiro que relaciona o resultado operacional ou líquido à receita, conforme o critério utilizado.
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