O Tesla Roadster de segunda geração voltou aos holofotes em outubro de 2026 com uma proposta que vai muito além de um superesportivo elétrico convencional. Após sucessivos adiamentos, a Tesla apresentou um projeto redesenhado, com carroceria angular, dois lugares e tecnologias experimentais que incluem propulsores de ar comprimido e um ventilador capaz de gerar força descendente. A fabricante demonstrou manobras em que o veículo salta e gira no ar, enquanto informações adicionais publicadas pela imprensa especializada apontam para versões com mais de 1.300 cv, velocidade máxima de até 370 km/h e produção prevista para 2028. Entretanto, várias dessas características ainda dependem de comprovação técnica independente, e os recursos mais extremos não estão homologados para utilização em vias públicas.
Tesla Roadster retorna com projeto completamente diferente
A Tesla voltou a apresentar seu superesportivo Roadster em outubro de 2026, retomando um projeto anunciado há quase uma década e marcado por sucessivos adiamentos.
A segunda geração do modelo havia sido antecipada em um protótipo apresentado em 2017, mas o desenvolvimento passou por diferentes mudanças de cronograma.
Agora, o novo Roadster surge com uma proposta visual e tecnológica substancialmente diferente, abandonando as linhas arredondadas do protótipo original.
A nova carroceria utiliza superfícies retas, ângulos acentuados e proporções que aproximam sua linguagem estética daquela adotada na Tesla Cybertruck.
Segundo as informações divulgadas durante a apresentação, o projeto recebeu referências de aviões de caça e supercarros clássicos, buscando combinar aparência futurista e desempenho extremo.
O designer-chefe da Tesla, Franz von Holzhausen, participou da apresentação do novo conceito visual.
A produção está prevista para 2028, mas a empresa ainda não apresentou um cronograma industrial detalhado.
Design angular aproxima Roadster da Cybertruck
O novo Roadster apresenta carroceria de linhas geométricas, com superfícies definidas e poucos elementos arredondados.
Na dianteira, o modelo utiliza faróis estreitos de formato triangular, reforçando a aparência agressiva.
A traseira apresenta uma barra luminosa horizontal e um conjunto de elementos aerodinâmicos integrados à carroceria.
Entre eles está uma asa traseira ajustável, desenvolvida para contribuir com o controle da força aerodinâmica.
O difusor traseiro possui quatro aberturas que lembram ponteiras de escapamento, mas que fazem parte do sistema de propulsão por ar comprimido.
Essa solução evidencia a proposta de integrar funções aerodinâmicas e recursos experimentais de movimentação ao desenho do veículo.
Entretanto, ainda não foram divulgados coeficiente aerodinâmico, área frontal ou dados de resistência ao avanço, parâmetros importantes para avaliar sua eficiência em velocidades elevadas.
Cabine terá dois lugares e direção eletrônica
O interior do novo Tesla Roadster segue a filosofia de minimalismo digital adotada pela fabricante.
O painel concentra as principais funções em uma tela central, acompanhada por dois visores auxiliares de pequenas dimensões.
À frente do motorista, o modelo utiliza uma evolução do volante do tipo manche, conhecido como yoke.
O conjunto será associado a um sistema de direção eletrônica steer-by-wire, semelhante em conceito ao utilizado na Cybertruck.
Nesse tipo de arquitetura, os comandos do volante são interpretados eletronicamente, sem a necessidade de uma ligação mecânica convencional contínua entre o comando e as rodas direcionais.
A proposta também inclui comandos eletrônicos para aceleração e frenagem, ampliando a integração entre os sistemas de controle.
A cabine apresenta apenas dois assentos posicionados próximos ao assoalho, buscando uma posição de condução esportiva.
A configuração representa uma mudança em relação à proposta inicial da segunda geração, que previa maior capacidade de acomodação.
O espaço interno também está relacionado à necessidade de instalar baterias, sistemas pneumáticos e componentes aerodinâmicos.
Propulsores de ar comprimido são o destaque do projeto
A característica mais incomum do novo Roadster é a utilização de propulsores alimentados por ar comprimido.
Durante a apresentação, a Tesla demonstrou um veículo realizando movimentos que incluíram saltos, rotações no ar e aterrissagens.
Segundo as informações divulgadas, o sistema utiliza dois reservatórios de fibra de carbono, com capacidade total anunciada de até 600 litros e armazenamento de aproximadamente 250 kg de ar comprimido.
O ar armazenado pode ser direcionado para dez bocais distribuídos pelo veículo, permitindo gerar forças em diferentes direções.
A proposta envolve utilizar esses jatos para auxiliar em aceleração, movimentação vertical e controle de determinadas manobras.
Diferentemente de motores-foguete químicos, o sistema descrito não depende da combustão de propelentes.
A força é produzida pela expulsão de ar comprimido em alta velocidade, utilizando o princípio de conservação da quantidade de movimento.
A Tesla não apresentou documentação técnica suficiente para verificar de maneira independente pressões operacionais, vazões, energia armazenada e duração efetiva dos disparos.
Esses parâmetros são fundamentais para determinar a capacidade real do sistema.
Roadster consegue voar ou apenas realizar saltos?
Uma das demonstrações mais chamativas mostrou o Roadster realizando um salto sobre outros veículos da Tesla, acompanhado de uma rotação no ar.
Embora a apresentação utilize movimentos que lembram os de uma aeronave, existe uma diferença importante entre realizar um salto impulsionado e manter voo controlado e sustentado.
Um veículo pode sair do solo por impulso e permanecer temporariamente em trajetória balística sem possuir capacidade de voo sustentado.
Para ser considerado uma aeronave capaz de realizar voo controlado, seria necessário demonstrar sustentação, estabilidade, controle direcional e capacidade de manter a operação aérea.
As demonstrações descritas não comprovam que o Roadster possa funcionar como um automóvel voador de utilização cotidiana.
O sistema pneumático também possui uma limitação importante: a quantidade de ar armazenada é finita.
Depois de utilizar parte da reserva, o equipamento precisa recompor a pressão dos reservatórios.
Ainda não foram informados tempo de recarga pneumática, consumo energético do compressor ou quantidade de manobras possíveis por abastecimento.
Propulsores terão versões de uso restrito
As informações apresentadas indicam que nem todas as versões do Tesla Roadster receberão os propulsores pneumáticos.
Os recursos destinados a melhorar a aceleração deverão integrar uma configuração de edição limitada.
Já os equipamentos capazes de realizar saltos e manobras aéreas foram descritos como recursos destinados a aplicações restritas e convidados selecionados.
A configuração mais extrema também compromete o espaço disponível na cabine.
Outro ponto fundamental é que o pacote de propulsores aéreos não está homologado para utilização em vias públicas.
Portanto, as demonstrações não devem ser interpretadas como confirmação de que compradores poderão executar essas manobras no trânsito.
A utilização de sistemas capazes de produzir grandes forças verticais e laterais exige avaliações específicas de segurança estrutural, estabilidade, proteção dos ocupantes e operação em ambientes controlados.
Aceleração inferior a um segundo depende do pacote pneumático
A Tesla voltou a apresentar uma das promessas mais ambiciosas associadas ao Roadster: aceleração extremamente rápida com auxílio dos propulsores.
O material inicial menciona desempenho próximo ou inferior a um segundo na aceleração de 0 a 60 mph, equivalente a aproximadamente 96,6 km/h.
Informações adicionais atribuídas pela imprensa especializada à equipe de engenharia da Tesla indicam que o pacote Thrust seria necessário para atingir 0 a 100 km/h em menos de um segundo.
Essas duas medições não são equivalentes, pois representam velocidades finais diferentes.
A aceleração de 0 a 100 km/h é mais exigente do que a de 0 a 60 mph, considerando condições semelhantes.
A proposta de utilizar propulsores está relacionada à tentativa de superar as limitações de aderência dos pneus durante a arrancada.
Em um automóvel convencional, a força longitudinal disponível depende principalmente da interação entre pneus e pavimento.
O uso de propulsores pode acrescentar uma força externa de aceleração, reduzindo a dependência exclusiva da tração transmitida pelas rodas.
Entretanto, o desempenho anunciado ainda precisa ser comprovado por medições independentes e procedimentos de teste claramente definidos.
Ventilador aerodinâmico promete mais de 1.800 kgf de força descendente
Além dos propulsores pneumáticos, o novo Roadster utiliza um sistema de ventilador destinado a gerar força descendente.
A proposta lembra soluções aerodinâmicas empregadas em projetos experimentais de alto desempenho, como o McMurtry Spéirling.
O sistema utiliza um ventilador para extrair ar da região inferior do veículo, criando uma diferença de pressão que aumenta a força vertical aplicada à carroceria.
Durante a apresentação, um gráfico indicou mais de 1.800 kgf de força descendente.
Esse valor corresponde aproximadamente a 17,7 quilonewtons de força vertical, caso a medição seja confirmada.
A tecnologia pode contribuir para aumentar a aderência disponível, especialmente em situações nas quais a aerodinâmica convencional ainda produz pouca carga.
Diferentemente de uma asa tradicional, cuja força aerodinâmica depende fortemente da velocidade do veículo, um sistema de ventilação pode produzir força descendente mesmo em velocidades reduzidas.
Entretanto, a eficácia depende de fatores como vedação inferior, vazão de ar, potência do ventilador e características do pavimento.
A demonstração apresentada não substitui a divulgação de uma curva completa de força descendente em diferentes condições.
Versões Standard, Performance, Thrust e Rocket são mencionadas
Informações adicionais publicadas pela revista britânica Top Gear, após contato com integrantes da equipe de engenharia da Tesla, apontam para quatro configurações do Roadster.
As versões mencionadas são Standard, Performance, Thrust e Rocket, com diferentes níveis de desempenho e equipamentos.
Segundo essas informações, o conjunto de propulsão elétrica utilizará dois motores instalados no eixo traseiro.
A configuração Performance teria potência superior a 1.340 cv, acompanhada de torque próximo de 1.400 Nm.
A empresa também estaria trabalhando para manter a massa do veículo abaixo de 1.700 kg nas configurações sem propulsores.
Esses dados ainda precisam ser confirmados em especificações definitivas de produção.
Velocidade máxima poderá chegar a 370 km/h
As informações divulgadas indicam que o Roadster Standard poderá atingir aproximadamente 338 km/h.
Já a versão Performance teria velocidade máxima estimada em 370 km/h.
Esses números posicionariam o modelo entre os automóveis elétricos de desempenho mais elevado, caso sejam confirmados.
Entretanto, atingir velocidades dessa magnitude exige atenção especial à estabilidade aerodinâmica, capacidade de refrigeração e resistência dos pneus.
O sistema de propulsão também precisa sustentar potência elevada durante o período necessário para alcançar a velocidade máxima.
A relação entre potência, resistência aerodinâmica e perdas mecânicas torna-se especialmente importante acima de 300 km/h.
Declarações anteriores de Elon Musk sobre velocidades próximas de 617 km/h, equivalentes aproximadamente à metade da velocidade do som, continuam sem comprovação técnica apresentada.
Autonomia estimada entre 500 e 515 quilômetros
Embora a Tesla não tenha apresentado oficialmente todos os dados do conjunto elétrico durante o evento, as informações adicionais citadas apontam para autonomia estimada entre 500 e 515 quilômetros.
Ainda não foi informado qual ciclo de homologação será utilizado para essa medição.
Também permanecem desconhecidas a capacidade da bateria, sua composição química e a arquitetura elétrica completa.
Esses dados são essenciais para avaliar a eficiência energética do veículo.
A autonomia de um superesportivo elétrico depende de fatores como massa, resistência aerodinâmica, eficiência dos motores e velocidade de utilização.
Em condução de alto desempenho, o consumo energético pode aumentar significativamente.
Por isso, os valores anunciados não devem ser interpretados como autonomia garantida durante utilização esportiva.
Recarga de 500 kW poderá levar bateria de 15% a 80% em 15 minutos
Outro dado atribuído às informações obtidas pela imprensa especializada é a possibilidade de recarga em potência de até 500 kW.
Segundo o material, a bateria poderia passar de 15% para 80% em aproximadamente 15 minutos.
O intervalo corresponde à reposição de 65 pontos percentuais do estado de carga.
Entretanto, sem conhecer a capacidade energética da bateria, não é possível determinar a potência média efetivamente necessária durante o processo.
Também não foram detalhadas as condições de temperatura, pré-condicionamento e infraestrutura de recarga.
O desempenho real dependerá da curva de carregamento, que descreve como a potência varia conforme o estado de carga da bateria.
Portanto, a potência máxima anunciada não significa que o veículo receberá 500 kW durante todo o carregamento.
Produção está prevista para 2028, mas preço segue indefinido
A Tesla trabalha com a previsão de iniciar a produção do novo Roadster em 2028.
A empresa ainda não anunciou preços definitivos, volumes de fabricação ou calendário detalhado de entregas.
O histórico do projeto recomenda cautela na interpretação dos prazos.
A segunda geração do Roadster foi apresentada originalmente em 2017, mas passou por sucessivos adiamentos antes de retornar com uma proposta profundamente modificada.
A chegada à produção dependerá da conclusão do desenvolvimento, da validação dos sistemas e das exigências de homologação.
Especialmente nas versões com propulsores, será necessário diferenciar equipamentos de demonstração, aplicações restritas e recursos efetivamente aprovados para uso comercial.
DeLorean apresenta conceito de veículo voador para corridas Airspeeder
Enquanto a Tesla explora sistemas pneumáticos capazes de lançar o Roadster temporariamente ao ar, a DeLorean Motor Company apresentou um conceito de veículo elétrico de decolagem e pouso vertical.
O projeto foi anunciado para participação na Airspeeder International Series, competição dedicada a aeronaves elétricas de corrida.
Diferentemente do Roadster, o conceito da DeLorean utiliza uma arquitetura VTOL, sigla em inglês para decolagem e pouso vertical.
A proposta envolve uma configuração do tipo quadricóptero, capaz de produzir sustentação por meio de rotores.
Essa arquitetura é fundamentalmente diferente de um automóvel que realiza saltos utilizando propulsores de ar comprimido.
No veículo da DeLorean, o objetivo é desenvolver controle tridimensional sustentado, permitindo deslocamentos aéreos.
O conceito apresenta referências visuais ao DeLorean DMC-12, automóvel que se tornou conhecido mundialmente por sua participação na franquia cinematográfica De Volta para o Futuro.
Entretanto, a fabricante ainda não divulgou potência, capacidade de bateria, autonomia, velocidade máxima ou especificações completas da aeronave.
Airspeeder pretende utilizar competições para desenvolver mobilidade aérea
A Airspeeder International Series pretende utilizar competições como ambiente de desenvolvimento para tecnologias de mobilidade aérea elétrica.
A proposta é explorar soluções que possam contribuir futuramente para sistemas de transporte aéreo de curta distância.
Entre as equipes mencionadas estão Team Australia, Forza Team Italia e DeLorean.
O início das competições foi anunciado para novembro de 2026, mas o material divulgado não apresenta um calendário completo de provas.
A ausência de especificações técnicas e cronograma detalhado impede avaliar o estágio real de desenvolvimento dos veículos.
Também não há confirmação de que as soluções apresentadas poderão ser utilizadas em produtos comerciais destinados ao público.
A evolução desse segmento dependerá de segurança operacional, autonomia energética, infraestrutura e regulamentação aeronáutica.
Roadster e Airspeeder representam propostas tecnológicas diferentes
Apesar de ambos os projetos explorarem a ideia de veículos capazes de sair do solo, Tesla Roadster e DeLorean Airspeeder possuem objetivos distintos.
O Roadster é apresentado como um superesportivo elétrico de utilização terrestre, com recursos pneumáticos experimentais para produzir movimentos adicionais.
Já o Airspeeder é concebido como uma aeronave elétrica de decolagem vertical, destinada inicialmente a competições.
Essa diferença determina requisitos técnicos completamente diferentes.
Um automóvel precisa atender às exigências de segurança viária, comportamento dinâmico, frenagem e resistência estrutural.
Uma aeronave precisa demonstrar sustentação, estabilidade em voo, controle tridimensional e capacidade de realizar pousos seguros.
Portanto, não é tecnicamente correto tratar os dois projetos como soluções equivalentes de mobilidade aérea.
Mecânica Online® com Tarcisio Dias – O novo Tesla Roadster demonstra como a busca por desempenho extremo pode levar a indústria automotiva a explorar soluções que ultrapassam os limites tradicionais da propulsão elétrica.
A proposta de utilizar ar comprimido para auxiliar a aceleração é especialmente interessante do ponto de vista da engenharia.
Em um automóvel convencional, a força de aceleração depende da aderência disponível entre os pneus e o pavimento.
Mesmo quando o conjunto motopropulsor possui potência suficiente, existe um limite para a força que pode ser transmitida ao solo sem perda de tração.
A utilização de propulsores pneumáticos acrescenta uma força de reação independente da transmissão de torque pelas rodas.
Isso pode permitir acelerações superiores àquelas obtidas exclusivamente pela aderência dos pneus.
Entretanto, o sistema também apresenta desafios importantes relacionados ao armazenamento de energia.
O ar comprimido contém energia potencial associada à pressão, que pode ser convertida em trabalho durante sua expansão.
A quantidade de energia disponível depende de fatores como pressão inicial, volume dos reservatórios, temperatura e eficiência do processo de expansão.
Sem conhecer esses parâmetros, não é possível determinar a duração efetiva dos disparos ou o número de acelerações possíveis.
Outro aspecto importante é a massa dos reservatórios e dos componentes pneumáticos.
Adicionar sistemas de propulsão auxiliares significa incorporar tanques, válvulas, tubulações, estruturas de fixação e dispositivos de segurança.
Esses componentes aumentam a complexidade do veículo e podem influenciar sua distribuição de massa.
A promessa de aceleração inferior a um segundo também precisa ser analisada com atenção.
Para atingir 100 km/h em um segundo, a aceleração média seria de aproximadamente 27,8 m/s², equivalente a cerca de 2,83 vezes a aceleração da gravidade.
Esse valor representa uma solicitação longitudinal extremamente elevada para os ocupantes.
A capacidade de executar uma arrancada dessa intensidade depende não apenas da força disponível, mas também da resistência estrutural, do controle da trajetória e das condições de segurança.
O sistema de ventilador aerodinâmico apresenta outra solução interessante.
Ao extrair ar da parte inferior do veículo, o equipamento pode produzir diferença de pressão e aumentar a força descendente.
Essa força amplia a carga vertical aplicada aos pneus, favorecendo a geração de aderência.
Entretanto, o desempenho depende da capacidade de manter condições adequadas de fluxo e pressão sob a carroceria.
Em superfícies irregulares, o sistema precisa lidar com variações de altura em relação ao solo e alterações no escoamento do ar.
A utilização combinada de ventilador e propulsores pode criar possibilidades inéditas de controle, mas também amplia os desafios de integração.
Outro ponto fundamental é distinguir demonstrações experimentais de funcionalidades homologadas para utilização cotidiana.
Um veículo capaz de realizar um salto controlado em ambiente preparado não necessariamente possui condições de repetir a manobra com segurança em qualquer situação.
A utilização de propulsores para movimentação vertical também introduz riscos relacionados à trajetória, aterrissagem e estabilidade dos ocupantes.
Por isso, a informação de que os sistemas mais extremos não estão homologados para vias públicas é especialmente relevante.
O mesmo cuidado deve ser aplicado às informações sobre potência e velocidade máxima.
Um conjunto com mais de 1.340 cv representa uma capacidade energética expressiva, mas o desempenho real depende de fatores adicionais.
Entre eles estão massa, aerodinâmica, capacidade de refrigeração e gerenciamento eletrônico da potência.
A proposta de velocidade máxima de 370 km/h exige um projeto capaz de controlar forças aerodinâmicas elevadas.
Já a autonomia estimada entre 500 e 515 quilômetros precisará ser avaliada conforme o ciclo de homologação utilizado.
No caso da DeLorean Airspeeder, o desafio é ainda mais complexo porque envolve sustentação contínua e operação tridimensional.
A arquitetura de quadricóptero depende de rotores capazes de gerar força suficiente para manter o veículo no ar.
Além disso, o consumo energético durante o voo pode ser elevado, exigindo uma relação cuidadosamente equilibrada entre massa, capacidade da bateria e potência dos motores.
O verdadeiro avanço desses projetos não será demonstrado apenas por saltos espetaculares ou números de aceleração, mas pela capacidade de transformar soluções experimentais em tecnologias seguras, reproduzíveis e tecnicamente viáveis.
O Tesla Roadster e o DeLorean Airspeeder representam caminhos diferentes de inovação, mas ambos mostram como os limites entre engenharia automotiva, eletrificação e tecnologias aeroespaciais estão sendo explorados.
Para acompanhar Tesla, Roadster, DeLorean, veículos elétricos, aerodinâmica e novas tecnologias de mobilidade, siga @tarcisiomecanicaonline.
Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia
- 2028 – Ano previsto para o início da produção da nova geração do Tesla Roadster.
- Ar comprimido – Tecnologia utilizada nos propulsores experimentais destinados a auxiliar acelerações e manobras.
- Dez bocais – Quantidade anunciada de saídas de ar utilizadas pelo sistema pneumático.
- Mais de 1.340 cv – Potência atribuída à versão Performance em informações divulgadas pela imprensa especializada.
- 370 km/h – Velocidade máxima estimada para a configuração Performance.
- 500 kW – Potência máxima de recarga mencionada para o novo Roadster.
- Airspeeder – Competição de aeronaves elétricas de corrida que terá participação anunciada da DeLorean.
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- Propulsão pneumática – Sistema que utiliza a expansão de ar comprimido para gerar força de reação e produzir movimento.
- Força descendente – Carga aerodinâmica que pressiona o veículo contra o solo, contribuindo para aumentar a aderência disponível.
- Steer-by-wire – Tecnologia de direção que utiliza sinais eletrônicos para transmitir os comandos do motorista ao sistema de esterçamento.
- VTOL – Sigla de Vertical Take-Off and Landing, utilizada para identificar aeronaves capazes de realizar decolagem e pouso vertical.

