A Stellantis promoveu em São Paulo a primeira Convenção de Fornecedores da América do Sul, reunindo cerca de 400 participantes para discutir competitividade, inovação, expansão industrial e os desafios da cadeia automotiva. O encontro reforça o papel estratégico da região nos planos globais da companhia e evidencia a importância dos fornecedores para o desenvolvimento tecnológico e industrial do setor.
A Stellantis deu mais um passo na consolidação de sua estratégia para a América do Sul ao realizar a primeira edição da Convenção de Fornecedores da América do Sul, evento que reuniu aproximadamente 400 participantes entre executivos, fornecedores e representantes estratégicos da cadeia automotiva.
O encontro ocorreu em São Paulo (SP) e teve como principal objetivo fortalecer o relacionamento com os mais de 1.300 fornecedores que integram o ecossistema industrial da companhia na região.
A iniciativa acontece em um momento importante para a indústria automotiva, marcado pela aceleração da eletrificação, digitalização dos veículos, conectividade e crescente demanda por eficiência produtiva.
Durante a abertura do evento, Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, apresentou os principais pilares do plano global FaSTLAne 2030, estratégia que busca ampliar receitas, rentabilidade e competitividade da empresa nos próximos anos.
Segundo o executivo, a América do Sul ocupa posição estratégica dentro da operação global da companhia, especialmente em mercados como Brasil e Argentina, onde a Stellantis mantém liderança consolidada em diversos segmentos.
Além da manutenção dessa liderança, a empresa também pretende ampliar sua participação em mercados como Chile, Colômbia e países andinos, fortalecendo sua presença regional.
Para alcançar esses objetivos, a companhia destaca que o papel dos fornecedores será decisivo na construção de uma cadeia produtiva mais eficiente, tecnológica e competitiva.
A relação entre montadoras e fornecedores tornou-se ainda mais estratégica com a chegada dos veículos eletrificados, que exigem novos componentes, sistemas eletrônicos mais sofisticados e processos produtivos mais complexos.
Ao longo da programação, os participantes acompanharam apresentações sobre planejamento de produtos, expansão industrial, qualidade, desenvolvimento de fornecedores e perspectivas para o mercado automotivo regional.
Outro tema central foi a necessidade de ampliar a competitividade da indústria instalada na América do Sul diante da crescente concorrência internacional e das transformações tecnológicas em curso.
A convenção também proporcionou um amplo ambiente de relacionamento entre as equipes técnicas da Stellantis e seus parceiros de negócios.
Para isso, foram criadas oito estações temáticas dedicadas às áreas de Carroceria e Interiores, Chassi e Adaptações, Powertrain, Módulos Elétricos e Eletrônicos, Matérias-primas, Pós-vendas, Materiais Indiretos e Otimização de Valor.
A estrutura permitiu discussões técnicas mais aprofundadas sobre desenvolvimento de produtos, redução de custos, melhoria de processos e futuras oportunidades de negócios.
O fortalecimento da cadeia de suprimentos é considerado um dos pilares fundamentais para garantir eficiência operacional e capacidade de resposta às novas demandas do mercado automotivo.
Além das atividades técnicas, os participantes tiveram acesso a uma exposição especial com veículos representativos das diferentes marcas do grupo.
Entre os modelos exibidos estavam o Peugeot 2008, o Leapmotor C10 REEV, o Citroën Basalt Dark, o Fiat Fastback Impetus 1.0, o Jeep Renegade Willys e a futura Ram Dakota Laramie.
A presença do Leapmotor C10 REEV chamou atenção por representar a estratégia de expansão da Stellantis no segmento de veículos eletrificados e de novas soluções de mobilidade.
Já a exposição da Ram Dakota Laramie reforça a expectativa em torno da ampliação da atuação da marca no competitivo mercado de picapes médias.
A realização da convenção evidencia a importância crescente da integração entre montadoras e fornecedores para acelerar a inovação tecnológica e reduzir o tempo de desenvolvimento de novos produtos.
Em um cenário marcado por eletrificação, inteligência artificial, conectividade e novos modelos de mobilidade, a colaboração entre os diferentes elos da cadeia produtiva passa a ser um diferencial competitivo essencial.
Mais do que uma reunião corporativa, o encontro demonstra como a Stellantis pretende construir uma rede industrial cada vez mais preparada para os desafios da nova era automotiva, fortalecendo a produção regional e ampliando sua capacidade de inovação.
“A competitividade da indústria automotiva não depende apenas das montadoras. O sucesso dos futuros veículos eletrificados, conectados e inteligentes passa diretamente pela capacidade de integração entre fabricantes e fornecedores. A convenção mostra que a Stellantis está trabalhando para fortalecer toda a cadeia produtiva, e não apenas suas operações internas.” — Tarcisio Dias, Editor do Mecânica Online®
Para acompanhar os bastidores do desenvolvimento automotivo e análises exclusivas do setor, siga @tarcisiomecanicaonline nas redes sociais.
• Participantes da convenção: cerca de 400 pessoas
• Fornecedores da Stellantis na América do Sul: mais de 1.300
• Plano estratégico global: FaSTLAne 2030
• Mercados prioritários: Brasil, Argentina, Chile e Colômbia
• Estações técnicas temáticas: 8 áreas de negócios
• Veículos expostos: Peugeot 2008, Leapmotor C10 REEV, Basalt Dark, Fastback Impetus, Renegade Willys e Ram Dakota Laramie
Mecânica Online® – Mecânica do jeito que você entende
Cadeia de suprimentos – Conjunto de empresas responsáveis pelo fornecimento de peças, componentes, matérias-primas e serviços para a produção de veículos.
Powertrain – Sistema responsável pela propulsão do veículo, incluindo motor, transmissão e componentes que transferem potência às rodas.
FaSTLAne 2030 – Plano estratégico global da Stellantis focado em crescimento sustentável, rentabilidade, inovação tecnológica e expansão internacional.

