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Fikadika Auto | O futuro dos motores Otto no mundo e no Brasil

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Henrique Basílio Pereira – Nos últimos anos muito se discutiu a respeito do futuro dos motores veiculares no mundo, principalmente com a entrada dos veículos híbridos e elétricos no mercado global, o que possivelmente aposentaria a tecnologia dos motores Otto.

Em recente simpósio de Inovação Tecnológica e tendências globais da SAE, observamos em diversos dos trabalhos apresentados, que as opções energéticas para a propulsão dos veículos serão complementares e não excludentes.

É fato que os veículos eletrificados e elétricos ocuparão seu lugar no futuro, porém com base em diversos estudos e pesquisas das mais diferentes e renovadas fontes, nota-se que por volta do ano 2025 estes modelos representarão apenas 15 a 20 % dos veículos produzidos no mundo, tendo no Brasil um percentual de penetração ainda menor.

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Se observarmos as tecnologias futuras, apenas os veículos movidos eletricamente através de baterias não possuem um motor de combustão interna.

Todas as outras tecnologias de propulsão, como os híbridos em suas mais diversas configurações, tem um motor de combustão interna como parte de seu sistema. Fica claro que os motores de combustão interna, e entre eles os motores Otto, ainda vão dominar o mercado mundial como sendo a principal fonte de propulsão para os veículos nos próximos 20 anos.

Os maiores impulsionadores de tecnologia são, mundialmente, os conjuntos de leis ambientais cada vez mais rigorosas na redução dos poluentes e nas regulamentações de redução de consumo de combustível do veiculo.

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Em particular no Brasil direcionado pelos limites de emissões de poluentes regulados pelo PROCONVE, pela etiquetagem veicular gerenciada pelo IMETRO e pela recente lei intitulada “INOVAR AUTO” do Governo Federal, que entre outras medidas, incentivam através de redução de impostos o aumento da eficiência energética dos veículos para 2017.

Isto faz com que a indústria nacional invista hoje pesadamente em pesquisa e desenvolvimento, para melhorar a eficiência energética do veiculo como um todo e principalmente na área das novas tecnologias de motores que representam cerca de 30 % das perdas de energia em um veiculo.

Entre as tecnologias que vem sendo aplicadas e pesquisadas, com potencial de redução de consumo de combustível e redução de emissão de poluentes, estão:

A sobrealimentação com a redução do tamanho dos motores conhecida como “downsizing”, a injeção de combustível direta, os novos sistemas de ignição, os sistemas do tipo “start – stop”, os sistemas auxiliares elétricos, a desativação de cilindros dos motores, os novos lubrificantes, as bombas de combustível variáveis, a redução de atrito interna nos motores através de tecnologias de metalurgia, o gerenciamento térmico do motor, o reaproveitamento termoelétrico “Heat recovery” e os sistemas de válvulas variáveis, que podem gerar individualmente de 1 a 17 % de redução de consumo de combustível.

Podemos esperar para o Brasil em um curto prazo de tempo (2017), de certa forma pressionadas pelo INOVAR AUTO,  as mesmas novidades tecnológicas que vem sendo aplicadas globalmente aos motores OTTO.

Exemplo disso é que algumas montadoras já disponibilizam parte dessas tecnologias de ponta em seus modelos mais luxuosos, devendo por força de lei e de um mercado cada vez mais exigente, migrar estas tecnologias para os modelos de entrada (básicos, aqui chamados de populares).

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores
e não refletem necessariamente a opinião do Mecânica Online®.

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