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Vendas de pneus para montadoras cai fortemente entre janeiro e setembro

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A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), que representa a indústria de pneus e câmaras de ar instalada no Brasil, divulga hoje o balanço setorial de janeiro a setembro de 2015, que mede o desempenho do setor nos três trimestres do ano.

Segundo a associação, o volume de vendas de pneus para as montadoras caiu 20,9% em relação ao mesmo período de 2014. Em 2014, foram vendidos 14,27 milhões de unidades para as montadoras até setembro, contra 11,28 milhões em 2015.

“A forte queda nas vendas de pneus para as montadoras decorre do baixo crescimento econômico e da escassez de crédito, que refletem negativamente nas vendas do setor automotivo. Além disso, com menos veículos novos na praça, a perspectiva de crescimento do mercado de reposição de pneus também cai no médio prazo”, destaca Alberto Mayer, Presidente da ANIP.

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Outro dado preocupante para a indústria nacional de pneus é o crescente aumento da participação dos pneus agrícolas chineses, que passaram de 60% para 64% sobre o total de pneus importados para o segmento, de janeiro a setembro de 2015 comparado ao mesmo período de 2014, enquanto a quantidade total importada reduziu em 29%.

As vendas de pneus de carga também seguem em forte declínio, com redução de 15,7% no volume total de vendas: 5,54 milhões de unidades de janeiro a setembro de 2015 contra 6,57 milhões em 2014, no mesmo período. No detalhe, as vendas de pneus de carga caíram em todos os canais, para montadoras (-47,3%), no mercado de reposição (-1,8%) e exportação (-23,7%).

A queda nas vendas deste segmento demonstra a profundidade da crise econômica. O desempenho da categoria acompanha o PIB, o ritmo industrial e a recessão econômica do país, que refletem, por sua vez, na circulação de caminhões pelo Brasil.

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“Quanto mais caminhões nas ruas, maior a riqueza gerada e distribuída e, portanto, maior a utilização dos pneus de carga; o que estamos vendo, no entanto, vai na direção contrária”, pontua o presidente da ANIP.

 

Reposição e exportações

O mercado de reposição segue com um melhor desempenho, com aumento de 10,2% nas vendas entre janeiro e setembro de 2015 em relação ao mesmo período de 2014. O destaque é o segmento de veículos de passeio, que cresceu 16,3% no período, saindo de 16,54 milhões de unidades vendidas para o mercado de reposição em 2014 para 19,24 milhões de unidades em 2015.

Com o cenário econômico em crise, os consumidores compram menos carros novos e cuidam melhor dos usados, aquecendo o mercado de reposição. Isso se reflete na produção total de pneus, que cresceu 2,7% entre janeiro e setembro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 53,3 milhões de unidades produzidas no período.

As exportações de pneus caíram entre janeiro e setembro de 2015 em relação ao mesmo período do ano passado, de 9,5 milhões de unidades exportadas em 2014 contra 8,69 milhões este ano – decréscimo de 8,5%. “Há um esforço para se aumentar a exportação de pneus, porém a concorrência global é forte e o nosso produto enfrenta restrições tributárias, logísticas e operacionais que limitam a sua competitividade no exterior”, avalia Mayer.
Balança comercial ainda é favorável

A indústria nacional de pneus tem contribuído positivamente para a balança comercial brasileira. No período avaliado, entre janeiro e setembro de 2015, o setor promoveu um superávit de US$ 520,85 milhões, com um saldo de 4,59 milhões de unidades de pneus (exportações menos importações).

No entanto, este saldo vem caindo ao longo dos anos. Em 2005, foi de 13,9 milhões de unidades de pneus; em 2011, 11,3 milhões; e em 2014, 5,4 milhões. Com a importação de pneus realizada por terceiros (não fabricantes no País), o saldo da balança comercial do setor se inverte e fica negativo.

Assim como as exportações brasileiras, no geral, caíram 24%, a queda no setor de pneumáticos foi de 8,5% no período de janeiro a setembro de 2015 em relação ao ano passado. No caso das importações, houve uma redução geral de 34%, enquanto que, no setor de pneus, foi de 24%.

“Em função da fraca atividade doméstica e a desvalorização cambial, percebe-se que houve uma expressiva queda das importações para os diversos setores da economia e também para o de pneus, indicando que o setor apenas acompanhou o movimento da economia, melhorando o seu saldo da balança comercial com a redução das importações e não pelo aumento das exportações”, explica Mayer.

A necessidade de adoção de políticas que aumentem a competitividade do setor de pneus levou a ANIP a lançar, este ano, o documento Livro Branco da Indústria de Pneus, que contém propostas para alavancar o crescimento do setor, como a redução do custo logístico, desoneração do processo de logística reversa, melhor acesso a insumos essenciais para a produção de pneus, estímulos à exportação, implantação de margem de preferência para a indústria nacional nas compras públicas, entre outras. O documento está disponível no site da ANIP (www.anip.org.br)

 

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