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Dezembro é o mês mais violento no trânsito nas estradas federais

O alerta é total em dezembro para a segurança viária. Este é o mês com mais mortes nas estradas federais que cortam o país, de acordo com um levantamento feito nos últimos oito anos (de 2007 a 2014) pelo OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária. As informações foram coletadas nos dados disponibilizados pela PRF (Polícia Rodoviária Federal).

No primeiro ano de análise do levantamento, em 2007, dezembro chegou a registrar uma média 26% maior de mortes que a média dos demais meses desse mesmo ano; já em 2009, essa média alcançou a faixa de mais de 32% em relação à média mensal daquele ano.

Em 2013, a média de mortes em dezembro foi 24,8% maior que a média dos meses do mesmo ano; e 2014, apesar de apresentar uma média percentual menor se comparada com os demais anos, ainda assim fechou com quase 10% mais óbitos em dezembro do que a média dos demais meses do mesmo ano.

Esses números são o suficiente para conclamar toda a sociedade a redobrar os cuidados, agir com mais responsabilidade e evitar quaisquer comportamentos de riscos como, por exemplo, o uso de álcool antes de dirigir, o uso do celular ao volante, abusar da velocidade e fazer ultrapassagens arriscadas, que não são, infelizmente, atitudes incomuns neste mês de tantas festas, confraternizações e viagens, marcados sempre  pela correria.

O levantamento do OBSERVATÓRIO traz ainda números sobre os feridos graves nas rodovias federais; e, mais uma vez, dezembro toma a dianteira da média de registros comparada com a média mensal dos anos analisados.

Em relação aos envolvidos em acidentes, a média também é maior nos meses de dezembro ao longo de todos os oito anos analisados. (Confira os dados detalhados nas três tabelas por segmento abaixo: mortes, feridos graves e envolvidos em acidentes nas rodovias federais de todo país).

De acordo com analistas do OBSERVATÓRIO, estes números não podem ser simplesmente justificados pelo maior movimento nas estradas devido aos feriados de final de ano, apesar desse efeito ser certamente representativo.

O problema é que este aumento da exposição nas estradas federais vem acompanhado também do aumento da incidência de comportamentos de risco, como a combinação álcool e direção, fadiga devido a longas horas de viagem e até mesmo o “estado de correria” que todos se encontram nesse período do mês. Portanto, todo cuidado e responsabilidade são mais que necessários nos próximos dias, além, é claro, de um reforço na fiscalização.

Mortes nas Rodovias Federais
ANO MÊS Nº de Vítimas Média Mensal do Ano Diferença Diferença %
2007 12 745 588 157 26,7%
2008 12 707 579 128 22,1%
2009 12 806 612 194 31,8%
2010 12 911 719 192 26,8%
2011 12 856 723 133 18,4%
2012 12 895 722 173 24,0%
2013 12 876 702 174 24,8%
2014 12 751 686 65 9,4%
 

 

 

         

 

 

 

Feridos Graves  
ANO MÊS Número de Vítimas Média Mensal do Ano Diferença Diferença %  
2007 12 2485 1982 503 25,4%  
2008 12 2449 2043 406 19,9%  
2009 12 2899 2172 727 33,5%  
2010 12 2901 2330 571 24,5%  
2011 12 2747 2421 326 13,5%  
2012 12 2652 2357 295 12,5%  
2013 12 2664 2247 418 18,6%  
2014 12 2323 2186 137 6,2%  

 

Envolvidos em acidentes
ANO MÊS Número de Envolvidos Média Mensal do Ano Diferença Diferença %
2007 12 28828 22408 6421 28,7%
2008 12 30556 24903 5653 22,7%
2009 12 37652 28094 9558 34,0%
2010 12 41316 32946 8370 25,4%
2011 12 39327 34353 4974 14,5%
2012 12 38847 33073 5774 17,5%
2013 12 38346 33813 4533 13,4%
2014 12 33009 30702 2308 7,5%

 

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