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Conheça 7 carros em fim de linha

Por Lucia Camargo Nunes – Saber que um carro vai sair de linha pode soar como algo negativo, mas nem sempre isso é verdade. Nenhuma montadora tira um bom modelo do mercado. Indico a seguir os principais motivos:

1- O produto ficou defasado, caso de Gol e Voyage
2- O produto será renovado, caso da Ranger
3- Estratégia da empresa, como aconteceu com o Tiggo 3X e os modelos Ford nacionais quando as fábricas fecharam
4- O carro não vende, então, melhor sair de cena: este é o mais difícil das fabricantes admitirem…

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Sair de linha não quer dizer que o carro vai ser desvalorizado e nem sempre é motivo de preocupação para seus proprietários.

Se foi um carro com boas vendas, o mercado estará bem abastecido de peças. Se foi pouco comercializado, pode trazer alguma dor de cabeça. Por lei, as montadoras são obrigadas a fornecer peças por “período razoável de tempo”, mas a lei é vaga e não determina por quanto tempo.

Nesta virada de ano alguns modelos já foram anunciados como “fim de linha”. Outros, a fabricante não assume, mas têm já emitem um alerta amarelo – sem mudanças nas trocas de linha 22 para 23, motor ou carroceria defasados, fora do Brasil o mesmo modelo já mudou, etc.

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Seja qual for o motivo, fique atento para não ser surpreendido. Aqui damos 7 carros com a morte decretada ou com indícios de fase terminal.

1- Volkswagen Gol: este já não é mais segredo faz tempo e terá sua produção encerrada no auge, após 42 anos de bons serviços. Até outubro, teve mais de 56 mil unidades emplacadas e é então o 6º modelo mais vendido no acumulado do ano.

Como já mostramos aqui na coluna há algum tempo, por trás do sucesso do Gol está seu bom desempenho nas vendas diretas (para locadoras, principalmente). Ou seja, a cada 10 compactos da Volks vendidos, 7 são direcionados a pessoas jurídicas. E isso não é um demérito, apenas uma constatação. Tanto que a última leva de Gols, a série Last Edition, teve todas suas mil unidades esgotadas, a R$ 95.990.

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2- O derivado sedã do Gol, o Volkswagen Voyage, é outro que se despede do mercado, mas sem as honras de uma Last Edition – só concedidas ao Gol e à Kombi. Não teve a longevidade do hatch, porque foi produzido de 1981 a 1996. Retornou em 2008, sem o mesmo brilho do passado. Suas vendas atualmente são majoritariamente voltadas a motoristas de aplicativo, locadoras e frotas: até outubro, 96% dos emplacamentos foram de vendas diretas.

3- Ford Ranger: a picape produzida na Argentina já brigou de perto com a líder e conterrânea Toyota Hilux, mas está na hora de mudar. Nova plataforma que proporcionará atualização de chassi, mais conforto e novos conteúdos são dados como certos nesta nova geração. Detalhes de motor e posicionamento no mercado ficarão mais claros por ocasião do lançamento, em meados de 2023.

4- Renault Stepway e Logan: se já havia alguma suspeita de que o Sandero sairia de linha, recentemente a fabricante anunciou que apenas sua versão “aventureira” Stepway estaria em produção. Até outubro, a dupla emplacou pouco mais de 16 mil unidades de hatch e sedã, um desempenho baixo e decrescente e sem força até mesmo nas vendas diretas. Um SUV compacto já está no forno e pode chegar até o fim de 2023 para encerrar de vez a produção de Stepway e Logan.

5- Renault Captur: A Renault bem que tentou, colocou um motor mais esperto, mas o SUV compacto enfrenta dificuldades na produção, por ter componentes importados da Rússia, onde a marca fechou sua fábrica, e também porque nunca embalou, seja pelo preço ou por ser desconhecido. Até outubro, teve parcas 2.800 unidades licenciadas, quase o mesmo o que se vende de Duster por mês. Pode até ser que ainda esteja à venda durante 2023, mas certamente sem muito fôlego.

6- BMW X1: Prestes a ter sua terceira geração produzida no Brasil, o novo crossover pode até manter o mesmo conjunto motriz (2.0 turbo flex de 192 cv), mas ganhará renovação visual, maiores dimensões e, principalmente, novas tecnologias. E sua versão elétrica também deverá ser uma aposta, apenas importada. Se decidir comprar um atual X1, antes do sucessor, barganhe um bom desconto.

7- Toyota Yaris: De todos modelos em fim (ou troca) de linha, este é o mais indefinido. A dupla hatch e sedã, fabricada em Sorocaba (SP), está defasada, mas pode continuar nos planos da Toyota porque este ano, pelo menos o hatch, conseguiu um desempenho de vendas superior ao rival (e novíssimo) City Hatchback, da Honda.

Enquanto a planta se prepara para receber mais uma linha (de um SUV compacto), a continuidade dos Yaris ainda é incerta. Mas o que é quase certo é que se sobreviverem, serão renovados. Sempre atualizados antes na Tailândia, já há um sedã em produção por lá, com visual mais esportivo e nova plataforma, que permitiria uma versão híbrida flex. Aí sim, poderia ser um bom diferencial para os Hondas.

*Lucia Camargo Nunes é economista e jornalista especializada no setor automotivo, editora do portal www.viadigital.com.br. E-mail: [email protected]

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