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Dia Nacional do Fusca: conheça os modelos históricos da Garagem VW

Mais de 3,1 milhões de unidades do icônico modelo da indústria automotiva mundial foram comercializadas no Brasil; até hoje estima-se que 1,7 milhão de unidades do Fusca circulem no País;

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Quando a Volkswagen do Brasil produziu o primeiro Fusca nacional, em 1959, o carismático modelo criado pelo professor Ferdinand Porsche ainda se chamava Volkswagen Sedan. A marca alemã colocava nas ruas brasileiras um automóvel com características únicas de design e que seria um dos modelos mais icônicos não só da indústria global, mas também local.

No Dia Nacional do Fusca, a VW celebra a história do seu mais tradicional modelo, recebe membros do Fusca Clube do Brasil e Fusca Club ABC, e apresenta em detalhes três unidades preciosas que compõem seu acervo de clássicos.

É na Garagem VW – parte II, recém-inaugurada, que modelos dos anos de 1986, 1993 e 1996 repousam, sempre aos olhares atentos do time da engenharia da marca.

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“A oportunidade de gerenciar um acervo de veículos clássicos traz um misto de desafio, ao preservar essa história pelos próximos anos, e também de muita nostalgia, por poder viver cada produto, pensando em como aquela unidade marcou a indústria do País”, diz André Drigo, Gerente Executivo do Desenvolvimento do Produto.

O Fusca é sinônimo de curiosidades e boas histórias. Entre algumas particularidades, o modelo que saía da linha de produção da Anchieta em 1959 já era diferente do CKD, montado no Ipiranga desde 1953. Uma das novidades para o fabricado foi a introdução de uma barra estabilizadora para o eixo dianteiro.

Na ocasião, o Fusca tinha um índice de nacionalização de 54%. Em seu primeiro ano de produção, o Fusca vendeu 8.406 unidades e, a partir de 1962, já era o grande líder do mercado, com um total de 31.014 unidades. E esse era só o começo de uma próspera história do modelo no Brasil. O Fusca foi líder do mercado por 23 anos!

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Fusca 1986, o último antes do hiato – A unidade, que saiu diretamente da linha de produção, está entre os últimos fabricados na “primeira fase” do modelo, que foi de 1959 a 1986. Esse simpático Fusca vermelho é equipado com motor 1.600 cm³ a álcool.

Fusca 1993, o Fusca Itamar – Fora de linha desde o fim de 1986, o Fusca voltaria a ser fabricado em 1993. O renascimento, inédito no mundo, veio de um pedido do então Presidente da República, Itamar Franco, que via na retomada da produção um caminho para a geração de empregos e um estímulo econômico. Um programa de isenção tributária foi especialmente moldado à motorização refrigerada a ar de Fusca e Kombi.

O exemplar que faz parte do acervo tem chassi número 9BWZZZ11ZPP00001, é o primeiro exemplar produzido na segunda fase de manufatura e o mesmo veículo apresentado a Itamar Franco na celebração do retorno da produção. Seu valor histórico é inestimável.

Cabelos ao vento no Fusca 1996 – Em 1996, três anos após ter sua produção retomada a pedido do então Presidente da República Itamar Franco, o Fusca deixaria novamente a linha de produção da Planta Anchieta. Para a aposentadoria definitiva, a Volkswagen criou a Série Ouro: 1.368 exemplares diferenciados dos demais Fuscas “Itamar” por faróis auxiliares, lanternas escurecidas, logotipo nas laterais e a plaqueta “Fusca”, na tampa do motor, em dourado. No interior, bancos com revestimento de Pointer GTI, volante de Gol, painel com fundo branco e vidros verdes.

Encerrada a produção do Série Ouro, outros três exemplares foram convertidos em conversíveis pela Sulam (tradicional transformadora de veículos fundada em 1973). O último desses, chassi número 9BWZZZ113TP006623, pertence ao acervo histórico da Volkswagen do Brasil. Pintado na cor branca, com capota preta, o Fusca conversível do acervo traz o 1600 cm³ a gasolina, com motor injetado para o mercado mexicano.

Fusca, uma história que nunca acaba – Carro que iniciou as operações da Volkswagen no Brasil, em 1953, montado em um galpão no bairro do Ipiranga. Seu motor tinha 1.200 cm³. A partir de 1959 começou a ser fabricado no País, já na unidade Anchieta, até 1986.

Durante todo esse período o Volkswagen Sedan foi sempre equipado com diferentes versões do motor quatro-cilindros refrigerado a ar — o câmbio foi sempre manual de quatro marchas e a tração, traseira. Primeiro, o motor passou de 1.200 cm³ para 1.300 cm³, a partir de 1967, com 45 cv brutos.

Em seguida, ganhou a versão de 1.500 cm³, introduzida em 1970, com 52 cv brutos. A potência veio associada à bitola traseira 62 mm maior, o que alterou o porte do modelo e lhe rendeu o apelido de “Fuscão”.

A versão de 1.600 cm³ viria em 1974, com dupla carburação, que rendia 65 cv brutos. Essa mudança veio acompanhada de aumento também na bitola dianteira, além de para-brisa maior, sistema de ventilação interna e pisca-alerta.

Ao longo dos anos foram sendo introduzidas melhorias como a coluna de direção bipartida, duplo circuito de freios independentes e comando do limpador de para-brisa na coluna de direção (1977), volante de polipropileno texturizado e as lanternas traseiras grandes e arredondadas apelidadas de “Fafá”(1979), aquecimento interno e ignição eletrônica (1983), entre outras. O modelo teve também várias reestilizações e séries especiais, como a Prata, de 1979.

Do original Volkswagen Sedan, o nome foi oficialmente substituído por Fusca em 1983. Em 1984, o modelo ganhou freios a disco na dianteira e passou a ser produzido apenas na versão 1.600 — no ano seguinte receberia versão 1.600 movida a etanol. Sua produção foi retomada em 1993 e durou até 1996. “É um privilégio poder mostrar três unidades raríssimas e totalmente preservadas durante as comemorações do Dia Nacional do Fusca. Foram 30 anos de produção do carro no País e mais de 3,1 milhões fabricados por aqui. O Fusca não é só um queridinho nosso, mas do mundo inteiro”, completa Drigo.

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