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Mercado náutico: autonomia, energias limpas e superiates são tendências para 2024

Boat Shows de São Paulo, Mônaco, Cannes e Fort Lauderdale mostram o que os clientes do setor estão buscando nas embarcações em todo o mundo.

Setembro e outubro foram meses agitados para o mercado náutico no mundo, com grandes eventos realizados no Brasil, Europa e Estados Unidos. A BYS International, reconhecida globalmente na gestão e intermediação de embarcações, observou as tendências do setor para o próximo ano, bem como as novas demandas dos viajantes. Entre as principais preferências, atualmente, estão as opções com mais autonomia, que usam energia limpa e os superiates, modelos de luxo com mais de 24 metros de comprimento.

Mais tempo no mar – A autonomia dos barcos se refere à distância e tempo que ele pode ficar no mar sem que seja necessário reabastecer. Por isso, as versões explorer têm chamado atenção no mercado náutico. São embarcações que otimizam a relação de tamanho e espaço interno e que, entre outras características, oferecem maior durabilidade, armazenagem e maior autonomia de navegação. Os projetos favorecem design mais funcional e aumento de equipamentos e espaços técnicos, como armários, tanques de combustível e água, preservando o conforto com espaços pessoais mais otimizados.

“Os barcos explorer têm capacidade transatlântica, possibilitando ao cliente visitar roteiros fora do padrão, como Galápagos, polinésia francesa e os fiordes noruegueses”, explica João Raphael Kossmann, fundador da BYS International, ao falar dos potenciais desse modelo, capaz de atravessar o Atlântico.

A área de corretagem da BYS traz ao mercado, neste segmento, o M/Y Waikiki, embarcação fabricada em 2022 pelo estaleiro Inace Yachts e equipada com 5 cabines que podem acomodar até 12 convidados. Voltado para o entretenimento, o iate conta com jacuzzi, sauna e plataforma na popa. O barco está à venda, no valor de R$40 milhões, e o comprador terá a possibilidade de atravessar oceanos e levar sua própria casa no mar para o verão Europeu, por exemplo.

A busca por tecnologia para energia limpa – Inovação é a palavra-chave para a indústria náutica. Uma tendência recente, que já vemos em outros setores com mais força, é a busca dos clientes por alternativas mais verdes, que usam energia limpa. Por isso, as fabricantes estão estudando formas de construir embarcações que sejam movidas a combustíveis com menos impacto ambiental. Uma das principais alternativas, atualmente, é o hidrogênio verde, ou a propulsão híbrida.

Outras fontes de energia limpa também aumentam a autonomia dos barcos, resultando em viagens mais longas. “Alguns catamarãs já utilizam energia solar para as operações internas e reduzem substancialmente a demanda de combustível dos componentes mais pesados, como ar-condicionado e outros aparelhos eletrônicos. É uma ótima alternativa para quem busca navegar boas distâncias de uma maneira mais sustentável”, destaca Kossmann. Um exemplo é o catamarã elétrico 80 Sunreef Power, adquirido pelo tenista Rafael Nadal em 2020.

Superiates seguem em alta – Outra percepção durante os eventos é de que o mercado de superiates, modelos com mais de 24 metros de comprimento e com acomodações que proporcionam extremo conforto aos viajantes, continuam em alta. A falta de inventário no segmento dos iates de maior porte devem manter o mercado aquecido à médio prazo.

“A oferta e a demanda voltaram a se equilibrar nos segmentos de 20 a 30 metros e de 40 a 50 metros. Porém, acima desta faixa, ainda há compradores indecisos que encontram poucas opções no mercado ou entram na fila para esperar o seu. Portanto, barcos com preços justos, neste ano, foram vendidos”, afirma Kossmann.

Alumínio: outra tendência – Além dessas três tendências evidentes nos eventos mencionados acima, a BYS International também enxerga o fortalecimento das embarcações produzidas com alumínio. “Cascos de metal, em geral, permitem grande customização. É melhor que a fibra, neste sentido”, diz Kossmann.

O alumínio é um material com potencial mais flexível de movimentos. Assim, é possível para o cliente escolher detalhes como a instalação de elevadores, rearranjar posição e tamanho das cabines, entre outros. “Acreditamos fortemente que o alumínio ocupará um espaço relevante no segmento de explorer yachts até 45 metros. O Brasil tem um dos mais conhecidos produtores dessa categoria de iates e orgulhosamente estamos os representando mundo afora”, finaliza o diretor.

Recentemente, o MCP Yachts, representado comercialmente pela BYS International no exterior, esteve presente no Fort Lauderdale International Boat Show, e marcou um grande momento para o estaleiro brasileiro, que conta com projetos importantes com uso do alumínio.

“Barcos de alumínio ajudam o proprietário a ir mais longe gastando a mesma quantia. A parceria da BYS International com o MCP Yachts é uma maneira de mostrar ao mundo o que temos de melhor no Brasil, gerando o reconhecimento global da indústria brasileira”, comemora Kossmann.

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