O GNV pode proporcionar uma economia de até 40% em relação aos combustíveis convencionais, além de reduzir as emissões de CO₂. No entanto, a conversão exige cuidados, manutenções periódicas e atenção ao sistema de ignição para garantir desempenho e segurança.
O Gás Natural Veicular (GNV) tem se consolidado como uma opção atrativa para motoristas que buscam economia e sustentabilidade. Com um custo de operação até 40% menor em comparação com combustíveis líquidos, o GNV atrai especialmente taxistas, motoristas de aplicativo e frotistas. Além disso, a queima do gás gera menos emissões de CO₂, contribuindo para um menor impacto ambiental.
Apesar das vantagens, a conversão para GNV não é isenta de desafios. A instalação do sistema exige adaptações no veículo e uma rotina de manutenção mais rigorosa, especialmente no sistema de ignição.
Principais cuidados na conversão para GNV
A NGK, marca da Niterra especializada em componentes para sistemas de ignição, destaca alguns pontos cruciais para quem deseja adotar o GNV com segurança e eficiência:
- Cilindro de armazenamento: O gás é armazenado em um cilindro específico, geralmente instalado no porta-malas, reduzindo a capacidade de carga do veículo.
- Kit de gerenciamento e alimentação: O sistema deve ser compatível com o modelo do carro para evitar problemas de desempenho.
- Regularização da conversão: Após a instalação, é obrigatória a emissão do Certificado de Segurança Veicular (CSV) e a atualização do documento do carro.
- Manutenção específica: O sistema de GNV requer revisões periódicas para assegurar o funcionamento seguro e eficiente.
- Impacto no sistema de ignição: O GNV reduz a vida útil de velas, cabos e bobinas, exigindo peças de alta qualidade e intervalos de manutenção mais curtos.
- Re-certificação do cilindro: A legislação exige inspeções periódicas para garantir a integridade do cilindro de GNV.
Atenção redobrada ao sistema de ignição
O GNV exige uma maior tensão para o centelhamento das velas de ignição, o que pode acelerar o desgaste dos componentes.
“Após a instalação do kit GNV, é essencial manter a manutenção regular do automóvel e do sistema”, explica Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra. “A instalação precisa estar regularizada, e o uso intenso exige revisões antecipadas. O gás dificulta o centelhamento das velas, tornando necessária a troca mais frequente de velas, cabos e bobinas.”
Além disso, outros fatores devem ser considerados:
- O filtro de ar precisa de verificações constantes, pois pode acumular resíduos que afetam o desempenho do motor.
- O peso extra do cilindro e do kit GNV pode impactar o sistema de freios, suspensão e pneus, demandando mais atenção na manutenção.
A conversão para GNV é uma alternativa vantajosa do ponto de vista financeiro e ambiental, mas exige planejamento e comprometimento com a manutenção. A Niterra reforça que o kit representa uma modificação no projeto original do veículo e, por isso, a instalação deve seguir todas as normas técnicas, garantindo segurança e eficiência.
Antes de realizar a conversão, é fundamental pesquisar oficinas credenciadas, escolher peças de qualidade e manter um cronograma rigoroso de revisões. Economia e sustentabilidade são benefícios reais do GNV, mas só podem ser aproveitados plenamente com manutenção adequada e responsabilidade.