A Nissan mobilizou mais de 100 profissionais brasileiros em viagens internacionais ao longo de 2024 para garantir que o Novo Kicks, produzido no Rio de Janeiro, alcance os altos padrões de qualidade japonesa e atenda plenamente ao gosto do consumidor local.
Para garantir um produto com excelência global e adaptação ao mercado nacional, a Nissan do Brasil realizou uma operação internacional sem precedentes: mais de 100 funcionários da empresa cruzaram o mundo em 2024 para treinamentos intensivos no Japão, México, Estados Unidos, Inglaterra e outros países. O objetivo era claro: absorver o máximo de conhecimento técnico e cultural para o desenvolvimento e produção do Novo Nissan Kicks, que será fabricado no Complexo Industrial de Resende (RJ).
Somadas, as viagens desses profissionais superaram os 3 milhões de quilômetros, o equivalente a mais de 100 voltas completas ao redor da Terra. Cada colaborador percorreu, no mínimo, 37.600 km apenas no trajeto de ida e volta entre o Brasil e o Japão, sem contar os deslocamentos adicionais entre países e cidades. Além do desafio técnico, os envolvidos enfrentaram longas jornadas de mais de 30 horas e adaptações culturais significativas.
O investimento da Nissan é parte de um pacote de R$ 2,8 bilhões no Brasil, e o Novo Kicks é um dos pilares dessa estratégia. Entre os profissionais envolvidos, o engenheiro Rodolfo Dias esteve no Japão por três semanas para treinar nas pistas de testes da marca, focando na parte dinâmica do veículo. “Foi essencial para entender o comportamento do carro sob as exigências da nossa realidade, sempre com o cliente em mente”, relata Rodolfo, que retorna ao Japão neste mês para novos treinamentos.
Outros profissionais participaram de fases fundamentais do projeto. A engenheira sênior Maitha Senna, por exemplo, viajou ao Japão e depois ao México para definir embalagens e logística das peças do Novo Kicks. Com base na posição de montagem de cada componente no veículo, ela propôs melhorias que garantem mais segurança, ergonomia e qualidade. “Foi uma experiência enriquecedora e conseguimos incluir novos itens no projeto”, afirma.
A coordenadora de planejamento de processos, Núbia Almeida, também integrou o grupo que foi ao Japão, levando sugestões desenvolvidas pelas equipes brasileiras para adaptar o produto ao gosto nacional. “Tivemos 14 propostas aprovadas, mais do que qualquer outro país. Mostra o quanto conhecemos nosso público”, destaca Núbia.
Alguns colaboradores passaram meses longe do Brasil em nome da qualidade. É o caso de Helcio Neto, engenheiro de processos da área de Qualidade, que passou três meses no Japão e mais um no México. Segundo ele, o nível de exigência da Nissan para um modelo tão tecnológico exige um rigor acima da média. “São muitos treinamentos, porque temos que garantir a excelência em cada etapa do processo”, explica.
Outros profissionais, como o engenheiro Alison Frasson, foram direcionados a centros estratégicos, como a fábrica da Nissan na Inglaterra. Alison esteve por um mês no país analisando os processos que serão aplicados no Brasil. “Tive que absorver tudo, adaptar o que fosse necessário à nossa realidade, mas sempre respeitando o padrão global da marca”, destaca.
A iniciativa revela uma Nissan comprometida com a formação de talentos brasileiros e com a produção local de um SUV global. O Novo Kicks, que conviverá com o atual Kicks Play, promete trazer mais tecnologia, sofisticação e desempenho, mantendo o DNA japonês, mas com alma e entendimento brasileiros.
Todos os envolvidos destacam o valor humano e técnico dessa missão internacional, que extrapola fronteiras geográficas. “Olhar para o mundo com um objetivo comum, mas com visões diferentes, é enriquecedor. Abre os olhos para novas formas de pensar e fazer”, conclui Alison Frasson.