quarta-feira, 25 março , 2026
28 C
Recife

Crescimento da mobilidade elétrica expõe fragilidade estrutural de edifícios residenciais no Brasil

Arquiteta alerta para riscos de incêndio e defende planejamento urbano seguro e acessível para o carregamento de veículos elétricos

A expansão da frota de veículos elétricos no Brasil exige adaptações urgentes nas residências e cidades. Sem estrutura adequada, o carregamento doméstico pode se transformar em um risco à segurança e à equidade urbana.

A transição para a mobilidade elétrica avança em ritmo acelerado no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a frota de modelos eletrificados cresceu 89% em 2024. Os veículos 100% elétricos tiveram crescimento de 15%, enquanto os híbridos apresentaram retração de 7%. Esse movimento, embora positivo do ponto de vista ambiental, exige planejamento técnico e urbano, especialmente nas estruturas residenciais que não foram pensadas para essa nova demanda.

O alerta veio em forma de tragédia: em março de 2025, uma explosão de bateria de bicicleta elétrica causou um incêndio em um apartamento no Leblon, no Rio de Janeiro, enquanto o equipamento era carregado. O caso reacendeu o debate sobre os perigos da recarga em locais sem infraestrutura adequada, como garagens de prédios e casas antigas com fiação subdimensionada e ausência de ventilação e monitoramento.

- Publicidade -

Segundo a arquiteta e urbanista Andressa Muñoz Slompo, é preciso reconhecer que o problema é estrutural e coletivo. A grande maioria das edificações brasileiras não foi projetada para suportar a carga energética necessária para a recarga de veículos elétricos, e o uso de tomadas comuns, sem dispositivos de segurança, pode provocar superaquecimentos, curtos-circuitos e incêndios.

A especialista defende que a infraestrutura de recarga urbana seja pensada com critérios de segurança, acessibilidade e justiça social, distribuída de forma estratégica em pontos como praças, parques, shoppings, centros comerciais e estacionamentos públicos. Esses locais já começam a oferecer carregadores, mas é preciso ampliar o alcance para além das áreas nobres das cidades.

Outro ponto levantado por Andressa é o modelo de cobrança pelo carregamento público. “Pagamos pela energia que usamos em casa. Por que a energia para carros nas vias públicas seria gratuita?”, questiona. Ela sugere modelos tarifários por quilowatt-hora ou pacotes mensais, com atenção para que a cobrança não exclua usuários de menor poder aquisitivo, garantindo o acesso democrático à mobilidade elétrica.

- Publicidade -

Para que a eletrificação da frota se torne um vetor de cidadania, é essencial a colaboração entre governos, empresas e sociedade civil, com investimentos em infraestrutura segura, capacitação profissional para adaptação de residências e incentivo à instalação de carregadores em espaços públicos. Mais do que um avanço tecnológico, a mobilidade elétrica deve ser um projeto coletivo de justiça urbana.

O momento é de transição e exige visão sistêmica: não basta produzir veículos sustentáveis; é preciso garantir que as cidades estejam preparadas para recebê-los com segurança, responsabilidade e inclusão.

Mecânica Online® – Mecânica do jeito que você entende

Estação de recarga elétrica – Estrutura projetada para fornecer energia a veículos elétricos. Pode ser pública, compartilhada ou residencial, e exige cuidados com ventilação, monitoramento e potência adequada.

- Publicidade -

Tomada doméstica – Ponto de energia convencional usado em casas e apartamentos. Não é recomendada para a recarga de veículos elétricos, devido à baixa capacidade de corrente e risco de sobrecarga.

Infraestrutura urbana para VEs – Conjunto de soluções urbanas que envolve pontos de recarga, sinalização, segurança e políticas de acesso para usuários de veículos elétricos.

Justiça energética – Princípio que garante o acesso igualitário aos recursos energéticos e infraestrutura de mobilidade, evitando que benefícios da transição energética sejam restritos a grupos privilegiados.

Consórcio Rodobens – Pague metade da parcela por 12 meses

Crédito de até R$170 mil em 96 meses.

Se você está pensando em comprar um carro, o Consórcio Rodobens tem uma oferta especial: durante os primeiros 12 meses, você paga apenas metade da parcela. É a chance de planejar sua compra com economia e sem juros bancários.

Saiba mais clicando aqui

Matérias relacionadas

20% de desconto na taxa administrativa – economia de até R$ 14 mil

Para quem busca caminhão novo, em março o Consórcio Rodobens oferece 20% de desconto na taxa administrativa. Isso pode representar até R$14 mil de economia. Uma solução inteligente para quem precisa investir na frota.

Clique aqui para saber mais!
Blindagem de Fábrica Chevrolet

Mais recentes

Consórcio de Carros Rodobens
Consórcio de Caminhões Rodobens

Destaques Mecânica Online

Avaliação MecOn