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Crescimento da mobilidade elétrica expõe fragilidade estrutural de edifícios residenciais no Brasil

Arquiteta alerta para riscos de incêndio e defende planejamento urbano seguro e acessível para o carregamento de veículos elétricos

A expansão da frota de veículos elétricos no Brasil exige adaptações urgentes nas residências e cidades. Sem estrutura adequada, o carregamento doméstico pode se transformar em um risco à segurança e à equidade urbana.

A transição para a mobilidade elétrica avança em ritmo acelerado no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a frota de modelos eletrificados cresceu 89% em 2024. Os veículos 100% elétricos tiveram crescimento de 15%, enquanto os híbridos apresentaram retração de 7%. Esse movimento, embora positivo do ponto de vista ambiental, exige planejamento técnico e urbano, especialmente nas estruturas residenciais que não foram pensadas para essa nova demanda.

O alerta veio em forma de tragédia: em março de 2025, uma explosão de bateria de bicicleta elétrica causou um incêndio em um apartamento no Leblon, no Rio de Janeiro, enquanto o equipamento era carregado. O caso reacendeu o debate sobre os perigos da recarga em locais sem infraestrutura adequada, como garagens de prédios e casas antigas com fiação subdimensionada e ausência de ventilação e monitoramento.

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Segundo a arquiteta e urbanista Andressa Muñoz Slompo, é preciso reconhecer que o problema é estrutural e coletivo. A grande maioria das edificações brasileiras não foi projetada para suportar a carga energética necessária para a recarga de veículos elétricos, e o uso de tomadas comuns, sem dispositivos de segurança, pode provocar superaquecimentos, curtos-circuitos e incêndios.

A especialista defende que a infraestrutura de recarga urbana seja pensada com critérios de segurança, acessibilidade e justiça social, distribuída de forma estratégica em pontos como praças, parques, shoppings, centros comerciais e estacionamentos públicos. Esses locais já começam a oferecer carregadores, mas é preciso ampliar o alcance para além das áreas nobres das cidades.

Outro ponto levantado por Andressa é o modelo de cobrança pelo carregamento público. “Pagamos pela energia que usamos em casa. Por que a energia para carros nas vias públicas seria gratuita?”, questiona. Ela sugere modelos tarifários por quilowatt-hora ou pacotes mensais, com atenção para que a cobrança não exclua usuários de menor poder aquisitivo, garantindo o acesso democrático à mobilidade elétrica.

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Para que a eletrificação da frota se torne um vetor de cidadania, é essencial a colaboração entre governos, empresas e sociedade civil, com investimentos em infraestrutura segura, capacitação profissional para adaptação de residências e incentivo à instalação de carregadores em espaços públicos. Mais do que um avanço tecnológico, a mobilidade elétrica deve ser um projeto coletivo de justiça urbana.

O momento é de transição e exige visão sistêmica: não basta produzir veículos sustentáveis; é preciso garantir que as cidades estejam preparadas para recebê-los com segurança, responsabilidade e inclusão.

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Estação de recarga elétrica – Estrutura projetada para fornecer energia a veículos elétricos. Pode ser pública, compartilhada ou residencial, e exige cuidados com ventilação, monitoramento e potência adequada.

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Tomada doméstica – Ponto de energia convencional usado em casas e apartamentos. Não é recomendada para a recarga de veículos elétricos, devido à baixa capacidade de corrente e risco de sobrecarga.

Infraestrutura urbana para VEs – Conjunto de soluções urbanas que envolve pontos de recarga, sinalização, segurança e políticas de acesso para usuários de veículos elétricos.

Justiça energética – Princípio que garante o acesso igualitário aos recursos energéticos e infraestrutura de mobilidade, evitando que benefícios da transição energética sejam restritos a grupos privilegiados.

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