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Física das colisões reforça importância do uso do cinto de segurança

Centro Universitário FEI explica como princípios da física demonstram que o cinto é essencial para salvar vidas.

Com o aumento das viagens de fim de ano e maior fluxo nas rodovias brasileiras, o Centro Universitário FEI alerta para a importância do uso correto do cinto de segurança por todos os ocupantes do veículo. Estudos mostram que passageiros do banco traseiro ainda usam o dispositivo em percentual muito inferior ao dianteiro, aumentando os riscos em colisões. A física das colisões explica por que o cinto é o principal aliado para reduzir lesões graves.

O Centro Universitário FEI, referência em engenharias há quase 85 anos, destaca que entender os princípios básicos da física das colisões ajuda a compreender os riscos de não usar o cinto.

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Segundo a professora Marcilei Guazzelli, mesmo em velocidades aparentemente baixas, a energia envolvida em uma batida pode causar lesões graves quando o corpo não é contido.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2019, do IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, mostram que 79,7% dos adultos usam sempre o cinto no banco dianteiro, mas apenas 54,6% afirmam o mesmo no banco traseiro.

A explicação física é direta: em uma colisão, o veículo sofre desaceleração brusca, mas o corpo tende a manter o movimento anterior, conforme a Primeira Lei de Newton. Sem o cinto, o passageiro é projetado contra o interior do carro ou contra outras pessoas.

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O cinto atua sobre princípios como inércia, quantidade de movimento e tempo de desaceleração, reduzindo a força média sobre o corpo durante o impacto.

O risco não se limita ao banco dianteiro. Um passageiro sem cinto no banco traseiro pode se transformar em um projétil, atingindo os ocupantes da frente com grande energia.

Objetos soltos também representam perigo. Em uma freada brusca ou colisão, seguem em movimento por inércia e podem causar ferimentos graves.

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Outro ponto crítico é a velocidade. A professora explica que ao passar de 60 km/h para 80 km/h, a velocidade cresce 33%, mas a energia cinética aumenta quase 80%.

Toda essa energia precisa ser dissipada na colisão, resultando em forças muito maiores sobre o corpo. Por isso, não existe velocidade mínima totalmente segura: até impactos a 20 ou 30 km/h podem provocar lesões graves.

Além do uso do cinto, cuidados simples ajudam a aumentar a segurança: manter distância do veículo à frente, reduzir velocidade em curvas, fazer pausas regulares, transportar bagagens no porta-malas e verificar o ajuste correto do cinto.

A professora ressalta que falsas sensações de segurança, como segurar firme ou estar no banco traseiro, não eliminam riscos.

O que realmente faz diferença é reduzir a intensidade das forças envolvidas e o cinto de segurança é o principal aliado para isso.

A análise mostra que, apesar da obrigatoriedade, o uso do cinto ainda é baixo no Brasil, especialmente no banco traseiro. Concorrentes diretos em segurança, como airbags e sistemas eletrônicos de assistência, não substituem o papel fundamental do cinto.

O desafio é cultural: ampliar a conscientização e reforçar que o cinto é indispensável em qualquer situação, seja em rodovias ou trajetos urbanos.

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Inércia – Tendência de um corpo em manter seu estado de movimento ou repouso, explicada pela Primeira Lei de Newton.

Energia cinética – Energia associada ao movimento de um corpo. Cresce proporcionalmente ao quadrado da velocidade.

Projétil humano – Situação em que um passageiro sem cinto é lançado contra outros ocupantes ou partes do veículo durante uma colisão.

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