A Stellantis Motorsport anunciou a encomenda de um simulador de pilotagem Dynisma DMG-1, que será utilizado como recurso estratégico para o desenvolvimento de veículos e preparação de pilotos no Campeonato Mundial de Endurance da FIA (WEC) e no Campeonato Mundial de Fórmula E da ABB FIA. O equipamento será instalado nas instalações da equipe em Versalhes, França, no início de 2026.
O DMG-1 se destaca por oferecer alta fidelidade, baixa latência e grande largura de banda, características que permitem reproduzir com precisão o comportamento dos carros em pista. Com isso, engenheiros e pilotos poderão avaliar novas configurações, validar conceitos e treinar em cenários realistas, otimizando o programa antes da temporada de 2026 e além.
No automobilismo moderno, onde o tempo de pista é limitado e os ciclos de desenvolvimento são acelerados, simuladores como o DMG-1 se tornaram ferramentas indispensáveis. Eles permitem que equipes antecipem ajustes de dirigibilidade, aerodinâmica e comportamento dos pneus sem depender exclusivamente de testes físicos.
O piloto Jean-Eric Vergne, que compete pela Stellantis Motorsport tanto na Fórmula E quanto no WEC, destacou a importância do investimento:
“As corridas dependem muito da preparação no simulador, e o nível de realismo que você obtém faz uma enorme diferença na rapidez com que consegue extrair desempenho na pista. O DMG-1 é incrivelmente responsivo, nos dando feedback imediato sobre dirigibilidade, aderência, transferência de peso e decisões de distribuição de energia.”
Vergne acrescentou que a possibilidade de trabalhar com diferentes configurações e cenários de corrida em ambiente tão realista permitirá que a equipe chegue a cada evento mais preparada, explorando o limite desde as primeiras voltas.
O investimento da Stellantis Motorsport reforça a tendência de grandes fabricantes em apostar em simuladores de última geração para reduzir custos de desenvolvimento e aumentar a competitividade. Rivais como Mercedes-AMG, Porsche e Ferrari já utilizam tecnologias similares em seus programas de endurance e Fórmula E.
Com o DMG-1, a Stellantis busca consolidar sua presença em categorias de ponta, aproveitando a sinergia entre engenharia avançada e preparação de pilotos. O movimento mostra que a marca está determinada a competir em igualdade de condições com os principais players globais do automobilismo.
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Baixa latência: Tempo mínimo de resposta entre a ação do piloto e a reação do simulador, essencial para realismo.
Transferência de peso: Movimento da massa do carro entre eixos e laterais durante aceleração, frenagem e curvas.
Feedback de dirigibilidade: Sensação transmitida ao piloto sobre como o carro responde às suas ações, fundamental para ajustes finos.
