Volkswagen, Toyota, Nissan, Cadillac e Jeep apresentaram comerciais que variaram entre nostalgia, emoção, humor e revelações esportivas, refletindo diferentes estratégias de posicionamento e comunicação.
A Volkswagen trouxe de volta a campanha “Drivers Wanted”, agora com o VW ID. Buzz e o novo Tiguan. O comercial incluiu easter eggs escondidos, como mensagens rabiscadas em vidros sujos, que direcionavam para um sorteio de um Golf GTI 2026.
A Toyota lançou dois filmes em um. “Superhero Belt” emocionou ao mostrar a relação entre avô e neto com o RAV4, enquanto “Onde os Sonhos Começaram” destacou atletas patrocinados pela marca, como Puka Nacua, Oksana Masters e Bubba Wallace, reforçando a ideia de que grandes sonhos nascem na infância.
A Nissan apostou no humor com “Dip Seat”, estrelando o Nissan Rogue e o chef Matty Matheson, em um assento especial para transportar tigelas de molho — referência aos milhões de quilos consumidos durante o Super Bowl. A participação da criadora de conteúdo automotivo Emelia Hartford deu autenticidade ao comercial.
A Cadillac aproveitou o evento para revelar oficialmente a pintura de seu carro de Fórmula 1, que estreia em 2026 com Valtteri Bottas e Sergio ‘Checo’ Pérez. O design em preto e branco dividiu opiniões, mas marcou a entrada da marca americana na categoria.
Já a Jeep preferiu não investir os mais de US$ 8 milhões de um espaço oficial no jogo e lançou seu comercial “Não é um Super Bowl” na semana anterior. O filme apresentou o novo Jeep Cherokee híbrido, em uma narrativa divertida sobre um garoto que tenta libertar seu peixe eletrônico, apenas para ser surpreendido por um urso e uma águia.
O número reduzido de comerciais automotivos em 2026 reflete o momento delicado das montadoras, que enfrentam prejuízos financeiros, tarifas e mudanças estratégicas após anos de investimentos pesados em veículos elétricos. O alto custo de exibição no Super Bowl levou muitas empresas a priorizar lançamentos e reposicionamentos fora do evento.
Concorrentes como Ford e Chevrolet ficaram ausentes, reforçando que o investimento em publicidade durante o Super Bowl deixou de ser prioridade diante da necessidade de ajustes financeiros e estratégicos.
O Super Bowl, tradicionalmente palco de campanhas icônicas, mostrou em 2026 uma retração do setor automotivo, mas também evidenciou novas formas de comunicação, com marcas explorando narrativas emocionais, humorísticas e esportivas para manter relevância junto ao público.
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Easter egg: recurso escondido em campanhas ou produtos, percebido apenas por quem observa detalhes.
Livery: pintura oficial de carros de competição, usada para identidade visual da equipe.
Market share: participação de mercado, medida pela proporção de vendas ou presença de uma marca em relação ao total do setor.
