A Renault Geely do Brasil produzirá o hatch 100% elétrico Geely EX2 no Complexo Ayrton Senna até o final do ano, utilizando a plataforma modular global GEA.
A consolidação de novas matrizes energéticas industriais no país registra um importante avanço com o anúncio oficial da produção nacional do Geely EX2, fortalecendo a joint-venture automotiva.
A montagem local ocorrerá na unidade de Curitiba Veículos Utilitários (CVU), localizada dentro do complexo manufatureiro paranaense, que passa por readequações técnicas para receber a nova linha de montagem.
Este projeto representa o segundo veículo com engenharia da marca parceira a ser nacionalizado, posicionando-se logo após o início da fabricação do utilitário esportivo híbrido Geely EX5 EM-i.
A base estrutural do hatch elétrico baseia-se na moderna plataforma GEA (Global Intelligent Electric Architecture), uma arquitetura modular inteligente desenvolvida especificamente para trens de força eletrificados.
A engenharia dessa plataforma prioriza o posicionamento plano das células de bateria sob o assoalho, otimizando a dinâmica veicular e reduzindo o centro de gravidade para favorecer a estabilidade.
O modelo compacto detém relevância comercial global, ostentando o título de veículo elétrico urbano mais vendido do mundo após registrar o emplacamento histórico de 465.775 unidades no mercado internacional.
No cenário nacional, o hatchback desembarcou inicialmente importado e passou a disputar o concorrido segmento B de veículos elétricos, apresentando curvas ascendentes de demanda no varejo de grandes centros.
A resposta comercial positiva acelerou o cronograma de investimentos, fazendo com que a matriz aprovasse a transição do regime de importação para a manufatura local com fornecedores nacionais de autopeças.
A viabilidade industrial do novo veículo no Paraná foi chancelada após a assinatura de um acordo coletivo de trabalho unificado, celebrado entre o sindicato metalúrgico, colaboradores e a diretoria corporativa.
O plano de manufatura integra-se às diretrizes globais de descarbonização da marca, que busca diversificar suas operações fora do continente europeu por meio de parcerias industriais focadas em eficiência energética.
“A decisão de nacionalizar um hatch elétrico de plataforma nativa confirma que o polo automotivo paranaense está preparado para a manufatura de alta tensão”, analisa Tarcisio Dias, Editor do Mecânica Online®. “Ao internalizar a arquitetura GEA, a empresa não apenas reduz custos logísticos de importação, mas estabelece uma base técnica flexível capaz de originar novos derivados eletrificados na mesma linha de montagem.”
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A calibração mecânica do veículo passará por adequações específicas para atender aos critérios de pavimentação locais, envolvendo modificações nas cargas de amortecimento da suspensão independente dianteira.
O trem de força elétrico conta com sistemas de gerenciamento térmico por líquido, assegurando que o fornecimento de kW de potência e a regeneração de energia ocorram sem perdas por superaquecimento.
O torque medido em Nm entregue de forma instantânea pelo motor síncrono confere ao compacto excelente agilidade para transpor o tráfego urbano pesado, operando de forma silenciosa e com emissão zero.
A introdução do modelo na linha de produção paranaense impulsionará a capacitação da mão de obra local, exigindo certificações técnicas específicas para a manipulação de chicotes elétricos de alta voltagem.
O cronograma operacional prevê que as primeiras unidades pré-série comecem a rodar em pistas de testes nos próximos meses, validando os processos de estamparia, soldagem robótica e pintura da carroceria.
O fortalecimento da rede de concessionárias e o desenvolvimento de componentes periféricos nacionais tendem a reduzir o custo total de propriedade, tornando o modelo uma alternativa competitiva aos compactos térmicos.
A nacionalização consolida o plano estratégico de longo prazo da montadora, que visa transformar o complexo industrial brasileiro em um polo exportador de tecnologias sustentáveis para a América Latina.
• Arquitetura do chassi: Plataforma modular inteligente GEA (Global Intelligent Electric Architecture)
• Tipo de propulsão: Motorização 100% elétrica a bateria (BEV) com gerenciamento eletrônico integrado
• Local de manufatura: Unidade de Curitiba Veículos Utilitários (CVU) no Complexo Ayrton Senna, Paraná
• Volume global histórico: 465.775 unidades comercializadas no fechamento do ano anterior
• Segmentação de mercado: Hatchback compacto urbano posicionado na categoria de entrada (Segmento B)
• Cronograma de produção: Início das operações de montagem final confirmado até o encerramento do período atual
• Integração de portfólio: Segundo modelo eletrificado nacional da marca, sucedendo o híbrido Geely EX5 EM-i
• Diretriz corporativa associada: Alinhamento estratégico global vinculado ao programa de mobilidade FutuREady
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Plataforma GEA – Arquitetura global inteligente desenvolvida exclusivamente para veículos elétricos e híbridos, com foco na integração digital de sistemas, segurança de bateria e otimização do espaço interno.
Segmento B – Classificação da indústria automotiva que designa automóveis compactos, geralmente representados por hatches ou sedãs urbanos com comprimento total variando entre 3,70 e 4,30 metros.
Unidade CVU – Divisão industrial especializada em veículos utilitários e de engenharia flexível dentro de um complexo fabril, adaptada para receber linhas de montagem de componentes modulares de alta tecnologia.

