O Hyundai Tucson 2027 muda completamente de geração com carroceria maior, desenho mais quadrado e três alternativas de motorização eletrificada ou convencional. O SUV passa a medir 4,70 metros de comprimento, ganha entre-eixos de 2,78 metros e oferece central multimídia de até 17 polegadas. No topo, a configuração híbrida plug-in chega a 288 hp e autonomia elétrica estimada em aproximadamente 80 km.
O Hyundai Tucson 2027 segue uma estratégia que já se tornou característica da fabricante sul-coreana: mudar profundamente o desenho quando um produto entra em nova geração.
Depois de Elantra, Kona e Palisade, agora é a vez do SUV médio abandonar parte das linhas curvas do antecessor e adotar uma carroceria mais reta, robusta e geométrica.
A transformação não ficou restrita ao estilo.
O novo Tucson está maior em praticamente todas as dimensões, ampliando espaço interno e se aproximando ainda mais do limite superior da categoria dos SUVs médios.
O comprimento passou para 4.700 mm, crescimento de aproximadamente 58 mm sobre o modelo anterior.
Metade desse aumento foi destinada ao entre-eixos, que agora chega a 2.780 mm.
A largura aumentou cerca de 40 mm e passa a 1.905 mm, enquanto a altura chega a 1.686 mm.
Esse crescimento também aparece na cabine.
Segundo os dados apresentados para o mercado norte-americano, os passageiros traseiros ganham aproximadamente 28 mm adicionais de espaço para a cabeça.
A Hyundai também aumentou o ângulo máximo de abertura das portas traseiras para 83 graus, solução que facilita entrada de passageiros e instalação de cadeirinhas infantis.
Visualmente, a nova geração abandona boa parte da linguagem paramétrica utilizada anteriormente.
A carroceria adota superfícies mais planas e elementos luminosos que formam um “H” estilizado tanto na dianteira quanto na traseira.
A versão XRT permanece na gama, acrescentando elementos visuais que buscam reforçar uma aparência mais aventureira.
Também foram apresentadas novas opções de pintura, incluindo Verde Ranger, Cinza Driftwood, Laranja Red Rock e Azul Kodiak.
Cabine muda completamente
Se a carroceria representa uma ruptura visual, o interior acompanha a mesma direção.
O Tucson estreia o sistema operacional Pleos, nova plataforma digital da Hyundai para seus sistemas de conectividade e entretenimento.
A central multimídia padrão possui 12,9 polegadas, enquanto configurações superiores poderão receber uma grande tela de 17 polegadas.
O quadro de instrumentos digital utiliza uma tela horizontal de 9,9 polegadas, posicionada mais próxima da linha de visão do motorista.
Apesar da forte digitalização, a Hyundai manteve uma solução cada vez mais valorizada pelos usuários: controles físicos para algumas funções principais.
Abaixo da central multimídia permanece uma fileira de botões convencionais, evitando concentrar todos os comandos dentro da tela.
Revestimentos perfurados, iluminação ambiente e acabamentos que simulam madeira completam uma cabine que busca combinar tecnologia com aparência mais sofisticada.
Três sistemas de propulsão
A estratégia mecânica do Tucson 2027 será formada por motor a gasolina, híbrido convencional e híbrido plug-in.
Na especificação divulgada para os Estados Unidos, a versão de entrada utiliza motor 1.6 turbo de quatro cilindros, com potência anunciada de 184 hp.
Isso corresponde a aproximadamente 187 cv métricos, considerando a diferença entre hp utilizado nos Estados Unidos e a unidade cv mais comum no Brasil.
O consumo combinado estimado chega a aproximadamente 11,9 km/l, considerando a conversão dos 28 mpg informados para o mercado norte-americano.
Acima aparece o Tucson Hybrid, novamente utilizando o 1.6 turbo associado a um motor elétrico.
A potência combinada sobe para 233 hp, cerca de 236 cv, enquanto o consumo estimado pode alcançar aproximadamente 17,8 km/l.
Tanto a configuração convencional quanto a híbrida utilizam transmissão automática de oito marchas, com opções de tração dianteira ou integral conforme a versão.
PHEV chega a aproximadamente 80 km elétricos
No topo da oferta mecânica estará o Tucson Plug-In Hybrid.
O sistema mantém o motor 1.6 turbo, mas utiliza uma bateria de maior capacidade e um motor elétrico mais potente.
A potência combinada anunciada chega a 288 hp, aproximadamente 292 cv métricos.
O destaque, entretanto, está na autonomia elétrica estimada em cerca de 80 km.
Isso significa que, dependendo da utilização e das condições de recarga, boa parte dos deslocamentos urbanos cotidianos poderá ser realizada sem acionar o motor a combustão.
O carregador interno possui potência de 7,2 kW, permitindo utilizar estações AC de maior capacidade.
O PHEV também será a configuração de melhor desempenho.
A aceleração até 96 km/h — referência de 0 a 60 mph usada nos Estados Unidos — ocorre em aproximadamente 7,9 segundos.
O híbrido realiza a mesma medição em 8,5 segundos, enquanto a configuração exclusivamente a gasolina precisa de aproximadamente 9,5 segundos.
Análise Mecânica Online® com Tarcisio Dias – O crescimento do Tucson para 4,70 metros talvez seja tão importante quanto a mudança de design, porque mostra como os SUVs médios estão aumentando de tamanho geração após geração.
Com 2,78 metros de entre-eixos e 1,905 metro de largura, o modelo passa a oferecer dimensões que há poucos anos seriam associadas a veículos de categorias superiores.
A estratégia de oferecer gasolina, híbrido e híbrido plug-in também permite à Hyundai atender clientes em diferentes estágios de transição para a eletrificação.
O híbrido convencional aparece como solução para quem busca menor consumo sem depender de tomada, enquanto o PHEV acrescenta a possibilidade de aproximadamente 80 km de condução elétrica.
Esse alcance elétrico é particularmente relevante porque já permite cumprir muitos deslocamentos urbanos diários sem utilizar gasolina, desde que exista rotina regular de recarga.
Também chama atenção a decisão de manter uma transmissão automática tradicional de oito marchas, em vez de adotar exclusivamente soluções CVT ou transmissões específicas para híbridos.
No interior, a tela de 17 polegadas demonstra até onde está avançando a digitalização dos automóveis, mas a permanência de comandos físicos mostra que a Hyundai não abandonou completamente a ergonomia convencional.
Para o mercado brasileiro, a nova geração será especialmente interessante caso a Hyundai decida combinar produção regional e algum nível de eletrificação, mas até o momento as informações apresentadas dizem respeito à configuração destinada aos Estados Unidos.
O Tucson 2027 deverá começar a chegar ao mercado norte-americano entre o final de 2026 e o início de 2027, com preços anunciados mais próximo do lançamento comercial.
Para acompanhar lançamentos, novas gerações e a evolução dos SUVs híbridos, siga @tarcisiomecanicaonline.
RETROVISOR MECÂNICA ONLINE® – ENTENDE O QUE ESTÁ POR TRÁS DA NOTÍCIA
Tamanho: novo Tucson chega a 4,70 metros de comprimento e 2,78 metros de entre-eixos.
Tecnologia: central multimídia poderá chegar a 17 polegadas com sistema Pleos.
Gasolina: motor 1.6 turbo entrega 184 hp na configuração norte-americana.
Híbrido: conjunto chega a 233 hp e consumo estimado próximo de 17,8 km/l.
Plug-in: versão mais potente entrega 288 hp e cerca de 80 km de autonomia elétrica estimada.
Brasil: ainda não há definição apresentada sobre configuração, motorização ou calendário da nova geração para nosso mercado.
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Híbrido convencional: utiliza motor a combustão e elétrico, mas a bateria é recarregada pelo próprio veículo e não precisa de tomada.
PHEV: híbrido plug-in utiliza bateria maior, pode ser carregado externamente e permite percorrer distâncias maiores somente com eletricidade.
Entre-eixos: distância entre os centros das rodas dianteiras e traseiras; seu aumento normalmente favorece o espaço destinado aos passageiros.
mpg: medida norte-americana de consumo baseada em milhas percorridas por galão de combustível; quanto maior o número, menor o consumo.

