A reforma tributária inaugura uma nova fase para o setor produtivo brasileiro. Embora tenha como objetivo simplificar o sistema de arrecadação, o período de transição exige atenção técnica, planejamento e revisão profunda das estruturas fiscais. Especialistas alertam que empresas e indústrias precisam se preparar para evitar riscos financeiros e aproveitar oportunidades de eficiência.
A implementação da reforma tributária marca um momento decisivo para empresas e indústrias de todos os portes. O novo modelo busca simplificar a arrecadação no médio e longo prazo, mas a transição que começa em 2026 impõe desafios imediatos.
Segundo o advogado especialista em direito corporativo e perito judicial, Dr. Jorge Innocêncio da Costa, o impacto vai além da substituição ou unificação de tributos. “Estamos diante de uma mudança estrutural na lógica de tributação. Isso obriga as empresas a reavaliar seus processos fiscais, desde a apuração dos impostos até a formação de preços, a redação de contratos e a gestão de créditos tributários”, explica.
A nova sistemática amplia a tributação sobre o consumo, o que pode afetar diretamente margens, fluxo de caixa e competitividade. Para o especialista, a adaptação não pode ser tratada como ação pontual. “Sem planejamento consistente, o risco de perda financeira, autuações ou distorções tributárias durante a transição é significativo”, alerta.
Outro ponto relevante é o planejamento patrimonial e sucessório. Decisões recentes do STF e do STJ influenciam a forma como empresários organizam seus ativos e planejam a sucessão. Esse cenário tem levado à reestruturação de holdings e ao uso de offshores, dentro dos limites legais, como ferramentas de organização patrimonial e mitigação de riscos.
“O planejamento sucessório deixou de ser apenas uma pauta familiar e passou a integrar a estratégia empresarial. Ele precisa caminhar junto com a reforma tributária, considerando segurança jurídica, eficiência fiscal e continuidade das operações”, destaca o Dr. Jorge.
Para o especialista, o momento atual deve ser visto como uma janela estratégica. Empresas que iniciam diagnósticos detalhados e contam com orientação técnica especializada tendem a atravessar o período de transição com mais estabilidade e previsibilidade.
A reforma não deve ser encarada apenas como desafio. Para quem se prepara, pode representar ganhos de eficiência e maior organização fiscal no longo prazo.
No mercado, a mudança impacta diretamente a competitividade entre indústrias e empresas de serviços. Concorrentes que se anteciparem na adaptação terão vantagem em custos e previsibilidade. A simplificação prometida pelo novo sistema pode reduzir distorções históricas, mas exige investimento em consultoria e revisão de processos internos.
O setor produtivo deve considerar também os efeitos sobre contratos e preços. A nova lógica de tributação pode alterar margens e exigir renegociações. Empresas que atuam em segmentos de alta concorrência, como varejo e indústria de transformação, precisarão ajustar estratégias para manter competitividade.
O impacto sucessório reforça a necessidade de alinhar estratégias familiares e empresariais. A continuidade dos negócios dependerá de estruturas patrimoniais sólidas e adaptadas às novas regras.
Especialistas apontam que a reforma pode trazer maior segurança jurídica no longo prazo, mas o período de transição será marcado por complexidade e necessidade de acompanhamento técnico constante.
Empresas que negligenciarem o planejamento correm risco de autuações e perdas financeiras. Já aquelas que se anteciparem podem transformar o desafio em oportunidade de eficiência e organização.
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CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): novo tributo federal que substituirá PIS e Cofins, incidindo sobre o consumo.
IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): tributo de competência estadual e municipal que substituirá ICMS e ISS, com cobrança unificada.
Holding: empresa criada para controlar participações societárias e organizar patrimônio, utilizada em planejamento sucessório e proteção de ativos.
