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KPMG aponta desafios para o setor automotivo brasileiro em 2026 com juros altos e reforma tributária

Estudo destaca impactos da taxa de juros em 15% e da reforma tributária sobre a indústria.

Brasil é o oitavo maior produtor mundial de veículos, com 2,5% da produção global.
KPMG alerta para pressão de custos, transformação digital e sustentabilidade.
Programa Mover e IPI verde serão pontos centrais no debate regulatório.
Empresas precisam se antecipar às mudanças para manter competitividade.

O Brasil ocupa a posição de oitavo maior produtor mundial de veículos, representando cerca de 2,5% da produção global. Para 2026, a consultoria KPMG aponta que o setor automotivo enfrentará desafios relevantes, especialmente relacionados à taxa de juros e à reforma tributária.

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Segundo Ricardo Roa, sócio líder do setor automotivo da KPMG no Brasil, os juros em 15% influenciam diretamente as operações e perspectivas da indústria, pressionando os negócios e reduzindo o ritmo de crescimento.

Além disso, a aprovação da reforma tributária trará impactos significativos, exigindo das empresas uma revisão profunda de suas operações, cadeia de fornecedores, incentivos e créditos tributários.

Entre as principais tendências para o próximo ano, a KPMG destaca a pressão de custos, com aumento nos preços de energia, matérias-primas e regulamentações.

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A recomendação é repensar estratégias de preços e investir em eficiência operacional para enfrentar o cenário.

Outro ponto é a transformação digital, com foco em inteligência artificial, conectividade e veículos definidos por software, substituindo o modelo tradicional baseado em hardware.

A sustentabilidade também será prioridade, com redução de emissões de gases de efeito estufa, diversificação de fornecedores e regionalização da produção para atender às metas ESG.

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A consultoria aponta ainda a necessidade de produção flexível e modular, capaz de responder rapidamente à demanda e reduzir custos em ambientes voláteis.

As expectativas dos clientes por experiências digitais integradas e serviços personalizados exigem investimentos em vendas digitais e análise de dados.

A urbanização crescente trará desafios de mobilidade compacta e integrada, já que até 2050 cerca de 68% da população viverá em áreas urbanas.

Mudanças no comportamento de consumo, como o avanço de modelos de carsharing, ridesharing e assinatura, especialmente entre jovens, também devem impactar o mercado.

Além das tendências, a KPMG alerta para temas regulatórios como o Programa de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que movimentará investimentos até 2029.

Outro ponto é o IPI verde, que combinará preço acessível com eficiência energética e densidade industrial, passando a operar como Imposto Seletivo a partir de 2027.

Há ainda preocupação com uma possível guerra tarifária, que pode elevar custos de veículos importados e nacionais, afetando exportações e operações comerciais.

Para Ricardo Roa, o setor precisa avançar em novas tecnologias de propulsão e se antecipar às mudanças, sob risco de perder espaço para novos entrantes globais.

O executivo conclui que o equilíbrio entre eletrificação, poder aquisitivo e infraestrutura nacional será decisivo para o futuro da indústria automotiva brasileira.

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  • CKD/SKD: kits de veículos desmontados ou semidesmontados importados para montagem local.
  • ESG: conjunto de práticas ambientais, sociais e de governança que orientam empresas em sustentabilidade.
  • Imposto Seletivo: tributo previsto na reforma tributária que incidirá sobre produtos com impacto ambiental ou social negativo.

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