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Marcas chinesas no Brasil: as que estão crescem, enquanto novas aterrissam em breve

O avanço das marcas chinesas no Brasil reflete um movimento global: em 2025, a China superou 34 milhões de veículos produzidos e vendidos, com cerca de 50% desse volume composto por eletrificados, consolidando sua liderança mundial e impulsionando a expansão no mercado brasileiro.

Por Lucia Camargo Nunes* – O mercado automotivo chinês vive hoje uma consolidação e expansão global. Em 2025, a China consolidou sua posição como o maior produtor, consumidor e exportador de veículos do mundo, com uma dinâmica interna agressiva que está redefinindo os padrões tecnológicos globais.

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Em 2025, a produção e as vendas de veículos na China ultrapassaram 34 milhões de unidades (recorde histórico). Desse total, os Veículos de Nova Energia (NEVs – elétricos e híbridos) já representam cerca de 50% das vendas totais de passageiros.

Eletrificados x combustão

Nas ruas o panorama muda conforme a cidade. Em cidades mais jovens como Shenzhen, ao sul, os eletrificados são maioria – dá para saber porque são os veículos com placa verde. Os movidos a combustão têm placa azul. A preferência também é por marcas locais.

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Já em Pequim, eles são mais divididos. A impressão que dá é que existem mais carros a combustão (placa azul) e uma maior proliferação de modelos “estrangeiros”: existem muitos Audi, BMW, Mercedes-Benz, Toyota, Honda, Volvo, Lexus, Volkswagen, e até Peugeot.

A micromobilidade é muito forte em qualquer cidade: as motos pequenas e micro veículos de duas ou três rodas elétricos dominam as ruas, enquanto os ônibus rodam com pouquíssimos passageiros.

Outra onda que veio para ficar são os motoristas por aplicativo: a Didi (dona da 99 no Brasil) domina o cenário e tornaram-se essenciais.

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Onda veio forte e continua crescendo

O mercado brasileiro conta hoje com 20 marcas de origem chinesa em operação comercial. As marcas presentes são: BYD (com a submarca Denza), GWM (com as submarcas Haval, Ora, Tank, Poer e Wey), JAC Motors, Caoa Chery, Caoa Changan (com a submarca Avatr), Jetour, Omoda & Jaecoo, Zeekr, GAC, Geely, MG Motor e Leapmotor. A Foton atua no segmento de veículos comerciais, mas tem uma picape média.

E vem mais por aí. Após a abertura feita por BYD e GWM, e já com fábricas em funcionamento, a Geely se associou à Renault e inicia produção do híbrido EX5 no Paraná até o final deste ano. A Leapmotor, do grupo Stellantis, também vai ampliar seu portfólio e produzir híbridos flex na planta de Goiana (PE).

A Caoa que ressuscitou a Chery mantém sua produção em Anápolis (GO) a pleno vapor, agora também com a chegada do Uni-T da Changan, produzido por lá.

A GAC vai montar carros em Catalão (GO), em parceria com a HPE, que já produz modelos Mitsubishi. Omoda & Jaecoo e Jetour também já informaram intenção de fabricação local.

E tem as novas chegando

A Dongfeng é a mais recente a oficializar sua chegada. Atuante na China desde 1969 e conhecida por parcerias com Nissan, Honda, Stellantis e Kia, a fabricante já confirmou a picape híbrida Frontier Pro, baseada no modelo V9, como um de seus primeiros produtos no País.

Do grupo Geely virão duas marcas com posicionamentos distintos. A Polestar chega com foco em elétricos de alto desempenho, enquanto a Lynk & Co se posiciona como uma marca gourmet, acima das generalistas mas abaixo do premium, com modelos a combustão, híbridos e elétricos. A Geely planeja conjugar as duas marcas em sua estratégia internacional, inclusive no Brasil.

A Baic confirmou oficialmente o início de suas operações diretas no Brasil a partir do último quadrimestre de 2026. Em seu portfólio, um dos destaques é o Arcfox T1, elétrico compacto posicionado como rival direto do BYD Dolphin.

A Xpeng é outra confirmada. Focada em tecnologia e minimalismo visual, a fabricante opera com modelos 100% elétricos e Reev e é considerada uma das mais inovadoras da China no campo dos sistemas de direção autônoma.

No segmento de luxo, a Aito é uma séria candidata respaldada pela tecnologia da Huawei. Fundada em 2021, a marca já está consolidada na China. No Brasil, atuará ao lado de Zeekr e Avatr na disputa por um território em que os chineses ainda constroem prestígio, mas compensam com tecnologia e refinamento.

E a MG já confirmou que a IM Motors, divisão de veículos elétricos de luxi, que desembarca no segundo semestre no Brasil.

*Lucia Camargo Nunes é economista e jornalista especializada no setor automotivo, editora do Via Digital e do canal @viadigitalmotors no YouTube. Acesse: linktr.ee/viadigitalmotors E-mail: [email protected]

Produção na China – mais de 34 milhões de veículos em 2025
Eletrificação – cerca de 50% das vendas são NEVs
Presença no Brasil – 47 marcas chinesas em operação
Estratégia – foco em produção local e eletrificação
Novas marcas – Dongfeng, Polestar, Lynk & Co, XPeng
Tendência – aumento da participação no mercado brasileiro

NOTA DO MECÂNICA ONLINE®
Assessoria de imprensa ou de influenciadores? O cenário de grandes coberturas internacionais, no entanto, revela uma distorção preocupante no trabalho das assessorias de imprensa, que muitas vezes privilegiam o alcance efêmero de influenciadores, youtubers e artistas em detrimento da análise técnica.

Ao convidar figuras distantes do setor automotivo ou permitir que um mesmo veículo de comunicação envie representantes sem formação jornalística ou conhecimento na área da cobertura, as marcas comprometem a profundidade da informação entregue ao consumidor.

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Para que a indústria evolua com credibilidade, é urgente que o critério de seleção recupere o rigor profissional, valorizando quem realmente compreende a tecnologia e o mercado.

É fundamental separar o entretenimento da informação: enquanto a opinião é algo que qualquer um pode ter, o embasamento para formação de conteúdo sólido vem exclusivamente de formação acadêmica, dedicação e anos de trabalho especializadoEssa realidade precisa mudar para que a autoridade da imprensa especializada não seja substituída pelo ruído de quem carece de critérios técnicos e éticos.

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NEVs (veículos de nova energia) – carros elétricos e híbridos que utilizam eletrificação como principal fonte de propulsão.
Eletrificação automotiva – uso de motores elétricos para reduzir consumo e emissões.
Produção local – fabricação no próprio país para reduzir custos e aumentar competitividade.

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