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Mecânica em Dias | Tecnologia para salvar vidas: sensor de batimento cardíaco

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Olá amigos, a Coluna Mecânica Online® volta com força total nesse início de ano, agora, com novo nome: Mecânica em Dias. Manteremos a mesma qualidade que nos fez ganhar o reconhecimento da SAE Brasil no 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, abordando as novidades em tecnologias, segurança, manutenções e o mundo automotivo com suas curiosidades. Reforço que a publicação da coluna continua gratuita para sites, blogs e jornais, bastando apenas citar a fonte. Que 2015 seja um ano proveitoso para todos nós, com muita saúde.

E por falar em saúde, temos ficados horrorizados ao vermos notícias de crianças que perderam suas vidas por terem sido esquecidas dentro de um automóvel. No último ano observamos muitas dessas situações, principalmente no mês de dezembro. Pais abalados e inconsoláveis. Não é para menos.

Em 2007 uma das tecnologias que ganhou reconhecimento mundial foi desenvolvida pela Volvo. A empresa, aliás, como muitos já sabem, é umas das líderes nos desenvolvimentos de tecnologias em segurança automotiva.

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A marca então apresentou um sistema de comunicação pessoal que vai muito além da segurança do automóvel. Chamado de “Personal Car Communicator (PCC)” o sistema era um centro de controle sobre a segurança do automóvel, com informações sobre o status de bloqueio, acionamento do alarme, acesso ao veículo e até mesmo a condução sem chave. Mas o diferencial vem a seguir: um sensor de batimento cardíaco também avalia se há alguém dentro do carro.

Você poderia direcionar o uso dessa tecnologia apenas na segurança do veículo, quando relacionada com o acesso de um marginal ao interior do mesmo, mas ela vai além quando observamos essas fatalidades das crianças esquecidas.

O sensor de batimento cardíaco regista a vibração de um coração batendo, e o melhor, tanto em humanos, quanto em animais. Dessa forma, o sensor é ativado se por exemplo, uma criança que estiver dormindo for esquecida na cadeirinha e o controlador tenha sido ativado para travar o veículo.

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Um sinal é transmitido para a unidade de controle remoto, alertando o motorista por meio de sinais de áudio e também de impulso de vibração.

O sensor de batimento cardíaco também é ativado se alguém entra no carro e se esconde no seu interior. Nessa situação, o controlador não será automaticamente alertado; em vez disso, ele deve solicitar manualmente essa informação dentro de uma distância de até 100 metros do carro.

Se o sensor é ativado, a unidade de controle remoto transmite um sinal silencioso para que o condutor possa se retirar sem ser detectado, de modo a evitar uma situação mais ameaçadora. A alternativa é para o motorista pressione o botão de “pânico”, que ativa o alarme do carro para assustar o intruso.

Na Europa essa tecnologia chegou a ser oferecida em alguns modelos da Volvo como item opcional, mas não caiu no gosto do consumidor e ainda por cima, foi vista como assustadora, principalmente no aspecto da segurança e acesso de intruso no interior de um veículo, ficar esperando o motorista. Desapareceu em 2011.

Talvez a Volvo tenha pensado por um lado e terminou atingindo outro: a (in)segurança das crianças e seus pais modernos, sempre atarefados. Essa tecnologia já poderia ter evitado algumas tragédias em muitas famílias pelo mundo, principalmente no Brasil.[divider]

O botão “i” no PCC fornece as seguintes informações de status:
LED verde significa que o carro está bloqueado e nada de anormal ocorreu
LED amarelo significa que o carro é desbloqueado
O LED vermelho indica que o alarme foi ativado
Dois LED piscando em vermelho é indicado que uma pessoa pode estar presente no carro.

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