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Bosch inaugura oficialmente novo centro de pesquisas em Renningen

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Um ambiente totalmente novo para mentes criativas: com o centro de pesquisa em Renningen, a Bosch quer incentivar a colaboração interdisciplinar e, deste modo, reforçar a sua força inovadora. No novo centro de pesquisa e engenharia avançada, cerca de 1.700 mentes criativas estão trabalhando em pesquisas industriais.

Em cerimônia de abertura realizada ontem, 14 de outubro, com a presença da chanceler Alemã Ângela Merkel, do governador de Baden-Württemberg, Winfried Kretschmann, e muitos outros convidados da esfera política, representantes de empresas e centros acadêmicos, o campus foi oficialmente inaugurado.

“Com este campus de pesquisa, a Bosch está estabelecendo novos padrões”, disse a Chanceler Federal Ângela Merkel. Ela ressaltou a importância da pesquisa industrial aplicada: “Pesquisa e inovação são fontes da nossa prosperidade”. Ela disse ainda que a Bosch estabeleceu para si própria a tarefa de concretizar ideias que mais ninguém teve. “A Bosch quer ficar um passo à frente dos desenvolvimentos”, concluiu a Chanceler.

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O Governador Winfried Kretschmann disse que o novo campus de pesquisa é uma impressionante demonstração da crença Baden-Württemberg como polo para a inovação.

“Como uma universidade, nosso campus reúne muitas diciplinas. Queremos que aqui o s nossos pesquisadores façam mais do que apenas pensar no que o futuro pode trazer. Nós queremos que também sejam empreendedores bem-sucedidos. Renningen é a Stanford da Bosch. E, ao mesmo tempo, o centro representa a nossa crença na Alemanha como um local de tecnologia de ponta”, ressaltou Volkmar Denner, presidente mundial da Bosch.

A empresa investiu cerca de 310 milhões de euros nesta nova unidade. O campus, cujo lema é “rede para milhões de ideias” é o centro de pesquisa e desenvolvimento global da Bosch. A fornecedora de tecnologia e serviços também tem a intenção de reforçar o espírito local do empreendedorismo.

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É precisamente aqui que Denner enxerga a Alemanha em desvantagem competitiva: “Não há oportunidade e nem desejo de estabelecer empresas na Alemanha e, especialmente entre jovens graduados, precisamos de mais espírito inovador. A respeito disso, as universidades têm de fazer mais do que apenas preparar seus alunos para exames altamente especializados” .

Inovação para melhor qualidade de vida
O desejo para o futuro é que cada vez mais inovações sejam criadas em Renningen para melhorar a qualidade de vida. O campus reúne várias disciplinas de ciência e tecnologia, que vão desde engenharia elétrica, engenharia mecânica, ciência da computação, química, física, biologia ou tecnologia de microssistemas – um total de 1.200 colaboradores de pesquisas corporativas e engenharia avançada, além de 500 estudantes de doutorado e estagiários estão agora atuando na busca dos desafios do futuro.

Até este momento, esses pesquisadores estavam distribuídos ao longo de três centros de pesquisas na área metropolitana de Stuttgart. A Chanceler Ângela Merkel ficou impressionada com o campus inovador. “O que se deseja alcançar aqui é a rede não apenas das pesquisasis,sciplinas científicas”. Em um campus como este, ela disse, será muito mais fácil manter o olhar num amplo contexto.

O governador Winfried Kretschma nn desejou ao centro de pesquisa um futuro de sucesso. “Nossa esperança é que este campus crie estímulos decisivos para o desenvolvimento da direção autônoma, de modo que facilite o avanço da mobilidade elétrica, além de estimular ideias para uma indústria conectada. O centro pretende criar condições adequadas para esse trabalho – um ambiente em que a criatividade e a produtividade possam prosperar. Nosso desejo é que este campus seja o celeiro para muitas inovações futuras – inovações que não são apenas tecnicamente excelentes e bem-sucedidas economicamente, mas que também estejam alinhadas ao senso de responsabilidade social e ambiental da empresa”.

Amplitude tecnológica em pesquisa e engenharia avançada
No inovador ambiente, as mentes pioneiras da Bosch trabalharão no desenvolvimento de novos produtos e métodos inovadores de produção.

O trabalho deles será focado em áreas como engenharia de software, tecnologia de sensores, automação, sistemas de assistência ao condutor, baterias, assim como na melhora dos sistemas de propulsão dos veículos. Uma área que está tornando cada vez mais significativa é a de software, especialmente para conectividade da internet das coisas.

“Para Alemanha se manter tecnologicamente na vanguarda neste campo da conectividade tem que preservar e expandir as competências chaves em microeletrônica e software. Caso não faça isso, a indústria alemã ficará para trás. Não temos motivos para temer a competitividade das empresas de TI, mas para nossas empresas industrializadas essa competição não será trivial”, ressaltou Denner.

No caso da Bosch, Denner acredita que a empresa está bem preparada para a tendência da conectividade. A companhia, por exemplo, não é apenas líder global no mercado de sensores micro mecânicos, mas também vem aprimorando sua competência em software já há alguns anos. O grupo Bosch mundial empresa hoje mais de 15.000 engenheiros de software. Três mil especialistas es tão atuando apenas com foco na internet das coisas. A Bosch especialmente acredita em um potencial enorme de negócios no segmento de serviços que irão surgir a partir dessa conectividade.

“Se não quisermos que os outros aproveitem essas oportunidades, temos que ser mais rápidos e menos avesso a risco do que antes”, disse Denner. “Numa fase anterior, nossos engenheiros têm que pensar como empreendedores. As coisas que são tecnicamente viáveis não só devem instigar nossos pesquisadores, mas também os nossos futuros clientes”, conclui o executivo.

Alemanha tem que aprender a ser ousada
Denner acrescentou que as grandes empresas como a Bosch têm que criar espaço na organização para que o espírito empreendedor possa florescer. A Bosch está liderando este exemplo. A empresa criou sua própria plataforma de fomento de novos negócios. Denner salientou que se o “modelo do Vale do Silício” é realmente o caminho que a Europa deve seguir “temos que aprender a cor rer riscos”.

A Bosch Start-Up GmbH auxilia os pesquisadores da companhia a se tornarem grandes empreendedores por meio da realização de atividades como, por exemplo, instalações, financiamento e tarefas administrativas. O robô agrícola Bonirob é um dos primeiros produtos que surgiram neste sentido. A Bosch start-up Deepfield Robotics desenvolveu este robô, que é do tamanho de um carro compacto e auxilia no aprimoramento das plantações e técnicas de cultivo.

Melhores condições de trabalho para mentes criativas
Em um extenso campus de pesquisa, existe amplo espaço para testar o robô agrícola. Além do prédio principal, há onze laboratórios e oficinas de construção e outros dois edifícios para manutenção da área.

Há ainda um campo de provas moderno para testar sistemas de assistência ao condutor. Uma matriz de rede foi utilizada para determinar quem deveria ocupar as áreas individualmente, tendo como base o quão intenso é este trabalho e a troca de exper iências entre os pesquisadores.

Espaços calmos e áreas de colaboração

A Bosch prestou atenção especial nas condições de trabalho em Renningen. Seja dentro ou fora, os pesquisadores vão encontrar um ambiente moderno de trabalho. Essencialmente, todo o campus é um local de trabalho “Reuniões ao ar livre, tecnologia à beira da água – tudo isso é possível aqui em Renningen” esclareceu Denner. Conexões Wifi estão disponíveis em todo o prédio e em todos os lugares. Laptops, tablets, e ligações via internet significam que o trabalho pode ser realizado em qualquer lugar do campus.

Explicando a ideia por de traz disso, Denner ressaltou: “Em Renningen, nós oferecemos ao nosso time de inovação ambientes calmos e áreas para colaboração”. Os layouts dos escritórios foram projetados com base em uma análise abrangente do processo de inovação.

Quando estão trabalhando nas ideias, os pesquisadores precisam de paz e tranquilidade. Mais tarde, a troca e a colaboração g anham mais importância. Essas fases, assim como os desejos dos colaboradores, foram consideradas no planejamento do complexo.

“Os colaboradores querem mais liberdade para usar a criatividade em pesquisa e desenvolvimento – e menos deveres administrativos. Isso é algo que os representantes dos colaboradores apoiam ativamente”, disse Alfred Löckle, presidente da central e dos conselhos do trabalho. “Nossos colaboradores ficam muito tempo no ambiente de trabalho, é justo que eles também opinem sobre o projeto”.

O resultado desse projeto resultou em um conceito completamente novo de escritório. Além dos locais de trabalho individuais, 270 salas de reuniões de diferentes tamanhos e características – o que significa que há espaço suficiente tanto para trabalho focado quanto em equipe.

Em média, cada colaborador está apenas 10 metros de distância da sala de reunião mais próxima e, assim, possivelmente, do próximo projeto inovador.

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