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É preciso trocar o óleo do carro após atravessar enchentes?

Nos meses de março e abril, as condições meteorológicas causam fortes chuvas e, muitas vezes, o motorista é obrigado a enfrentar enchentes e locais com grandes quantidades de água na pista.

Porém, mesmo depois de passar pela enchente com sucesso, não há garantias de que o veículo não tenha sofrido algum tipo de prejuízo.

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Wilde Bueno, especialista em lubrificação da Mobil, explica a importância de consultar um mecânico de confiança, assim que possível, para fazer um check-up nas partes elétricas e no motor do veículo.

É essencial conferir também os freios, a parte de baixo do veículo (uma vez que partículas de lixo podem se prender às peças), os filtros (ar, combustível e óleo) e o sistema de lubrificação do motor, entre outros itens.

“No caso do óleo lubrificante, deve-se verificar a vareta de nível e checar a aparência e a cor do produto. Se houver alguma anormalidade, como aparência leitosa e coloração que vai do creme ao café com leite, é provável que tenha entrado água no sistema”, conta o especialista.

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Neste caso, é preciso trocar o óleo imediatamente porque o produto perde suas propriedades com a invasão da água. O mecânico deve realizar uma limpeza geral: esvaziar o óleo do cárter, limpar as velas e trocar o óleo e o filtro de óleo.

“O bom lubrificante minimiza o atrito das partes internas do motor, assegurando seu funcionamento. Logo, usar o veículo com o lubrificante contaminado com água pode trazer sérios problemas como a quebra da película lubrificante, possibilitando contatos metálicos e desgaste das peças e até mesmo causar o fatal motor-fundido”, conta Bueno.

Se inevitável, veja como passar pela água com segurança – Caso o motorista se veja em meio a uma enchente, é possível tomar algumas medidas para manter a segurança dos passageiros e prejudicar o menos possível o veículo:

  • Observe a altura do nível de água do trecho alagado e só atravesse se não ultrapassar o centro da roda. Esta é a altura de segurança para deixar o escapamento fora da água.
  • Uma vez na água, o carro deve ser dirigido em baixa velocidade, em rotação constante do motor, em torno de 2.500 RPM.
    Não troque a marcha, para não correr o risco de o veículo morrer, e não force o acelerador, para não criar uma marola na frente do carro e permitir que a água entre no motor.
  • Se o motor morrer durante a travessia, não dê a partida. Mantenha o carro desligado e remova-o apenas quando a água baixar. O ideal é guinchar o veículo até uma oficina, pois pode ser que tenha entrado água no motor e, liga-lo nestas condições, aumenta o risco de danos causados por calço hidráulico.
  • É recomendado desligar o ar condicionado durante a travessia, reduzindo assim o risco de calço hidráulico.
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