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Algumas marcas vão muito bem. Outras, nem tanto

Por Lucia Camargo Nunes*

Após um 2021 na tentativa de recuperação em meio à falta de peças, com agravamento no fornecimento de semicondutores, o mercado brasileiro viu uma forte movimentação das marcas.

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O grupo Stellantis disparou com a Fiat na liderança e boas vendas de seus modelos Jeep, mesmo diante do avanço da concorrência com novos produtos. A montadora de Betim encerrou 2021 com 21,83% de participação (automóveis e comerciais leves). Em 2020 tinha 16,5% e em 2019, 13,77%.

A Jeep também cresceu: de 4,87% em 2019, foi a 5,65% em 2020 e 7,53% em 2021. A Citroën que manteve em seu portfólio apenas o C4 Cactus, encerrou com 1,2% de mercado e crescimento de 77% nas vendas (a maioria adquirida por locadoras). A Peugeot avançou 126% e abocanhou 1,7% de market share.

Este é um ano que promete para o grupo. Além das vendas do Fiat Pulse, que já apontavam para uma tendência de alta no final do ano, a Strada acaba de receber câmbio CVT, o que deve incrementar seus volumes. Esse mesmo câmbio será utilizado no Argo, hatch que teve em 2021 o melhor desempenho de vendas desde seu lançamento em 2017. E é esperada a chegada do Projeto 376, SUV baseado no Fastback para ficar posicionado acima do Pulse.

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Já a Jeep lança este mês o novo Renegade, que embora não tenha passado por uma renovação profunda em seu design, traz novo motor 1.3 e recursos para atribuir sua vocação no off-road. A Citroën inicia ainda neste trimestre as vendas de seu novo C3 (hatch com jeitão de SUV), enquanto a Peugeot deve ter novidades em motorização do 208 e importar a nova picape grande Landtrek.

O que esperar das outras marcas top 5 – No varejo, a briga vai ser boa entre Volkswagen, General Motors, Hyundai e Toyota, marcas que encerram 2021 entre 15 e 8% de participação de auto veículos, todas atrás da Fiat.

E o que elas têm de munição para crescerem? A Volks vai renovar as linhas Polo, Tiguan e Jota e a picape Saveiro deve ter novidades. Enquanto isso, o Gol caminha para seu último ano de mercado. No segmento de elétricos, mais para marcar presença do que fazer volume, a aposta é no ID.4, SUV com motor de 204 cv e 400 km de autonomia.

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A General Motors tem novidades para o mercado nacional este ano. Além de tentar normalizar a produção de seus carros-chefes Onix e Onix Plus, vai lançar o Equinox renovado e os novos Cruze Midnight e o Cruze Sport6 RS, com a incógnita se sedã e hatch médio continuam no mercado por muito tempo. O grande lançamento do ano para a marca da gravatinha será a nova picape média Montana, para concorrer com a Fiat Toro, e há expectativa de que a marca traga a Silverado, mas em pequeno volume. E para manter o pé na sustentabilidade, a nova geração do elétrico Bolt, atrasada por aqui depois de enfrentar um recall de baterias nos EUA.

A Hyundai deve promover um facelift do HB20 para mantê-lo em alta nas vendas – mesmo com a saída do HB20X de linha. Já o sucesso do Creta deve ser mantido, por enquanto, graças ao modelo de carroceria antiga. Nos últimos meses de 2021, 60% das vendas do SUV vinham dele. A versão Action, com motor 1.6, informa a marca, “está em conformidade com a fase L7 do Proconve e seguirá sendo comercializada normalmente”, informa a marca por meio de comunicado. Vamos avaliar o peso das novas versões em seu volume de vendas.

Por fim, a Toyota já se movimentou com a reestilização, embora pequena, do Yaris hatch e sedã. No mais, a marca de origem japonesa deve lançar versões mais esportivas GR-S para sua linha de veículos, incluindo o Corolla Cross e picape Hilux.

Dessas quatro, se não houver imprevistos no caminho, a GM é a que tem maior potencial de crescer, por causa do retorno da linha Onix.

Renault: ano decisivo – Enquanto as marcas que mais vendem auto veículos no Brasil traçam estratégias para aumentar volumes e programar renovações de linhas, outras precisam repensar em portfólio.
A Ford nunca mais será a mesma e ainda patina sobre seu destino. A Renault também quer que seu lineup contemple modelos mais rentáveis.

Tudo indica que a ideia de basear suas vendas em Kwid (reestilizado agora), Sandero e Logan está com os dias contados. Já que o Captur com o bom motor importado 1.3 turbo não deslancha, a saída seria buscar SUVs menores para substituir hatch e sedã.

Nissan tem portfólio enxuto – Parceira da Renault, a Nissan enxugou portfólio e focou suas vendas no Kicks renovado, mas não o suficiente para perder em market share em 2021: com o SUV, caiu de 6,9% para 5,5% no segmento. A marca também investiu para ampliar a participação de seu 100% elétrico Leaf no Brasil. As vendas dos eletrificados são importantes para qualquer marca, mas ainda engatinham por aqui. Para este ano, é esperada uma renovação da Frontier, picape com vendas aquém de suas qualidades.

Honda acende alerta – A situação da Honda, que ficou em 8º no ranking de auto veículos e apenas 4,13% de participação, acende um alerta pela queda de volume: de 131 mil unidades vendidas em 2017, a marca encerrou 2021 com 81.400 emplacamentos. Embora preocupante, a montadora faz alguns movimentos que sinalizam uma tendência a melhorar seu desempenho.

A Honda renovou seu sedã compacto City e substitui agora no início do ano o Fit (que já saiu de linha) pelo City Hatchback. Em contrapartida, vai perder compradores de Civic, que deixou de ser produzido e passará a vir importado e mais caro em nova geração apenas no segundo semestre.

Semana passada, a Honda anunciou fim da linha para o WR-V e uma pausa do HR-V no Brasil, embora ambos continuem em produção para exportação.

O SUV médio, por sua vez, terá a nova geração lançada por aqui no segundo semestre deste ano. Ou seja, o SUV, que foi revelado há menos de um ano no Japão, vai demorar um pouco além do previsto para chegar renovado às lojas brasileiras. A pausa no mercado nacional, segundo informou uma fonte à coluna, se deu porque o veículo não atenderia às novas normas de emissões do Proconve L7.

Por algum tempo, a Honda colocou seu SUV HR-V entre os mais vendidos do segmento, mas é inegável que “dormiu no ponto” pela demora em uma renovação após 5 anos de mercado. Os dois lançamentos na segunda metade do ano serão suficientes para a marca avançar nas vendas e se destacar?

A recuperação talvez seja mais lenta, mas a Honda tem a seu favor a conquista de ser uma marca confiável e com produtos que estão entre os de menor desvalorização na revenda.

Caoa Chery cresce em participação – Por fim, é preciso falar sobre a Caoa Chery. Depois de ajudar a elevar a Hyundai a ser uma das protagonistas do mercado – quando a sul-coreana iniciou a produção local em 2012, a marca já havia sido consolidada pelo Grupo Caoa – o mercado assiste ao avanço da Caoa Chery.

O grupo entendeu que a saída para a chinesa Chery, fadada a ir embora após o fracasso comercial, seria renovar seu portfólio com carros desejados, bem montados e com uma rede robusta – foram 10 lançamentos em 4 anos.

De 0,17% de participação em 2017 escalou de forma sustentável seu desempenho e selou 2021 com 2% entre os auto veículos, licenciando 39.747 unidades. No ano passado, lançou o Tiggo 3x e renovou o Arrizo 6 e o Tiggo 7 junto à expansão da rede, que passou em 4 anos de 25 para 137 lojas.

Com duas fábricas, uma em Jacareí (SP) e outra em Anápolis (GO), a Caoa Chery ainda tem renovações aguardadas para este ano junto a planos de lançar modelos eletrificados (híbridos e elétricos) e intensificar a experiência com seus consumidores, elo importante para criar fidelização com a marca.

Em 2022, quer chegar a 60 mil unidades (crescimento de 50% sobre 2021) e traça a meta de ganhar mais um ponto de participação, subindo a 3%. Para isso, já confirmou dois lançamentos de veículos completamente novos este ano.

*Lucia Camargo Nunes é economista e jornalista especializada no setor automotivo.
Contato: [email protected]

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