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Semana Nacional do Trânsito valoriza ênfase à segurança

Confira a coluna do Fernando Calmon.

Coluna Fernando Calmon nº 1.370 — 23/9/2025 Embora celebrada entre 18 e 25 de setembro, o Dia Nacional do Trânsito é oficialmente fixado em 25 de setembro. A data remete ao dia de 1997 em que circulou o Diário Oficial com uma retificação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), publicado originalmente em 24/9. A Semana Nacional do Trânsito é promovida anualmente pela Secretaria Nacional de Trânsito, por meio de campanhas de conscientização. Em 2025, a iniciativa contou com quatro peças gráficas e um filme de 30 segundos, todos de reprodução livre.

O texto das peças é direto e impactante:

“Impacto no trânsito também é física: uma colisão a 60 km/h equivale a cair de cerca de 15 metros de altura — o mesmo que despencar de um prédio de 5 andares. A energia liberada nesse choque é enorme e pode ser fatal. Respeite os limites de velocidade. Desacelere. Seu bem maior é a vida.”

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Dentro desse contexto, surgem duas novas soluções de segurança veicular no exterior.
A primeira, na Coreia do Sul, foi desenvolvida pela Samsung e chama-se R-AEB (Frenagem Autônoma de Emergência em Marcha à Ré, em tradução livre). Um estudo envolvendo 174.332 veículos mostrou que o sistema reduziu em 44,7% as colisões com pedestres em marcha à ré, em comparação a carros sem esse recurso.

Já na Áustria, a Universidade de Graz analisou acidentes em cruzamentos e verificou que uma luz de freio adicional verde na dianteira do veículo poderia ter evitado até 17% das colisões. O alerta visual indica que o motorista decidiu frear ao se aproximar do cruzamento. Avaliaram-se 200 acidentes reais e, em até 25% dos casos, a luz extra também teria reduzido a velocidade do impacto, diminuindo ferimentos.

Anfavea sugere imposto seletivo com teto de 5%

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Com o fim do IPI se aproximando, em função do início da reforma tributária em janeiro de 2027, permanecem dúvidas sobre a forma de tributação dos automóveis pelo novo imposto seletivo. Há apenas uma certeza: a carga tributária — federal, estadual e municipal — sobre veículos no Brasil seguirá entre as mais altas do mundo em países com indústria automobilística relevante.

Segundo a Anfavea, essa realidade decorre, entre outros motivos, da facilidade de arrecadação sobre bens de alto valor agregado, praticamente sem espaço para “planejamento tributário”. O presidente da entidade, Igor Calvet, alertou para o risco de aumento do ônus tributário: “não era a proposta inicial do governo”.

Se, além do aumento natural de custos por novas normas de segurança e ambientais, houver a tentação de elevar ainda mais os impostos, a indústria perderá o ritmo de recuperação — hoje ainda modesto e previsto até o fim da década. A Anfavea propõe que o imposto seletivo tenha alíquota máxima de 5%.

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Outro fator de atraso é a regulamentação do programa Mover, que dará estímulos via IPI Verde e servirá de base para o futuro imposto seletivo. Em entrevista recente, o secretário do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Ualace Lima, admitiu que faltam seis portarias a serem publicadas até dezembro. Segundo ele, “é algo natural”. No entanto, os atrasos refletem a burocracia estatal e dificultam a previsibilidade do setor.

Manifesto SAE Brasil e transição energética no País

Fundada em 1991 e afiliada à SAE International — associação de engenheiros automobilísticos criada nos EUA em 1916 — a SAE Brasil sempre atuou na discussão e divulgação de estudos técnicos em mais de uma dezena de eventos anuais.

Recentemente, a entidade publicou um manifesto destacando os marcos regulatórios da União Europeia sobre controle de CO₂ em veículos novos. Em 10 anos, só poderão ser vendidos na UE automóveis, comerciais leves e até veículos pesados com zero emissão de carbono. A decisão, embora passível de revisão pelo posicionamento contrário de fabricantes europeus, já impacta a indústria de outros países.

A SAE Brasil defende uma transição energética justa, tecnicamente fundamentada e adaptada às realidades regionais. Para o Brasil, a entidade afirma que a transição precisa ser “tão global quanto possível, mas tão regional quanto necessária” para viabilizar questões ambientais, econômicas e sociais (ESG). O conceito “do poço à roda” (origem do combustível até a movimentação do veículo) deve ser considerado seriamente, algo que os europeus têm subestimado.

Esta coluna também defende soluções que o Brasil domina: flexfuel, etanol, biodiesel e híbridos regionais. É preciso uma transição organizada para evitar problemas de infraestrutura, altos investimentos, demora na recarga e longo tempo de adaptação. Sem contar o conceito “berço ao túmulo”, ainda pouco discutido, mas inevitável.

Vale lembrar que a AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva) foi pioneira na defesa desses princípios.

Song Plus 2026: qualidade do interior é ponto alto

Apesar da estratégia de atualização questionável — apenas agora a dianteira ficou igual à do Song Plus Premium — a versão agrada, principalmente, pelo novo conjunto óptico em LED e mudanças internas. O interior destaca-se pela qualidade dos materiais e oferece bom espaço também no banco traseiro, com assoalho plano.

Dimensões:

  • Comprimento: 4.775 mm
  • Entre-eixos: 2.765 mm
  • Largura: 1.890 mm
  • Altura: 1.670 mm
  • Massa: 1.798 kg
  • Porta-malas: 552 L (até o teto e sem estepe)
  • Ângulo de entrada: 19°
  • Ângulo de saída: 21°
  • Altura mínima do solo: 180 mm

Características comuns a SUVs dessa categoria limitam aventuras off-road mais exigentes.

O quadro de instrumentos de 12,3” replica dados de navegação, enquanto a tela multimídia de 15,6” é giratória — mas de utilidade quase nula, já que não permite seguir rotas do Waze ou Google Maps na posição vertical. Destaque para os dois carregadores por indução no console e quatro entradas USB. Para facilitar manobras, há câmeras 360°, mas ainda sem alerta de ponto cego, recurso bastante útil.

Como híbrido plug-in, o Song Plus precisou reduzir a potência do motor 1.5 L para atender à regulamentação brasileira (PBEV), compensando com pequeno aumento no motor elétrico:

  • Motor a gasolina: 98 cv / 13,8 kgf·m
  • Motor elétrico: 197 cv / 30,6 kgf·m
  • Potência combinada: 236 cv
  • Torque combinado: 40,1 kgf·m (dados de fábrica)

O câmbio é automático CVT e a tração, dianteira.

Com massa elevada, a aceleração de 0 a 100 km/h informada é de 7,9 s, mas medi 8,3 s.
Consumo urbano é excelente: 18,8 km/l; rodoviário, 15,4 km/l.
Alcance urbano: 1.071 km; rodoviário: 877 km.

O melhor desempenho vem do motor elétrico, mas a bateria de apenas 18,3 kW·h descarrega rápido e exige uso de gasolina. Ainda assim, o sistema não permite descarga total. As suspensões, no entanto, poderiam ser mais firmes para as condições das vias brasileiras.

Preço: R$ 249.990.

www.fernandocalmon.com.br

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