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Prós e contras do motor rotativo: o legado do Wankel

Compacto, leve e suave, mas exigente em manutenção e pouco eficiente, o motor rotativo segue como um ícone da Mazda e da engenharia automotiva.

Motor rotativo Wankel ficou famoso nos Mazda RX-7 e RX-8.
Design simples e compacto garante alta relação peso-potência.
Capacidade de girar acima de 8.000 rpm entrega potência elevada.
Consumo de óleo e combustível, além de emissões altas, limitaram seu uso.

O motor rotativo Wankel é um dos projetos mais curiosos e controversos da história da combustão interna. Diferente dos motores a pistão, ele gera potência por meio da rotação de um rotor triangular, em vez de movimentos alternados de pistões. Essa solução tornou-se um ícone nos esportivos Mazda RX-7 e RX-8, mas também trouxe desafios que limitaram sua adoção em larga escala.

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Entre as principais vantagens, destaca-se a simplicidade mecânica, com menos peças móveis, resultando em menor peso e dimensões compactas. Isso favorece a relação peso-potência e permite instalação em carros esportivos menores.

Outro ponto positivo é o funcionamento suave, já que não há massa recíproca em movimento. O rotor gira em equilíbrio constante, reduzindo vibrações e garantindo operação mais linear.

A ausência de pistões e virabrequim pesados também possibilita altas rotações, acima de 8.000 rpm, o que contribui para números de potência impressionantes em motores de pequeno porte.

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Por outro lado, os contras são significativos. O maior problema está nos selos de ápice, responsáveis por vedar a compressão. Eles sofrem desgaste rápido, levando à perda de desempenho e, em muitos casos, à necessidade de retífica completa por volta dos 160.000 km.

O motor rotativo também consome óleo intencionalmente, injetando pequenas quantidades na câmara de combustão para lubrificação. Isso exige monitoramento constante do nível e reposição frequente.

Outro desafio é atender às normas de emissões. O formato alongado da câmara de combustão dificulta a queima completa da mistura, resultando em altos níveis de hidrocarbonetos e combustível não queimado no escapamento.

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A eficiência energética também é baixa: o motor pode consumir até 30% mais combustível que um motor a pistão equivalente.

Além disso, o torque é limitado, só aparecendo em rotações altas. Motores a pistão oferecem vantagem mecânica no virabrequim, garantindo força em baixas rotações, algo que o rotor não consegue replicar.

Esses fatores tornaram o motor rotativo pouco prático para uso diário. Embora fascinante e com desempenho marcante, ele exigia manutenção rigorosa e não atendia às demandas de eficiência e emissões.

Ainda assim, o motor rotativo mantém seu status de ícone e pode ter futuro em aplicações alternativas, como combustão de hidrogênio ou sistemas híbridos, onde suas características podem ser melhor aproveitadas.

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  • Selo de ápice: peça metálica que veda a compressão nos cantos do rotor, equivalente ao anel de pistão em motores convencionais.
  • Retífica: processo de reconstrução do motor para restaurar compressão e desempenho após desgaste excessivo.
  • Relação peso-potência: medida que compara a potência do motor com o peso do veículo, fundamental em carros esportivos.
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