A BYD alcançou a marca de 125 carregadores rápidos em operação pública no Brasil, consolidando a maior rede do tipo em território nacional. Distribuídos entre concessionárias nas cinco regiões do país, os equipamentos reforçam o compromisso da marca com a mobilidade elétrica e devem chegar a 225 pontos até o fim de 2026. A notícia foi publicada ontem pelo site Motor1.
A rede já está presente em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Bahia, além de Brasília, e segue em expansão para outras regiões. Entre as cidades recentemente contempladas estão Duque de Caxias (RJ), Altamira (PA), Cacoal (RO) e Pelotas (RS).
Todos os carregadores são do tipo DC, com potência entre 60 kW e 120 kW, integrados ao aplicativo BYD Recharge, que permite localizar eletropostos e acompanhar o status das recargas.
Em média, cada operação entrega 20 kWh em cerca de 30 minutos, com custo médio de R$ 2,38 por kWh e tíquete médio de R$ 49,00.
Em 2024, o aplicativo registrou cerca de 21 mil recargas. Em 2025 e início de 2026, o crescimento foi acelerado: os usuários passaram de 59,9 mil em junho de 2025 para 166 mil em março de 2026, alta de 177%.
Entre dezembro de 2025 e março de 2026, o salto foi de 105,5 mil para 166 mil usuários, avanço de 57%, evidenciando a aceleração da mobilidade elétrica no país.
Segundo Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil, o objetivo é tornar a recarga tão rápida e conveniente quanto o abastecimento tradicional em postos de combustíveis.
Globalmente, a BYD já demonstra o potencial da tecnologia de carregamento ultrarrápido, capaz de levar a bateria de 10% a 70% em cinco minutos e atingir 97% em menos de dez minutos.
Na China, a empresa prevê instalar 20 mil estações Flash até 2026. No Brasil, o primeiro carregador ultrarrápido será inaugurado em Brasília ainda em 2026, com meta de 1.000 pontos até 2027.
A tecnologia contará com sistemas de armazenamento de energia integrados, otimizando o uso da eletricidade sem comprometer a rede.
Desde março de 2024, a rede aberta da BYD forneceu mais de 7 mil MWh de energia, evitando a emissão de 8,1 mil toneladas de CO₂.
Esse avanço posiciona a BYD como protagonista na infraestrutura de recarga, elemento central para a rotina dos motoristas e para a expansão da mobilidade elétrica.
Na análise de mercado, a estratégia da BYD corrige um dos principais gargalos para a adoção dos elétricos: a falta de infraestrutura. Enquanto rivais como Tesla, Peugeot e Renault focam em veículos, a BYD aposta em criar um ecossistema completo.
Essa abordagem fortalece a competitividade da marca e amplia a confiança do consumidor, tornando a mobilidade elétrica mais viável no cotidiano.
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- Carregador DC (corrente contínua): tecnologia que permite recarga rápida diretamente na bateria, sem conversão interna.
- kWh (quilowatt-hora): unidade que indica a quantidade de energia fornecida ou armazenada, usada para medir autonomia e custo de recarga.
- MWh (megawatt-hora): equivalente a mil kWh, usado para medir grandes volumes de energia fornecida em redes de recarga.
