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Marcopolo inicia testes com o primeiro micro-ônibus híbrido elétrico-etanol do mundo

O Volare Attack 10 Híbrido, equipado com tecnologia de autonomia estendida, começa a operar em usinas da bp bioenergy para validar a eficiência do biocombustível na descarbonização do transporte.

A Marcopolo, em parceria estratégica com a Sertran Transportes e a bp bioenergy, deu início à operação assistida do Volare Attack 10 Híbrido – Elétrico/Etanol. O modelo representa um marco global ao unir a tração 100% elétrica com um gerador movido a etanol, eliminando a dependência de infraestrutura de recarga externa. Com foco em aplicações rurais e fretamento, o veículo entra em testes reais para comprovar sua viabilidade econômica e ambiental, posicionando a indústria brasileira de ônibus à frente de concorrentes globais na busca por soluções de baixo carbono e alta autonomia.

A tecnologia nacional aplicada ao Volare Attack 10 Híbrido utiliza uma arquitetura do tipo Range Extender (REX). Diferente dos híbridos paralelos, neste modelo o motor a combustão não traciona as rodas, servindo exclusivamente para carregar as baterias.

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O coração do sistema de tração é um motor elétrico de alta eficiência fornecido pela WEG, alimentado por um conjunto de baterias de até 120 kWh. Essa configuração garante o silêncio e o torque imediato característicos dos veículos elétricos.

Para garantir a autonomia em locais remotos, a Marcopolo integrou um motor 1.0 Turbo da HORSE, que opera como gerador. Movido a etanol, este propulsor trabalha sempre em sua faixa ideal de rotação, o que reduz drasticamente o consumo e as emissões.

A autonomia do micro-ônibus impressiona, variando entre 500 e 650 km. Essa característica é vital para a bp bioenergy, que utilizará o veículo no transporte de colaboradores em áreas de usinas, onde a logística de carregamento elétrico seria complexa.

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O projeto une a expertise de três gigantes: a Marcopolo no desenvolvimento técnico, a Sertran na operação logística e a bp bioenergy no fornecimento do combustível renovável. É um exemplo claro de economia circular aplicada à mobilidade.

Segundo a diretoria da Marcopolo, o modelo é uma solução escalável para a transição energética brasileira. O CAPEX (investimento inicial) é consideravelmente menor do que o de um ônibus elétrico puro, facilitando a adoção por frotistas.

A manutenção também promete ser um diferencial competitivo. Por não possuir ligação mecânica complexa entre o motor térmico e as rodas, o desgaste de componentes de transmissão é eliminado, reduzindo o custo operacional ao longo da vida útil.

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O sistema de freios sofre menos desgaste graças à frenagem regenerativa, que auxilia na recarga das baterias enquanto o veículo desacelera. Isso resulta em maior intervalo entre as trocas de pastilhas e lonas, aumentando a disponibilidade do ônibus.

A redução de ruído e vibração, conhecida tecnicamente como NVH, eleva o padrão de conforto para os passageiros e o motorista. A experiência a bordo é idêntica à de um veículo puramente elétrico, com a vantagem da liberdade do biocombustível.

Para a Sertran, a adesão ao projeto ocorreu pela sinergia ambiental. Utilizar um combustível produzido pelo próprio cliente final (etanol da bp) reforça o compromisso com a descarbonização e a eficiência no setor de transporte de passageiros.

A engenharia da Marcopolo acompanhará cada quilômetro rodado nesta fase de demonstração. O objetivo é realizar ajustes finos no software de gerenciamento de energia para otimizar ainda mais o consumo de etanol em condições reais de carga.

O uso do etanol é estratégico por ser um combustível renovável amplamente disponível no Brasil. Ao contrário do diesel, o biocombustível contribui para um ciclo de carbono quase neutro, já que a cana-de-açúcar absorve CO2 durante seu crescimento.

Com o Volare Attack 10, a marca Volare reafirma seu papel como referência em veículos compactos. O modelo prova que a transição energética não precisa depender exclusivamente de baterias gigantescas e carregadores ultrarrápidos.

A parceria demonstra que a bioenergia brasileira é uma ferramenta poderosa para o amadurecimento tecnológico do setor. O sucesso deste piloto pode abrir portas para a exportação desta tecnologia para outros países com matriz energética similar.

O futuro do transporte sustentável no Brasil ganha um novo capítulo com este micro-ônibus. É a engenharia nacional entregando “mecânica do jeito que você entende”: eficiente, autônoma e profundamente conectada com a realidade do nosso país.

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  • Range Extender (REX): Sistema em que um motor a combustão interna funciona apenas como gerador para carregar as baterias de um veículo elétrico, estendendo sua autonomia sem tracionar diretamente as rodas.
  • NVH (Noise, Vibration, and Harshness): Sigla técnica que mede os níveis de ruído, vibração e aspereza de um veículo, sendo um indicador direto do conforto e da qualidade construtiva do modelo.
  • CAPEX (Capital Expenditure): Refere-se aos investimentos em bens de capital, ou seja, o custo inicial de aquisição do veículo ou equipamento antes de considerar os custos de operação (OPEX).
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