A Bugatti eleva o patamar da exclusividade com o programa Sur Mesure para o Tourbillon, integrando materiais inéditos como tecidos de Kyoto e cristais na pintura. O foco da engenharia de materiais (CMF) é transformar o cockpit em uma peça de alta-relojoaria funcional, utilizando alumínio real, couro de curtimento ultra-macio e vidro moldado em peça única para o console central.
O novo Bugatti Tourbillon não é apenas um exercício de performance extrema, mas um manifesto de engenharia de materiais aplicada ao luxo.
A equipe de Color, Material and Finish (CMF) em Molsheim adotou a filosofia da alta-costura para ditar cada elemento tátil do veículo.
Diferente de modelos de produção em massa, no Tourbillon o cliente atua como um co-criador em sessões privadas no estúdio de Berlim.
A individualização alcançou um nível onde pigmentos de tinta podem ser enriquecidos com diamantes genuínos para efeitos visuais únicos.
Na engenharia de interiores, a Bugatti introduziu tecidos de Kyoto, no Japão, que misturam fios metálicos e tiras de papel washi.
Essa técnica milenar confere uma profundidade visual e uma suavidade que desafiam os padrões automotivos convencionais de durabilidade.
Outra inovação técnica é o uso de tecidos de malha que criam um efeito tridimensional ao capturar a luz em diferentes ângulos.
O logotipo EB foi sutilmente integrado à trama de um tecido exclusivo, disponível em quatro cores para manter a identidade da marca.
Fiel ao princípio da honestidade dos materiais, a Bugatti garante que o que parece metal é, de fato, alumínio sólido usinado.
O console central desafia a produção industrial ao utilizar uma peça única de vidro moldado, disponível em diversas tonalidades.
Esse componente exigiu uma colaboração intensa com especialistas para garantir resistência estrutural e transparência impecável.
O painel de instrumentos, inspirado na relojoaria suíça, utiliza placas traseiras intercambiáveis com acabamentos de nível de cronômetro.
O couro utilizado no interior passou por um novo processo de curtimento, resultando em uma textura significativamente mais macia ao toque.
Mesmo com toda essa sofisticação, os materiais precisam resistir às forças G e às variações térmicas de um carro de 1.800 cv.
No mercado brasileiro, tal nível de bespoke é comparável apenas a pouquíssimas unidades de colecionadores que frequentam o circuito de Pebble Beach.
O Tourbillon prova que a engenharia mecânica moderna não se resume a software, mas sim à excelência física e tátil absoluta.
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- CMF (Color, Material and Finish): Disciplina do design focada no desenvolvimento de cores, materiais e acabamentos para superfícies e texturas.
- Sur Mesure: Termo francês que significa “sob medida”, representando o programa de personalização extrema da Bugatti.
- Washi: Papel tradicional japonês, conhecido por sua resistência e fibras longas, aqui adaptado para integração em tecidos automotivos.
