A Ford alcançou um marco histórico no automobilismo mundial ao registrar o tempo de 6:15.59 no icônico circuito de Nordschleife, na Alemanha. O protagonista do feito foi o Ford GT Mk IV, uma edição limitada de apenas 67 unidades que representa o ápice da engenharia da marca. Ao contrário de modelos de produção em série, este monstro das pistas não possui homologação para vias públicas, o que permitiu aos engenheiros ignorar restrições de emissões e segurança para focar puramente em performance. Com este resultado, a Ford retoma o orgulho americano após as recentes disputas de recordes envolvendo o Corvette ZR1 e o Mustang GTD.
O novo recorde coloca o Ford GT Mk IV como o carro com motor de combustão interna, disponível para compra, mais rápido a já ter percorrido os mais de 20 km do circuito.
Para efeito de comparação, o tempo registrado pela Ford é quase 14 segundos mais veloz que o do Mercedes-AMG One, atual recordista entre os carros de produção legalizados para as ruas.
No ranking absoluto de Nürburgring, o bólido americano agora ocupa a terceira posição, ficando atrás apenas do elétrico Volkswagen ID.R e do protótipo híbrido Porsche 919 Hybrid Evo.
A performance avassaladora é fruto de um motor EcoBoost V6 biturbo de 3,8 litros, desenvolvido em parceria com a Roush-Yates, que entrega impressionantes 820 cavalos de potência.
A transmissão utilizada é uma unidade sequencial de 6 velocidades, projetada para trocas de marcha instantâneas que mantêm o motor sempre em sua faixa ideal de torque.
Diferente de um SUV convencional, o GT Mk IV utiliza uma suspensão com amortecedores Multimatic Adaptive Spool Valve, a mesma tecnologia de ponta aplicada no Mustang GTD.
O piloto de fábrica Frédéric Vervisch descreveu a experiência como “incomparável”, destacando a precisão cirúrgica do conjunto aerodinâmico em curvas de alta velocidade.
Um dado curioso revelado pela montadora é que o carro correu com um limitador de velocidade de 310 km/h, embora sua capacidade real ultrapasse os 330 km/h.
As condições climáticas durante a volta estavam abaixo da média de temperatura, o que sugere que o tempo de 6:15.59 poderia ser ainda menor em condições ideais de asfalto.
Cada uma das poucas unidades produzidas tem o preço estimado em US$ 1,7 milhão, posicionando o modelo como uma peça de coleção para entusiastas da Ford Racing.
A Ford superou marcas de peso no ranking de protótipos, deixando para trás nomes como o Lotus Evija X e o protótipo chinês Xiaomi SU7 Ultra.
A vitória em Nürburgring serve como uma resposta direta à concorrência da Chevrolet, que havia superado a Ford anteriormente com o Corvette.
A aerodinâmica do GT Mk IV é radical, com uma asa traseira gigante e difusores que colam o veículo ao solo, gerando níveis de downforce típicos de carros de Le Mans.
A sustentabilidade deste projeto está na eficiência térmica do motor EcoBoost, provando que o motor a combustão ainda tem fôlego para quebrar barreiras tecnológicas.
Embora não possa ostentar uma placa, o Ford GT consagra-se como o representante definitivo da velocidade americana no cenário global do automobilismo em 2026.
O sucesso em Nürburgring reforça a imagem da marca como uma potência em dirigibilidade e inovação mecânica extrema.
Com este recorde, a Ford encerra o debate sobre qual é o veículo de combustão mais rápido da América, estabelecendo um sarrafo altíssimo para os próximos anos.
Mecânica Online® – Mecânica do jeito que você entende.
- EcoBoost: Tecnologia de motores da Ford que combina injeção direta de combustível e turbocompressão para extrair alta potência de motores com cilindrada reduzida.
- Transmissão Sequencial: Tipo de câmbio manual automatizado onde o piloto seleciona as marchas em ordem (para cima ou para baixo), sem o padrão “H”, permitindo trocas muito mais rápidas.
- Downforce (Pressão Aerodinâmica): Força resultante do fluxo de ar que empurra o carro contra o solo, aumentando a aderência dos pneus e a velocidade em curvas.
