No cenário do agronegócio brasileiro, a Scania posiciona-se como a principal alternativa à hegemonia do diesel ao oferecer a linha de motores Ciclo Otto 100% a gás ou biometano, com potências de até 460 cv e torque de 2.300 Nm. O novo modelo RH 460 6×4 leva vantagem estratégica ao introduzir o conceito “mochilão”, que aumenta a capacidade dos cilindros de gás para suportar operações severas de cana e madeira sem comprometer a produtividade. Essa engenharia atende ao perfil do produtor rural que busca reduzir a pegada de carbono em até 90% utilizando o biometano gerado na própria fazenda, garantindo o menor custo total de operação (LCO) em comparação com modelos tradicionais de 150 toneladas de CMT.
A Scania exibe em seu estande de 600 metros quadrados quatro modelos de caminhões e um motor industrial de 9 litros, todos voltados para a máxima eficiência no ciclo do agro.
A grande novidade técnica é o RH 460 6×4 a gás/biometano, que pela primeira vez integra o sistema de tanques auxiliares (“mochilão”) à cabine R, elevando a autonomia para 450 km.
O conjunto de cilindros deste modelo foi ampliado para 8 x 118 litros mais 2 x 235 litros, permitindo que o caminhão opere em trajetos de longa distância com biometano.
Para operações fora de estrada, o Super G 560 6×4 XT destaca-se pelo torque de 2.800 Nm e uma capacidade máxima de tração (CMT) de 150 toneladas.
A linha Super rodoviária também está presente com os modelos 560 R 6×4 e 460 R 6×2, ambos indicados para transferência de cargas gerais com foco em economia de combustível.
A engenharia Scania reforça que seus motores a gás não são conversões do diesel; são unidades nativamente Ciclo Otto, o que garante menor ruído e desempenho consistente.
No uso real, o biometano apresenta-se como a solução mais viável para a cadeia sucroenergética, podendo ser extraído de resíduos agrícolas e lodo sanitário.
A análise de mercado indica que a Scania leva vantagem ao oferecer um ecossistema completo de serviços, incluindo locação, banco próprio e consórcio com taxas diferenciadas para a feira.
O programa Scania PRO e a Control Tower são demonstrados em um contêiner dedicado, focando na disponibilidade mecânica máxima durante a safra.
Para frotistas de modelos antigos, a marca lançou uma campanha de peças para os clássicos, com parcelamento via Scania Pay e garantia de dois anos para itens instalados na oficina.
O perfil de consumidor que a Scania atrai na Agrishow é o frotista tecnificado, que entende que a sustentabilidade ambiental está diretamente ligada à redução de custos por tonelada transportada.
Comparado aos concorrentes, o motor OC 09 de 9 litros para geração de energia mostra a versatilidade da marca em aplicações que vão da pecuária à petroquímica.
A análise técnica do chassi XT revela um PBT técnico de 35 toneladas, reforçando a vocação do modelo para o transporte pesado de cana e madeira em terrenos irregulares.
Investir na tecnologia de gás em 2026 é uma manobra de soberania energética, permitindo que o produtor rural transforme o passivo ambiental de resíduos em combustível de alto rendimento.
A perspectiva para o encerramento da feira em Ribeirão Preto é de um volume de negócios recorde, impulsionado pela procura massiva por soluções de baixa emissão de CO2.
- Potência: Até 560 cv (Modelos Super) e até 460 cv (Modelos a Gás).
- Torque: 2.800 Nm nos modelos de 560 cv e 2.300 Nm nos de 460 cv.
- Consumo: Redução drástica de custos operacionais via biometano.
- Autonomia SCR: Até 450 km na configuração RH 460 6×4 a gás (“mochilão”).
- Tração: Opções 6×2 e 6×4 com CMT de até 150 toneladas.
- Preço: Condições especiais de feira com parcelamento via Scania Pay.
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- Ciclo Otto: Tipo de motor de combustão interna onde a ignição ocorre por centelha (velas), diferente do ciclo Diesel que ocorre por compressão. É o padrão utilizado nos motores Scania a gás.
- CMT (Capacidade Máxima de Tração): Peso máximo que um caminhão é capaz de tracionar, somando o peso do veículo, da carreta e da carga.
- Conceito “Mochilão”: Configuração de tanques de combustível instalados verticalmente atrás da cabine do caminhão para aumentar a capacidade de armazenamento e autonomia.

