O Autódromo de Interlagos, em São Paulo, foi o cenário de duas baterias intensas na classe Elite da Copa Truck neste domingo (31), consagrando a vitória inédita de Mauricio Arias na prova de abertura e a redenção de Nic Giaffone na corrida complementar após uma ultrapassagem decisiva na última volta.
O gerenciamento de corrida em rodadas duplas exige dos comitês técnicos resiliência mecânica e capacidade de adaptação imediata, convertendo avarias estruturais de pista em layouts reconfigurados para a grelha invertida.
A pista paulistana reuniu arquibancadas cheias e camarotes movimentados para o GP Prometeon, atraindo o interesse de patrocinadores e personalidades do esporte. No âmbito da engenharia e dinâmica de pista, o dia foi marcado por disputas milimétricas em pontos críticos de frenagem.
Na primeira corrida do cronograma oficial, o pole position Nic Giaffone sustentou a liderança na largada, seguido por uma forte pressão de Djalma Pivetta. Contudo, detritos na pista decorrentes de um incidente na Curva do Sol forçaram a entrada do safety-truck.
Na relargada, múltiplos choques mecânicos na saída do S do Senna alteraram o posicionamento do pelotão dianteiro, prejudicando Pivetta e removendo Giaffone da liderança. Diante das avarias no para-choque de seu caminhão, Nic foi obrigado pela direção de prova a realizar uma parada nos boxes, perdendo contato com a dianteira.
A instabilidade abriu caminho para o triunfo de Mauricio Arias, que assumiu a ponta com o chassi Mercedes-Benz #811 da Tiger Team para receber a bandeira quadriculada pela primeira vez na carreira dentro da categoria de pesados.
O alinhamento final da bateria de abertura estabeleceu marcas importantes de recuperação, definindo as oito primeiras colocações de faturamento pontual da seguinte forma:
- 1º – Mauricio Arias (Tiger Team/Mercedes-Benz): 12 voltas em 29min04s275
- 2º – Ricardo Alvarez (R9 Competições/Volkswagen): Lançou-se do último posto da grelha devido a uma exclusão técnica na classificação para cruzar a escassos 12s958.
- 3º – Diogo Moscato (Scuderia Chiarelli/Iveco): Superou a ausência nos treinos de sábado para fechar a 14s415.
- 4º – Rodrigo Taborda (Vannucci Racing/Iveco): Consolidou o quarto posto a 22s692.
- 5º – Maicon Roncen (Tiger Team/Mercedes-Benz): Avançou no grid para finalizar a 35s736.
- 6º – Fabio Luiz (Tiger Team Race/Mercedes-Benz): Garantiu o sexto lugar a 39s203.
- 7º – Djalma Pivetta (Iveco Usual Racing/Iveco): Completou a prova a 43s020 após o revés da relargada.
- 8º – Thaline Chicoski (Cavaleiro Sports/Iveco): Finalizou a 1min10s024, assegurando o direito de abrir o grid na prova complementar.
Na segunda prova, estruturada sob a inversão regulamentar dos oito primeiros colocados, Thaline Chicoski puxou a fila do grid, mas foi superada por Pivetta nas primeiras curvas. Arias demonstrou forte ritmo dinâmico e rapidamente escalou do oitavo para o segundo posto.
Atrás deles, Nic Giaffone operava uma pilotagem agressiva de recuperação a bordo de seu caminhão Volkswagen da R9 Competições, largando da 11ª colocação para alcançar o pelotão de frente.
Nas voltas finais, Arias reassumiu o comando da prova, mas foi surpreendido na última volta na Curva do Café, zona onde Giaffone tangenciou por dentro para executar uma ultrapassagem espetacular, cruzando a linha de chegada na primeira colocação com a vantagem de 0s925.
Mauricio Arias chegou a receber uma penalização administrativa de 20 segundos decorrente de um toque com Giaffone, porém o comitê técnico da Tiger Team reverteu a sanção por meio de recurso desportivo, assegurando o seu segundo lugar oficial na folha de tempos.
Após o fechamento da rodada em Interlagos, a tabela de pontos extraoficial consolida a permanência de Maicon Roncen no topo da classificação da classe Elite:
- Maicon Roncen: 115 pontos
- Nicolas Giaffone: 104 pontos
- Ricardo Alvarez: 96 pontos
- Mauricio Arias: 89 pontos
- Thaline Chicoski: 80 pontos
“Mike Tyson já dizia que todo mundo tem um plano até tomar um soco na cara. Foi o que aconteceu. Tivemos de fazer o possível na primeira corrida e aí buscar evoluir na segunda. Deu meu máximo para entregar o caminhão da melhor forma possível e estou extremamente feliz com a vitória”, avalia o vencedor da corrida 2, Nic Giaffone.
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A temporada de 2026 da Copa Truck realiza agora uma interrupção temporária em seu calendário oficial em decorrência da Copa do Mundo, preparando o retorno das equipes para o mês de agosto.
A quinta rodada do certame nacional marcará a estreia oficial dos pesados na pista de Cuiabá (MT), em uma etapa noturna programada no recém-construído Autódromo Internacional do Mato Grosso entre os dias 1 e 2 de agosto.
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• Vitória Inédita: Mauricio Arias vence pela primeira vez na categoria pilotando o chassi Mercedes-Benz #811.
• Ultrapassagem Decisiva: Nic Giaffone garante o triunfo na corrida 2 com manobra por dentro na Curva do Café na última volta.
• Recuperação no Grid: Ricardo Alvarez parte da última colocação para alcançar o segundo lugar na prova de abertura.
• Sanção Revertida: Punição de 20 segundos aplicada a Arias foi cancelada após recurso técnico da Tiger Team.
• Liderança Mantida: Maicon Roncen sustenta o topo da classe Elite acumulando 115 pontos na tabela geral.
• Margem Estreita: A desvantagem pontual de Giaffone em relação ao líder da categoria está fixada em 11 pontos.
• Próximo Destino: Campeonato entra em pausa e retorna nos dias 1 e 2 de agosto para etapa noturna inédita em Cuiabá (MT).
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Safety-Truck – Veículo de segurança oficial de gerenciamento de pista que ingressa no traçado à frente dos competidores para neutralizar a velocidade dos caminhões de corrida em cenários de acidentes ou detritos na pista, garantindo a integridade dos fiscais e pilotos.
Grelha Invertida – Mecanismo desportivo que reorganiza o alinhamento inicial da segunda bateria invertendo a ordem de chegada dos primeiros colocados da corrida 1, com o objetivo de equilibrar as forças técnicas e ampliar as manobras de ultrapassagem.
Curva do Café – Seção clássica de raio longo e alta velocidade localizada na subida da reta dos boxes do Autódromo de Interlagos, exigindo estabilidade de chassi e precisão de trajetória para manter o motor turbodiesel em regime pleno de aceleração.

