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Ford Super Mustang Mach-E domina desafio em Goodwood 2026

Com marca recorde de 41,98 segundos, protótipo elétrico de 1.400 cv consolida a supremacia da Ford Racing no festival britânico.

Pilotado por Romain Dumas, o Super Mustang Mach-E superou todas as expectativas no Festival de Velocidade de Goodwood 2026, cravando um tempo que simulações de engenharia consideravam inatingível. A vitória marca o terceiro triunfo consecutivo da Ford Racing no evento, evidenciando a evolução técnica de seus protótipos eletrificados, que migraram da SuperVan 4.2 para a F-150 Lightning SuperTruck e, agora, para o Mach-E, integrando aprendizados críticos para o futuro da mobilidade elétrica e híbrida da marca.

O sucesso do Super Mustang Mach-E em Goodwood não é apenas uma vitória esportiva, mas uma demonstração de força da engenharia de alto desempenho aplicada à eletrificação.

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Desenvolvido em uma colaboração estratégica entre a Ford Racing e a STARD, o protótipo utiliza um sistema de propulsão composto por três motores STARD UHP de seis fases.

Este conjunto motriz entrega mais de 1.400 cv de potência, distribuídos de forma dinâmica pelas quatro rodas para garantir máxima tração na subida de 1,87 km.

Um diferencial técnico crucial para o desempenho do modelo é sua capacidade de frenagem regenerativa, que suporta até 710 kW.

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Esta tecnologia de recuperação de energia, alimentada por uma bateria de 50 kWh, permite gerenciar o fluxo térmico e elétrico de maneira agressiva durante os breves, porém intensos, 41,98 segundos de prova.

O tempo alcançado por Romain Dumas superou inclusive as previsões dos simuladores de performance da equipe, indicando que o conjunto aerodinâmico e a calibração do torque superaram as expectativas teóricas.

A vitória em Goodwood é a segunda grande conquista do Mach-E no ano, sucedendo o título de “Rei da Montanha” na lendária Pikes Peak, nos EUA.

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Este histórico de vitórias destaca a versatilidade da plataforma elétrica da Ford, capaz de brilhar tanto em subidas de montanha sinuosas quanto em circuitos curtos e técnicos.

O projeto atua como um laboratório de desenvolvimento, onde cada dado coletado é transposto para o aprimoramento de veículos de produção da linha elétrica e híbrida da montadora.

A marca reafirma seu compromisso com a transição energética no automobilismo, provando que motores elétricos podem entregar respostas mais rápidas e precisas que seus equivalentes a combustão em ambientes competitivos.

O desafio de Goodwood contou com a presença de 30 esportivos de elite, incluindo desde clássicos históricos como o Mercedes 120hp até a nova geração de monopostos de Fórmula E.

A competitividade contra o Fórmula E Gen4, que finalizou a prova em segundo lugar, sublinha a maturidade do projeto da Ford frente a tecnologias consagradas no mundo elétrico.

Além da potência bruta, o trabalho em parceria com a Pirelli foi fundamental para garantir o “grip” necessário no asfalto da propriedade rural, otimizando o contato dos pneus com o solo em cada curva.

A continuidade da Ford Racing no festival, mantendo o domínio por três anos seguidos com diferentes plataformas, reforça a robustez do departamento de automobilismo da marca em explorar arquiteturas eletrificadas.

O feedback de Romain Dumas, um piloto multicampeão, é integrado aos softwares de controle de tração, acelerando o desenvolvimento de sistemas de gerenciamento de energia mais eficientes.

“A engenharia automotiva aplicada a protótipos de alta performance como o Super Mustang Mach-E não busca apenas recordes, mas a validação de limites físicos que serão a base para a próxima geração de carros de rua da Ford. Com 1.400 cv e uma frenagem regenerativa capaz de absorver 710 kW, o carro opera em um regime térmico e elétrico que força o limite da ciência de materiais e da eletrônica de potência. O recorde em Goodwood é, na verdade, a validação de um novo patamar de eficiência energética que a marca levará para o consumidor final nos próximos anos”, analisa o Editor do Mecânica Online®, Tarcisio Dias.

Para acompanhar os bastidores do desenvolvimento automotivo e análises exclusivas do setor, siga @tarcisiomecanicaonline nas redes sociais.

Retrovisor Mecânica Online®

  • Motorização: Três motores STARD UHP de seis fases.
  • Potência: Mais de 1.400 cv de potência combinada.
  • Performance: 41,98 segundos (recorde em Goodwood 2026).
  • Bateria: 50 kWh com capacidade de frenagem regenerativa de 710 kW.
  • Histórico de vitórias: Terceiro ano consecutivo da Ford Racing em Goodwood (2024, 2025 e 2026).
  • Tração: Integral permanente com gerenciamento vetorial eletrônico.

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  • Frenagem Regenerativa – Sistema que inverte a função do motor elétrico durante a desaceleração, fazendo-o atuar como um gerador para recuperar energia cinética e recarregar a bateria.
  • Torque Vetorial (Torque Vectoring) – Tecnologia que controla a quantidade de torque enviada a cada roda individualmente, melhorando drasticamente o comportamento do carro em curvas.
  • Motor de seis fases – Evolução dos motores elétricos trifásicos, oferecendo maior densidade de potência e redundância, garantindo mais performance em aplicações de corrida.
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