O Leapmotor B10 Ultra-Híbrido chega às concessionárias brasileiras nesta quinta-feira (15) por R$ 179.990 em condição de lançamento. Com 218 cv, tração traseira e bateria de 18,8 kWh, o SUV utiliza um motor a gasolina apenas para gerar eletricidade, preservando a condução elétrica e ampliando a autonomia combinada para aproximadamente 900 km pelo ciclo WLTP.
Depois de estrear no Brasil como elétrico, o Leapmotor B10 ganha uma segunda alternativa de propulsão voltada principalmente ao consumidor que ainda se preocupa com infraestrutura de recarga em viagens.
A solução é semelhante à já oferecida pela marca no C10: o motorista pode recarregar a bateria na tomada ou simplesmente abastecer com gasolina quando precisar ampliar o alcance.
A partir desta quinta-feira, o público poderá conhecer o modelo e realizar test-drive nas concessionárias Leapmotor em todo o País.
Motor elétrico é sempre responsável pela tração
A principal diferença entre o B10 Ultra-Híbrido e um híbrido plug-in convencional está na arquitetura REEV, ou elétrico de autonomia estendida.
O motor traseiro elétrico entrega 218 cv e 240 Nm, equivalentes a aproximadamente 24,5 kgfm, sendo o responsável por movimentar o veículo.
Sob o capô existe um motor a gasolina, mas ele não possui a função de impulsionar diretamente as rodas.
Sua tarefa é gerar eletricidade quando necessário, reduzindo a dependência de pontos de recarga durante viagens.
Bateria de 18,8 kWh e cerca de 900 km
O sistema utiliza uma bateria de 18,8 kWh, que também pode ser carregada externamente.
Com a combinação entre energia armazenada na bateria e o gerador a gasolina, a Leapmotor informa aproximadamente 900 km de autonomia combinada pelo ciclo WLTP.
Esse conceito mantém características típicas da condução elétrica, como resposta imediata ao acelerador e funcionamento sem trocas de marcha associadas à tração.
Ao mesmo tempo, o combustível líquido funciona como uma reserva energética para trajetos nos quais a recarga não esteja disponível.
Sete airbags e Leap Pilot
A segurança aparece como outro argumento do B10 Ultra-Híbrido.
O modelo possui sete airbags e estrutura formada por diferentes tipos de aço para aumentar a proteção dos ocupantes.
O pacote Leap Pilot de nível 2 reúne controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres e ciclistas e assistência de manutenção em faixa.
Há ainda monitoramento de ponto cego, alerta de tráfego cruzado, reconhecimento de placas e farol alto automático.
Tela de 14,6 polegadas e áudio de 840 W
A cabine é concentrada ao redor da central multimídia de 14,6 polegadas, com Android Auto e Apple CarPlay sem fio.
O sistema também controla modos de condução, gerenciamento energético, climatização e diferentes configurações do veículo.
As imagens do sistema de câmeras com visão 360 graus são exibidas pela mesma tela.
O sistema de áudio 7.1 oferece 840 W, 12 alto-falantes e subwoofer.
Revestimento hipoalergênico
Entre os diferenciais internos está o revestimento dos bancos com certificação OEKO-TEX®, desenvolvido com atenção à presença de substâncias potencialmente prejudiciais.
A proposta pode ter apelo especialmente para famílias com crianças e animais de estimação.
Na configuração Ultra-Híbrida, os bancos dianteiros também possuem ajustes elétricos.
Análise Mecânica Online® com Tarcisio Dias – O B10 Ultra-Híbrido chega por R$ 179.990 com uma proposta tecnicamente interessante para o momento atual do mercado brasileiro, porque tenta resolver uma das principais barreiras percebidas pelo consumidor de carros elétricos: a autonomia em viagens.
O aspecto mais importante é compreender que estamos diante de um elétrico com extensor de autonomia, e não simplesmente de mais um híbrido convencional.
Como apenas o motor elétrico movimenta as rodas, a resposta do acelerador e a característica de condução permanecem próximas às de um elétrico mesmo quando o motor a gasolina entra em funcionamento.
Isso também simplifica a lógica para o usuário: quando existe infraestrutura, recarrega-se a bateria; quando a viagem exige maior alcance, existe a possibilidade de abastecer o tanque.
Os aproximadamente 900 km pelo WLTP tornam essa arquitetura especialmente interessante para um país de dimensões continentais e com infraestrutura de carregamento ainda bastante desigual entre as regiões.
O preço de R$ 179.990 será outro ponto relevante porque coloca uma tecnologia relativamente sofisticada dentro de uma faixa bastante competitiva entre os SUVs médios eletrificados.
Também merece destaque o pacote de série, com sete airbags, Leap Pilot nível 2, multimídia de 14,6 polegadas, áudio de 840 W e câmeras 360 graus.
A bateria de 18,8 kWh é menor que a encontrada em alguns PHEVs destinados a longos percursos elétricos, mas aqui ela faz parte de uma estratégia diferente: o motor térmico existe essencialmente para ampliar o alcance sem alterar a forma elétrica de propulsão.
O grande teste será observar consumo com a bateria descarregada, eficiência do gerador em estrada, ruído do motor térmico e comportamento do gerenciamento energético, elementos essenciais para entendermos a vantagem real do REEV no uso brasileiro.
Para acompanhar avaliações, consumo real e novidades dos modelos eletrificados, siga @tarcisiomecanicaonline.
RETROVISOR MECÂNICA ONLINE® – ENTENDA O QUE ESTÁ POR TRÁS DA NOTÍCIA
Preço: B10 Ultra-Híbrido chega por R$ 179.990 em condição de lançamento.
Potência: motor elétrico traseiro entrega 218 cv e 240 Nm.
Bateria: capacidade de 18,8 kWh.
Autonomia: aproximadamente 900 km combinados pelo ciclo WLTP.
Segurança: sete airbags e pacote Leap Pilot de assistência de nível 2.
Disponibilidade: concessionárias começam a receber o público para conhecer e testar o modelo a partir desta quinta-feira (15).
MECÂNICA ONLINE® — MECÂNICA DO JEITO QUE VOCÊ ENTENDE
REEV: veículo elétrico de autonomia estendida, no qual um motor a combustão produz eletricidade para aumentar o alcance.
Extensor de autonomia: motor térmico utilizado como gerador, sem ligação direta com a tração das rodas.
Tração traseira elétrica: motor elétrico instalado no eixo posterior é responsável por movimentar o veículo.
WLTP: ciclo padronizado utilizado para estimar consumo e autonomia; seus resultados não devem ser comparados diretamente aos de outros ciclos de homologação.

