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Brasileiro prioriza preço e economia e adia compra de veículos elétricos

Apesar do avanço da tecnologia e da ampliação de modelos no mercado, o alto custo e a autonomia ainda afastam o consumidor nacional da eletrificação, que prioriza o preço e a economia de combustível na hora da compra.

O futuro da eletrificação veicular no Brasil ainda é incerto, conforme revela uma pesquisa do banco BV em parceria com a Consumoteca. Apenas 7% dos consumidores brasileiros manifestam a intenção de comprar um carro elétrico em sua próxima aquisição, priorizando fatores como conforto, preço e economia de combustível em detrimento da baixa emissão de poluentes, que é valorizada sobretudo nas classes de maior poder aquisitivo.

A pesquisa inédita “A relação do brasileiro com o carro”, encomendada pelo banco BV à consultoria Consumoteca, revela que o futuro da eletrificação ainda está distante da realidade da maioria dos brasileiros.

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O estudo, realizado entre 5 e 9 de junho de 2025 com 2.000 pessoas em todas as regiões do país, mostra que apenas 7% dos consumidores têm a intenção de adquirir um carro elétrico em sua próxima compra.

Fatores tradicionais como conforto (42%), preço (38%) e economia de combustível (37%) lideram de forma expressiva a lista de prioridades do consumidor nacional.

Em contrapartida, a baixa emissão de poluentes, um dos principais argumentos da transição energética, foi mencionada por apenas 18% dos entrevistados como critério decisivo.

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Isso demonstra que os aspectos financeiros e práticos continuam a determinar a escolha do veículo no Brasil, em um comportamento de mercado focado no custo-benefício imediato.

A sondagem aponta que o interesse por carros elétricos e híbridos está predominantemente concentrado nas classes A e B.

Nesses segmentos de maior renda, a sustentabilidade e a inovação tecnológica são percebidas também como símbolos de status e sofisticação, diferenciando-se das demais classes.

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Já nas classes C, D e E, que representam a maior parte da população, as preocupações são mais imediatas, prevalecendo o custo do veículo, a manutenção acessível e as condições de financiamento.

A pesquisa evidencia, portanto, que no Brasil real, o chamado consumo consciente e o foco em sustentabilidade acabam sendo um privilégio das classes de maior poder aquisitivo.

O mercado de veículos elétricos no Brasil ainda é, majoritariamente, um nicho de alto poder aquisitivo, com preços de entrada superiores aos de modelos a combustão e poucas opções de financiamento.

Apesar da baixa intenção de compra imediata, a pesquisa mostra que metade da população (50%) demonstra interesse em modelos elétricos com preços mais baixos.

Além disso, 47% dos entrevistados valorizam a autonomia para longas viagens, uma preocupação direta com a infraestrutura de recarga ainda limitada no país.

Esta demanda reprimida por preço e autonomia sugere que o mercado pode reagir rapidamente caso os fabricantes consigam superar as barreiras de custo de aquisição e de alcance.

Jamil Ganan, Diretor de Negócios de Varejo do banco BV, aponta que a perspectiva dos preços dos carros elétricos pode mudar o cenário.

Segundo o diretor, os veículos elétricos mais recentes já estão chegando ao mercado com preços mais acessíveis e oferecendo uma autonomia significativamente maior que modelos de anos anteriores.

No entanto, o custo de aquisição dos elétricos ainda se mostra como uma grande desvantagem em relação aos modelos a combustão, que dominam o segmento de veículos leves usados, no qual o banco BV é líder em financiamento há 12 anos.

Como análise de mercado, o IBV Auto, indicador do banco BV, revela que os veículos elétricos de 2022 já acumulam uma desvalorização de 46,6% desde o lançamento até agosto, um dado importante para quem busca preço e pode influenciar a aceitação no futuro.

A desvalorização elevada pode ser vista como uma vantagem para o mercado de usados, que passará a ter modelos mais acessíveis, mas representa uma desvantagem para o comprador do veículo zero quilômetro.

Os fabricantes que investem em modelos híbridos flex podem ter uma vantagem estratégica ao oferecer uma tecnologia de transição que atende à prioridade nacional de economia de combustível e utiliza o etanol.

Apesar da entrada de montadoras chinesas com modelos mais competitivos em preço e tecnologia, a pesquisa do banco BV reforça que o brasileiro ainda toma a decisão de compra principalmente pelo bolso.

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Eletrificação – É o processo de substituir motores a combustão por motores elétricos em veículos, visando a redução do consumo de combustíveis fósseis e da emissão de poluentes.

Autonomia – É a distância máxima que um veículo, especialmente o elétrico, pode percorrer com uma carga completa de bateria ou um tanque cheio de combustível.

Transição Energética – Refere-se à mudança na matriz de energia, neste contexto automotivo, focando na substituição de combustíveis derivados de petróleo por fontes mais limpas, como a eletricidade.

Híbrido – Veículo que combina pelo menos dois tipos de motorização para propulsão, sendo a mais comum a combinação de um motor a combustão (gasolina/etanol) e um ou mais motores elétricos.

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