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Gerdau lança linha NewEco: aço de baixa emissão para acelerar a descarbonização industrial

Maior produtora de aço do Brasil utiliza reciclagem de sucata e energia 100% renovável para oferecer produtos com pegada de carbono 50% menor que a média global do setor.

A Gerdau anunciou hoje, 9 de abril de 2026, o lançamento da marca Gerdau NewEco, uma solução de aço de baixa emissão de carbono projetada para atender setores estratégicos como o automotivo e o de construção civil. Com uma matriz produtiva baseada na economia circular e no uso de fontes renováveis, a nova linha reforça a posição da companhia na vanguarda da sustentabilidade global, oferecendo aos clientes uma ferramenta competitiva para reduzir suas emissões de Escopo 3 e se alinharem às metas de transição energética.

O lançamento da linha Gerdau NewEco ocorre em um momento em que a indústria automotiva brasileira acelera o desenvolvimento de veículos híbridos e elétricos, onde a sustentabilidade dos materiais é tão importante quanto a eficiência dos motores. Para o CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, a nova solução é um passo fundamental para fortalecer a competitividade dos clientes que enfrentam pressões crescentes por produtos ambientalmente responsáveis.

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A base tecnológica dos aços NewEco reside na reciclagem. Atualmente, a Gerdau é uma das maiores recicladoras da América Latina, transformando 10 milhões de toneladas de sucata por ano em aço novo. Cerca de 70% da produção total da empresa já utiliza esse modelo de economia circular, que exige significativamente menos energia do que a produção de aço a partir do minério de ferro em altos-fornos tradicionais.

No setor automotivo, a dirigibilidade e a segurança dos novos modelos dependem de aços de alta resistência. A linha NewEco mantém as propriedades técnicas exigidas para componentes estruturais e de suspensão, mas com o diferencial de uma pegada de carbono auditada de apenas 0,85 t de CO₂e por tonelada de aço. Esse valor representa cerca de metade da média mundial da indústria siderúrgica, segundo a Associação Mundial do Aço (worldsteel).

A análise de mercado indica que o uso de aço “verde” será um critério decisivo para montadoras que exportam para mercados com legislações ambientais rigorosas, como a Europa. Ao adotar a linha NewEco, fabricantes instalados no Brasil podem garantir que a matéria-prima de seus veículos contribua positivamente para o ciclo de vida total do produto, desde a fundição até a rodagem final.

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A sustentabilidade da operação é garantida pelo uso de energia elétrica 100% renovável. A Gerdau tem investido pesadamente em parques solares e eólicos para alimentar suas usinas, reduzindo as emissões de Escopo 2. Além disso, a empresa estabeleceu a meta de reduzir sua intensidade de emissões para 0,82 t de CO₂e até 2031, consolidando-se como uma das referências mundiais em baixa emissão na siderurgia.

Para a engenharia automotiva, a substituição do aço convencional pelo NewEco não exige alterações nos processos de estamparia ou soldagem, facilitando a transição imediata para as frotas em desenvolvimento. Isso é essencial para modelos equipados com tecnologias de assistência à condução (ADAS), onde a integridade estrutural do chassi é fundamental para o funcionamento dos sensores de segurança.

Em termos de transparência, a intensidade de emissões da nova linha é medida por metodologias globais e auditada por terceira parte. Isso oferece segurança jurídica e técnica para as empresas que precisam reportar seus avanços em relatórios de sustentabilidade (ESG). A transparência é um ativo valioso em um mercado onde o “greenwashing” é combatido com rigor por investidores e consumidores.

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A trajetória da Gerdau reflete uma mudança de paradigma na indústria de base brasileira. O aço, antes visto como um setor de difícil descarbonização, torna-se agora um aliado da mobilidade sustentável. Com a linha NewEco, a empresa não fornece apenas metal, mas sim uma solução de engenharia que viabiliza o desenvolvimento de produtos alinhados ao futuro do planeta.

Finalizando, a Gerdau NewEco posiciona a siderurgia brasileira como líder em inovação ambiental. Em um cenário de transição para uma economia de baixo carbono, a capacidade de reciclar e produzir com energia limpa torna-se o principal diferencial competitivo para o setor de transportes e infraestrutura.

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  • Pegada de Carbono: É a medida da quantidade total de gases de efeito estufa (como o CO₂) emitidos durante a produção de um item. No caso do aço NewEco, ela é auditada para garantir precisão nos dados de descarbonização.
  • Escopos 1 e 2: O Escopo 1 refere-se às emissões diretas da própria empresa (queima de combustíveis, por exemplo). O Escopo 2 refere-se às emissões indiretas ligadas à compra de energia elétrica utilizada na produção.
  • Economia Circular: Modelo de produção que foca na reciclagem e reutilização de materiais (como a sucata ferrosa), evitando que resíduos sejam descartados e reduzindo a necessidade de extrair novos recursos naturais.
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