Ricardo Bastos foi reeleito por unanimidade para um mandato de dois anos à frente da ABVE, liderando a chapa “Brasil na Liderança da Mobilidade Sustentável”. O executivo projeta um mercado de 300 mil emplacamentos de veículos leves eletrificados para este ano, com participação de 30% até 2030. As novas metas incluem a eletrificação do transporte de carga e a criação de um Plano Nacional de Eletromobilidade que integre o baixo carbono ao desenvolvimento nacional.
A reeleição de Ricardo Bastos na ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) ocorre em um momento de consolidação tecnológica no mercado nacional.
O novo mandato, que se estende até abril de 2028, foca na transição de um mercado emergente para o protagonismo da mobilidade sustentável global.
Durante a Assembleia Geral, a chapa única destacou que a infraestrutura de recarga já é uma realidade crescente nas principais capitais do Brasil.
Os dados do primeiro trimestre de 2026 sustentam a projeção otimista de 300 mil emplacamentos para o fechamento deste ciclo anual.
A meta de atingir 30% de market share antes de 2030 coloca a engenharia automotiva brasileira em rota de colisão positiva com padrões europeus.
Além dos veículos leves, a gestão Bastos prioriza agora o avanço nos ônibus elétricos, com destaque para a frota em operação em São Paulo.
No Rio de Janeiro, a micromobilidade elétrica tem apresentado os maiores índices de crescimento orgânico, mudando a dinâmica do trânsito urbano local.
Um ponto crítico do novo mandato será a criação de normas técnicas para a instalação de carregadores em edifícios residenciais e comerciais.
Mecanicamente, a eletrificação do transporte de carga urbana e intermunicipal é o próximo grande desafio para a redução de custos logísticos.
O executivo defende que o Brasil possui condições climáticas e matriz energética favoráveis para liderar a descarbonização do setor de transportes.
A articulação junto às autoridades visa a aprovação de um Plano Nacional de Eletromobilidade, integrando políticas públicas e incentivos fiscais.
A ABVE reforça que a eletrificação já não é uma promessa, mas uma realidade industrial que demanda mão de obra técnica qualificada no país.
Para o setor de engenharia, isso representa uma mudança na arquitetura dos sistemas de propulsão e nos protocolos de manutenção preventiva.
A segurança e a padronização dos conectores de recarga são temas centrais para garantir a interoperabilidade das redes públicas e semipúblicas.
Com a posse imediata, a diretoria assume o compromisso de manter o transporte de baixo carbono no centro da estratégia de desenvolvimento nacional.
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- Market Share: Termo em inglês para “participação de mercado”, que indica a porcentagem de vendas de uma empresa ou tecnologia em relação ao total do setor.
- Interoperabilidade: Capacidade de diferentes sistemas e infraestruturas operarem de forma conjunta, permitindo que um veículo elétrico carregue em qualquer rede de eletropostos.
- Baixo Carbono: Refere-se a tecnologias ou processos que emitem quantidades mínimas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, mitigando o aquecimento global.
