O Salão de Pequim 2026 funciona como uma vitrine direta para o consumidor brasileiro, já que marcas como BYD e GWM utilizam o evento para apresentar tecnologias que chegam ao Brasil em menos de 12 meses. Entre os destaques estão o novo BYD Great Tang, com 784 cv e autonomia de 950 km, e a nova ofensiva da GWM com a linha Tank e Wey, além do SUV Geely EX5, que já tem produção nacional confirmada. O evento também marca o interesse de novas gigantes, como a Dongfeng, em iniciar operações no país ainda este ano.
A BYD apresenta em Pequim o novo Great Tang, SUV de 7 lugares que chegará ao Brasil como o novo topo de linha, oferecendo 784 cv de potência combinada.
O BYD Song Pro, que já conta com produção iniciada no Brasil, exibe em Pequim o novo design frontal com faróis mais afilados que veremos nas ruas brasileiras em breve.
A GWM confirmou 12 lançamentos para o mercado brasileiro em 2026, com os modelos Tank 700 e Wey G9 ganhando destaque no salão chinês antes do desembarque oficial.
O Geely EX5, um SUV médio elétrico, é uma das estrelas de Pequim e já tem o passaporte carimbado para ser o primeiro modelo nacional da marca no Brasil.
A Caoa Chery monitora de perto o novo Tiggo 9, SUV luxuoso que foi flagrado em testes no Brasil e deve ser posicionado acima de R$ 320 mil em nosso mercado.
O sedã de luxo Arrizo 8 Hybrid também é uma aposta forte para 2026, buscando competir no segmento premium com tecnologia híbrida plug-in de última geração.
A Xiaomi, que registrou crescimento global, exibe o SU7 e novas variantes que despertam interesse de importadores independentes e da própria representação oficial no Brasil.
A gigante Dongfeng aproveita o evento para consolidar sua chegada ao Brasil, planejando trazer marcas como a Nammi para concorrer no segmento de elétricos de entrada.
O mercado brasileiro de picapes médias será impactado pela exibição de novos conceitos chineses que visam desafiar a liderança da Toyota Hilux e Ford Ranger.
A análise técnica indica que a maioria dos lançamentos para o Brasil terá motorização Híbrida Flex, adaptando a tecnologia chinesa ao nosso combustível vegetal.
O uso da plataforma DM-i da BYD em solo nacional será atualizado com os dados coletados nos novos modelos Ocean (Seal 08 e Sealion) expostos no salão.
Diferente de décadas passadas, os carros que o brasileiro verá em Pequim não são “populares”, mas veículos de alto valor agregado e tecnologia ADAS nível 2.5.
A infraestrutura brasileira de carregamento deve acelerar com a chegada desses modelos de maior autonomia, que exigem carregadores rápidos de corrente contínua (DC).
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Resumo técnico em pontos-chave:
• BYD Great Tang: SUV de 7 lugares com 784 cv e 950 km de autonomia.
• GWM Tank 700: Off-road de luxo com motor 3.0 V6 híbrido de 524 cv.
• Geely EX5: Primeiro elétrico da marca com produção confirmada no Brasil.
• Caoa Chery Tiggo 9: SUV de luxo cotado para o topo da pirâmide nacional.
• Híbridos Flex: Tecnologia chinesa adaptada ao etanol para o mercado local.
• Novas Marcas: Dongfeng e Changan (via Caoa) confirmam operação brasileira.
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Híbrido Flex é a tecnologia que combina motores elétricos com um motor a combustão capaz de queimar gasolina ou etanol em qualquer proporção, exclusiva para o mercado brasileiro.
ADAS (Advanced Driver Assistance Systems) são sistemas auxiliares ao motorista, como frenagem de emergência, assistente de faixa e controle de cruzeiro adaptativo, presentes em quase todos os modelos de Pequim.
Plataforma DM-i (Dual Mode intelligent) é a arquitetura híbrida plug-in da BYD focada em eficiência, onde o motor elétrico é o protagonista na maior parte do tempo de condução.

