A Stellantis encerrou o primeiro trimestre de 2026 na liderança das exportações automotivas do Brasil, com 34,4 mil veículos enviados ao exterior. O Polo Automotivo de Betim (MG) foi o maior protagonista, respondendo por 19.213 unidades embarcadas, seguido por Goiana (PE) com 9.604 e Porto Real (RJ) com 5.620 veículos. Na produção nacional, a companhia registrou alta de 3,3% no acumulado do ano, totalizando 197.715 unidades fabricadas no país. O desempenho é sustentado pelo histórico ciclo de investimentos de R$ 32 bilhões (2025-2030), que foca na autonomia local e na competitividade de um portfólio multimarcas diversificado.
A liderança em exportação reforça a capacidade técnica da Stellantis em adaptar seus produtos para as variadas demandas de infraestrutura e mercado da América do Sul.
O crescimento de 10,3% nas exportações em relação ao último trimestre de 2025 demonstra uma eficiência logística superior e a força das marcas Fiat, Jeep, RAM e Citroën.
Em Betim, a picape Fiat Strada (comercializada como RAM 700 em mercados externos) manteve o protagonismo absoluto com 9,1 mil unidades enviadas ao exterior.
O Polo Automotivo de Goiana teve no Jeep Compass o seu principal ativo de exportação, somando 3,2 mil unidades destinadas aos países vizinhos.
Já a unidade de Porto Real, no Rio de Janeiro, consolidou o Citroën C3 como seu modelo mais exportado, totalizando 2,4 mil veículos no trimestre.
A produção total de 197.715 veículos no Brasil evidencia a robustez de uma base industrial que opera com alta escala e automação.
O Polo de Betim continua sendo o coração produtivo da marca no país, com 125.453 unidades fabricadas entre janeiro e março de 2026.
Em Pernambuco, a planta de Goiana produziu 57.864 veículos, enquanto Porto Real somou 14.398 unidades produzidas no mesmo período.
O atual ciclo de investimentos de R$ 32 bilhões é o maior da história da indústria automotiva na região, visando a descarbonização e novos sistemas de propulsão.
A autonomia local permite à Stellantis desenvolver soluções de engenharia regional, ajustando suspensões e transmissões para o severo uso das estradas sul-americanas.
O portfólio multimarcas permite que a companhia ocupe diferentes nichos de mercado, desde o varejo de compactos até o segmento de utilitários de luxo.
A eficiência produtiva nos três polos industriais é garantida por sistemas de Manufatura Avançada, com alta integração de fornecedores locais (foster hubs).
Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, destaca que o Brasil é o pilar estratégico para atender as necessidades específicas de clientes em toda a região.
A Stellantis planeja manter a liderança em volume de vendas na América do Sul através da renovação constante de produtos e da expansão tecnológica.
A escala industrial alcançada permite que a empresa amortize custos fixos e invista em novas arquiteturas de veículos híbridos e elétricos (Bio-Hybrid).
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A análise técnica do setor indica que a flexibilidade das linhas de montagem da Stellantis é um diferencial competitivo crucial diante da concorrência asiática.
O volume de exportações ajuda a equilibrar o balanço financeiro da empresa contra as variações cambiais, protegendo a rentabilidade da operação brasileira.
A integração dos polos industriais com tecnologias de Indústria 4.0 garante que o padrão de qualidade dos carros exportados seja o mesmo do mercado interno.
O desfecho do primeiro trimestre coloca a Stellantis em uma posição de vantagem para cumprir as metas anuais de produção e participação de mercado.
O desempenho da Stellantis no primeiro trimestre de 2026 prova que a escala industrial é a melhor defesa em um mercado competitivo. Ao produzir quase 200 mil veículos e liderar as exportações, a companhia valida sua estratégia de autonomia local.
O fato de a Fiat Strada ser o modelo mais exportado mostra a maturidade de um projeto de engenharia “pau para toda obra”, que encontra eco em toda a América Latina. No uso real, a capacidade de fabricar produtos multimarcas em uma mesma base industrial com alta eficiência é o que permite sustentar o bilionário ciclo de investimentos atual.
A autoridade técnica da Stellantis reside justamente nessa hibridização de competências: escala de gigante com a agilidade de desenvolvimento regional.
• Produção Total – 197.715 veículos fabricados no Brasil no 1º trimestre de 2026
• Volume de Exportação – 34,4 mil unidades enviadas ao exterior (Alta de 10,3%)
• Destaque Betim – Líder com 125.453 carros produzidos e 19.213 exportados
• Fiat Strada/Ram 700 – Modelo mais exportado de Betim, com 9,1 mil unidades
• Jeep Compass – Protagonista das exportações em Goiana (PE), com 3,2 mil unidades
• Ciclo de Investimentos – R$ 32 bilhões planejados para o período 2025-2030
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Polo Automotivo: Complexo industrial que reúne a montadora principal e um cinturão de fornecedores (Sistemistas) para otimizar a logística e a produção.
Exportação (Embarques): Ato de enviar produtos para mercados fora das fronteiras nacionais, essencial para o equilíbrio da balança comercial da indústria.
Escala Industrial: Capacidade de produzir grandes volumes de bens, resultando na diluição de custos fixos e no aumento da competitividade de preço.

