Um aditivo de radiador capaz de proteger o motor contra congelamento a -64°C parece exagero para o clima brasileiro, mas o número revela algo importante sobre até onde a engenharia térmica automotiva já avançou. A Behr acaba de lançar uma linha que promete durar oito anos em caminhões sem precisar de troca — praticamente o tempo de vida útil de boa parte da frota pesada em operação. Entender a diferença entre as duas versões do produto ajuda a decidir qual delas realmente atende ao seu veículo.
A Behr apresenta sua nova linha de aditivos ICEMAX, desenvolvida para aplicações de alta performance em veículos leves (LV) e pesados (HD), disponível em embalagens de 1 e 5 litros.
Com formulação orgânica, disponível em versões concentrada e diluída, o produto foi criado para atender às exigências térmicas dos motores atuais, oferecendo proteção anticongelante, antifervura e antibolhas.
Segundo Fernanda Pires, Analista de Desenvolvimento de Produto da MAHLE, a solução combina máxima proteção ao sistema de arrefecimento com elevada eficiência térmica, assegurando controle de temperatura e prevenção contra congelamento, ebulição, corrosão e cavitação.
Um dos diferenciais da linha é a formulação com monoetilenoglicol (MEG), que amplia a faixa de proteção térmica do sistema de arrefecimento, auxiliando na prevenção de congelamento, ebulição e corrosão.
Para Vinícius Moraes, Head América do Sul de Portfolio Expansion, o próprio nome ICEMAX remete à máxima eficiência em refrigeração, destacando a capacidade do produto de manter o motor em temperaturas ideais mesmo sob condições extremas.
Aditivo concentrado x diluído – O aditivo concentrado ICEMAX foi desenvolvido para ser misturado à água desmineralizada antes da aplicação no sistema de arrefecimento, oferecendo maior flexibilidade na preparação da solução e atendendo a especificações de diferentes fabricantes.
Nessa versão, o produto oferece proteção contra congelamento de até -64°C e elevação do ponto de ebulição de até +136°C, dependendo da proporção de mistura e das condições de operação do sistema.
Já o aditivo diluído ICEMAX vem pronto para uso, com a proporção ideal de água desmineralizada e aditivo já definida pelo fabricante, garantindo praticidade e evitando erros de mistura.
Na versão diluída, o ICEMAX garante proteção anticongelante de até -18°C e resistência antifervura de até +126°C.
A escolha entre diluído e concentrado não altera a função principal do produto — proteger o sistema de arrefecimento contra corrosão, superaquecimento e congelamento —, mas oferece níveis diferentes de conveniência e flexibilidade ao usuário.
Essa estabilidade térmica ganha relevância em temperaturas extremas: enquanto a água pura congela a 0°C e pode entrar em ebulição com mais facilidade em situações severas, o aditivo permite que o motor opere de forma segura tanto no frio intenso quanto sob altas cargas e temperaturas elevadas.
Durabilidade e funções adicionais – Além do controle térmico, o aditivo também atua na lubrificação de componentes internos, contribui para a proteção de mangueiras, vedações e demais componentes elastoméricos do sistema, e auxilia na identificação de possíveis vazamentos.
A vida útil do ICEMAX varia conforme a aplicação: em veículos leves, a durabilidade chega a 5 anos ou 241.000 km; em veículos pesados, atinge 8 anos ou 1.600.000 km.
Segundo a Behr, aditivos de tecnologia inorgânica normalmente apresentam intervalos de troca menores, enquanto os orgânicos — como o ICEMAX — oferecem maior durabilidade e estabilidade química.
A linha também é livre de fosfato, silicato e borato, características que reduzem a formação de resíduos e melhoram a eficiência do sistema de arrefecimento.
O produto foi desenvolvido para atender aplicações severas, sendo indicado para motores modernos equipados com sistemas avançados de gerenciamento térmico e controle de emissões, incluindo tecnologias EGR e SCR, presentes em veículos que operam em altas temperaturas.
O ICEMAX atende aos padrões de performance de grandes fabricantes globais, segundo a empresa.
Análise Mecânica Online® com Tarcisio Dias – A diferença de faixa térmica entre as duas versões é o dado técnico mais relevante: -64°C no concentrado contra -18°C no diluído mostra que a escolha entre as duas opções deve considerar diretamente o clima e a operação do veículo, não apenas praticidade.
Durar até 1,6 milhão de km em veículos pesados é número que impressiona, mas faz sentido dentro da lógica de custo operacional de frotas: menos trocas significam menos parada de veículo e menos mão de obra dedicada à manutenção do sistema de arrefecimento.
Ser livre de fosfato, silicato e borato é detalhe técnico que vai além do marketing: esses elementos, presentes em aditivos mais antigos, tendem a formar resíduos que reduzem a eficiência de troca térmica ao longo do tempo.
Segue a ficha técnica resumida das duas versões do ICEMAX:
| Item | Versão Concentrada | Versão Diluída |
|---|---|---|
| Uso | Misturar com água desmineralizada | Pronto para uso |
| Proteção anticongelante | Até -64°C | Até -18°C |
| Resistência antifervura | Até +136°C | Até +126°C |
| Durabilidade (veículos leves) | Até 5 anos / 241.000 km | Até 5 anos / 241.000 km |
| Durabilidade (veículos pesados) | Até 8 anos / 1.600.000 km | Até 8 anos / 1.600.000 km |
Para quem decide entre as duas versões, a recomendação prática é simples: operação em clima mais extremo ou necessidade de ajuste fino pede o concentrado; praticidade e menor risco de erro de mistura favorecem o diluído.
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Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia
O lançamento: a Behr apresenta a linha de aditivos ICEMAX para veículos leves e pesados.
As duas versões: concentrada (misturar com água) e diluída (pronta para uso).
A proteção térmica: até -64°C no concentrado e -18°C no diluído, contra congelamento.
A durabilidade: até 5 anos em veículos leves e 8 anos em veículos pesados.
O diferencial químico: fórmula livre de fosfato, silicato e borato, reduzindo formação de resíduos.
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Monoetilenoglicol (MEG): composto químico usado em aditivos de arrefecimento para ampliar a faixa de proteção térmica do motor.
Cavitação: formação de bolhas de vapor dentro do sistema de arrefecimento, que pode danificar componentes internos do motor.
EGR (Recirculação dos Gases de Escape): sistema que redireciona parte dos gases de escape de volta ao motor para reduzir emissões poluentes.
SCR (Redução Catalítica Seletiva): tecnologia que trata gases de escape com fluido específico para reduzir emissões de óxido de nitrogênio.

