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Nissan Frontier sai de linha e dá lugar a picape chinesa

Substituta híbrida plug-in, desenvolvida com a Dongfeng, promete mais de 400 cv e até 135 km no elétrico.

A atual geração da Nissan Frontier saiu de linha no Brasil, deixando de constar entre os veículos novos no site oficial da marca. A saída, segundo apuração junto aos concessionários, prepara terreno para a chegada da Frontier Pro, picape híbrida plug-in desenvolvida na China em parceria com a Dongfeng, já flagrada em testes de homologação no país.

A produção da Frontier atual, feita na Argentina, foi encerrada no fim de 2025. A fabricação passou para o México, mas a continuidade do modelo no Brasil já vinha cercada de dúvidas havia tempo.

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O desempenho comercial ajuda a explicar a saída. Em 2025, a Frontier somou 5.091 emplacamentos, queda de 45% frente às 9.258 unidades de 2024.

Para efeito de comparação, a Toyota Hilux fechou o mesmo ano com 49.721 unidades, a Ford Ranger com 34.047 e a Chevrolet S10 com 31.451. Ou seja, a Nissan vendeu praticamente uma Frontier para cada dez Hilux emplacadas.

Em julho de 2026, foram apenas 34 unidades — número inferior até às 42 unidades registradas pela BYD Shark no mesmo mês. A Frontier terminou sua trajetória no Brasil com o conhecido motor 2.3 biturbo diesel de 190 cv e 45,9 kgfm, câmbio automático de sete marchas e tração 4×4.

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A substituta já está sendo testada no país. Unidades identificadas como “Frontier Pro” e “plug-in hybrid” foram flagradas no Porto de Santos (SP), passando por homologação.

Em abril, a própria Nissan confirmou que a Frontier Pro fará parte da expansão da marca na América Latina. O modelo é produzido pela Zhengzhou Nissan, joint venture entre Nissan e Dongfeng — a mesma gigante chinesa que acaba de anunciar operação própria no Brasil, sob a marca DFM.

Apesar do nome, a Frontier Pro não é uma evolução da picape atual. O projeto deriva da Dongfeng Z9 e representa, na prática, um recomeço da Nissan na categoria.

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A grande novidade fica sob o capô: a Frontier Pro PHEV combina motor 1.5 turbo a gasolina com propulsão elétrica e bateria recarregável externamente. O conjunto supera 400 cv de potência e chega a 81,6 kgfm de torque.

A bateria permite rodar até 135 km apenas no elétrico, segundo o ciclo chinês de medição — considerado mais otimista do que outros padrões internacionais.

A picape também cresce em relação ao modelo atual: são cerca de 5,5 m de comprimento, 1,96 m de largura, 1,95 m de altura e 3,30 m de entre-eixos. A suspensão dianteira é independente por braços duplos, e a traseira usa molas helicoidais, com bloqueio eletromecânico do diferencial traseiro.

Por dentro, o painel traz quadro de instrumentos digital de 10 polegadas e central multimídia de 14,6 polegadas. Dependendo da configuração, os bancos dianteiros contam com aquecimento, ventilação e massagem, além de sistema V2L com até 6 kW de energia para equipamentos externos.

A mudança da Frontier acompanha uma transformação maior no segmento de picapes médias. A BYD Shark foi a primeira a apostar forte na combinação de motor turbo, propulsão elétrica e tração integral no Brasil, ainda com vendas discretas até aqui.

A próxima Volkswagen Amarok seguirá caminho parecido, baseada em projeto da chinesa SAIC e também eletrificada. Duas marcas tradicionais do segmento recorrem, assim, à indústria chinesa para acelerar a renovação de seus produtos.

Para a Nissan, a missão é dupla: não basta trocar a tecnologia, é preciso recuperar relevância que a Frontier perdeu nos últimos anos, distante das líderes do segmento.

Mecânica Online® com Tarcisio Dias – A Frontier Pro não chega como sucessora, chega como um recomeço completo da Nissan no segmento de picapes médias.

Isso muda a régua de avaliação: comparar a Frontier Pro à Frontier antiga faz pouco sentido técnico, já que são projetos de origem, plataforma e proposta completamente diferentes.

O paralelo com a futura Volkswagen Amarok, também baseada em plataforma chinesa, mostra que isso não é decisão isolada da Nissan, mas uma resposta do setor à pressão da indústria chinesa em eletrificação.

Mais de 400 cv e 135 km no elétrico são números competitivos até para SUVs, o que pode reposicionar a picape média como um produto de desempenho, e não só de trabalho.

O risco real não é técnico, é de percepção de marca: convencer o comprador tradicional de picape a diesel de que uma picape híbrida chinesa carrega o mesmo peso de confiabilidade que o nome Frontier tinha antes.

Siga @tarcisiomecanicaonline para acompanhar os próximos testes da Frontier Pro no Brasil.

Retrovisor Mecânica Online® – Entenda o que está por trás da notícia

Frontier atual sai de linha no Brasil: o modelo deixou de constar no site oficial da Nissan após forte queda nas vendas.

Vendas caíram 45% em 2025: foram 5.091 unidades, ante 9.258 em 2024; em julho de 2026, apenas 34 unidades emplacadas.

Nova Frontier Pro flagrada no Porto de Santos: unidades identificadas como “Frontier Pro” e “plug-in hybrid” já testam homologação no Brasil.

Parceria com a Dongfeng: o novo modelo é produzido pela Zhengzhou Nissan, joint venture entre Nissan e Dongfeng, e deriva da Dongfeng Z9.

Mais de 400 cv e até 135 km no elétrico: o conjunto híbrido plug-in combina motor 1.5 turbo com propulsão elétrica.

Tendência do segmento: BYD Shark e a futura Volkswagen Amarok, baseada em plataforma da SAIC, também apostam em eletrificação para picapes médias.

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Híbrido plug-in (PHEV): sistema que combina motor a combustão e elétrico, com bateria que pode ser recarregada em tomada externa, permitindo rodar somente no elétrico por um trecho.

V2L (Vehicle to Load): tecnologia que permite usar a energia da bateria do veículo para alimentar equipamentos externos, como ferramentas elétricas ou eletrodomésticos.

Bloqueio eletromecânico de diferencial: dispositivo que trava o diferencial traseiro por acionamento elétrico, fazendo as duas rodas girarem juntas para aumentar a tração em terrenos difíceis.

Suspensão independente por braços duplos: sistema em que cada roda se movimenta de forma independente através de dois braços articulados, melhorando conforto e controle em relação a eixos rígidos.

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